terça-feira, 29 de março de 2016

Passarinhando no Maranhão e no Piauí II

25/01/2016 (segunda-feira)
Eu e o amigo Emerson Kaseker saímos de São Paulo às 23:50h. Nosso destino: São Luis, no Maranhão. O nosso guia, Thiago Rodrigues, nos aguardava no aeroporto. Infelizmente nosso grupo contou com o desfalque do grande amigo Henrique Moreira, que sofreu um acidente de bicicleta, poucos dias antes da partida, resultando em algumas fraturas. Chegamos por volta de duas e pouco da madruga e após retirar o carro na locadora Hertz (um Prisma), seguimos para descansar um pouco numa pousada próxima à cidade de Raposa, chamada Vila do Mar. Descansamos algumas horinhas, ansiosos pelo passeio do dia nas dunas de Raposa. Nosso roteiro incluía São Luis, Raposa, Arari, Caxias e Teresina e Altos, no vizinho Estado do Piauí.
 
Nosso roteiro
26/01/2016 (terça-feira)
Bem cedinho, tomamos café e fomos para Raposa, direto para o molhe de pedras embarcar rumo às dunas onde iríamos fotografar algumas aves costeiras. Havia muitas aves. Um deleite para os olhos. Numa só manhã cliquei quatro novas espécies (lifers): batuíra-bicuda (Charadrius wilsonia), trinta-réis-miúdo (Sternula antillarum), trinta-réis-de-bico-preto (Gelochelidon nilotica) e maçarico-de-costas-brancas (Limnodromus griseus).

batuíra-bicuda (Charadrius wilsonia)
trinta-réis-de-bico-preto (Gelochelidon nilotica)
maçarico-de-costas-brancas (Limnodromus griseus) - os menores
E ainda fiz mais um monte de fotos legais: maçarico-de-bico-torto (Numenius hudsonicus), maçarico-de-asa-branca (Tringa semipalmata), maçarico-rasteirinho (Calidris pusilla), gaivota-de-cabeça-cinza (Chroicocephalus cirrocephalus), gaivota-alegre (Leucophaeus atricilla), batuiruçu-de-axila-preta (Pluvialis squatarola), talha-mar (Rynchops Níger) e piru-piru (Haematopus palliatus). Veja alguns dos citados abaixo.

maçarico-de-bico-torto (Numenius hudsonicus
gaivota-de-cabeça-cinza (Chroicocephalus cirrocephalus)
Tive que enlamear os pés, adentrando pequenos mangues, para conseguir me aproximar e fazer fotos melhores, mas valeu cada minuto. No fim do passeio, já tendo feito mais de 1000 fotos, a bateria acabou, fiz a troca e eis que a câmera não ligou mais. Ela simplesmente "mórreeeeu!". Ô dó! O circuito danificou, isso porque tinha menos de uma semana que ela tinha saído da autorizada aqui em São Paulo, a famosa Namba. A minha sorte é que, além da bichinha ser segurada, sempre levo uma câmera e uma lente sobressalente, pois além de acidentes, podem ocorrer coisas inesperadas, desse tipo. Pensou? Primeiro dia da viagem, se eu não tivesse outra câmera. Fica a dica.

Olha eu aí fazendo pose. Repare nas aves voando ao fundo, que quantidade enorme.
pés na lama
Apesar do incidente com a câmera, eu estava feliz com o passeio, com os lifers e com o dia bonito.

Retornamos à São Luis e o Thiago, sempre atento aos lifers de cada um, levou-nos, antes do almoço, clicar a garça-tricolor (Egretta tricolor) numa lagoa dentro da cidade. Ela estava distante e o cenário onde a bela estava não combinava com ela devido ao lixo dos humanos descartados na lagoa (garrafas, pets e etc.).

garça-tricolor (Egretta tricolor)
Durante o almoço, nada como saborear um gelado e exclusivo Guaraná Jesus (Guaraná Jesus é uma marca de refrigerante pertencente à The Coca-Cola Company, sendo fabricado e distribuído somente no Maranhão.)


Após o almoço, seguimos para Arari, nosso próximo destino, não sem antes parar em outro hot point, desta vez para apreciar um gavião-caranguejeiro (Buteogallus aequinoctialis). Para nossa sorte, o casal estava no local, embora um pouco alto e distante para uma foto de capa de livro.

caranguejeiro (Buteogallus aequinoctialis)
Num outro hot point no caminho, na altura de Bacabeira/MA foi a vez do Thiago nos mostrar o rabo-branco-do-maranhão (Phaethornis maranhaoensis). Coisa minúscula e agitada. Sempre entranhado. E quando passava pela gente, pousava perto demais, dificultando o uso de lente fixa. Mesmo assim, este encontro foi um dos momentos mais emocionantes da viagem.

 rabo-branco-do-maranhão (Phaethornis maranhaoensis)
Finalmente chegamos em Arari. Nosso pernoite foi num hotel chamado A.Saizal, que ficava em Vitoria do Mearin, a poucos minutos de Arari. Hotel pior impossível, mas infelizmente era a única opção. É o pior lugar que já me hospedei, deixou, realmente, muito a desejar. E olha que não ligo para o fato de me hospedar em lugar simples, mas mal estruturado, sujo, desconfortável, com péssimo atendimento e instalações, aí já é demais. Ainda bem que as aves do lugar valeram o sacrifício.

27/01/2016 (quarta-feira)
Saímos cedo para um arrozal nas imediações. Nosso foco eram as sanãs e saracuras. Para animar, comecei o dia com um lifer que estava engasgado. Com duas tentativas anteriormente fracassadas (Uruguai e Tanquã), nem acreditei no que vi: um frango-d'água-pequeno (Porphyrio flavirostris), seu lindo. Em seguida, numa matinha antes de chegar no arrozal, avistamos um bando de araçari-de-pescoço-vermelho (Pteroglossus bitorquatus), super lindos e coloridos.

frango-d'água-pequeno (Porphyrio flavirostris)
Logo em seguida, mais um lifer: sebinho-rajado-amarelo (Hemitriccus striaticollis). Esse era pra ter sido feito em Tocantins, mas por falha de identificação de quem guiava em um dos dias, deixei de registrá-lo com o guia Marcelo Barbosa em Palmas. Quando o Marcelo ouviu ele cantar próximo da gente, perguntou se interessava fazer foto. Disse que não, que aquela espécie eu já tinha feito foto boa e dispensava. Mas a foto que eu postara como sebinho-rajado-amarelo, foi contestada, e eu descobri que era outro sebinho, o de olho-de-ouro (Hemitriccus margaritaceiventer). Outra dura lição. Nunca mais farei isso. Não dispenso mais nada.

sebinho-rajado-amarelo (Hemitriccus striaticollis)
Agora quem quase nos matou de desespero foi o ferreirinho-da-capoeira (Poecilotriccus sylvia), justo esse que tem meu nome. Eita bicho difícil. Ele fazia "movimentos esquizofrênicos", não conseguia sossegar  um minuto. Escondia na brenha o tempo todo, e é tão pequeno, de cor "de burro quando foge" (rs rs rs) que se confunde com a vegetação. Pelo menos consegui um borrão identificável dele. Para compensar o baile que esse tinhoso passarinho nos deu, um sabiá-da-mata (Turdus fumigatus) nos brindou lindamente com seu belo canto, ainda por cima fazendo pose num galhinho. De qualquer forma, foram três lifers seguidos.

sabiá-da-mata (Turdus fumigatus)
ferreirinho-da-capoeira (Poecilotriccus sylvia)
O quarto lifer do dia teve história. Visitamos uma localidade, onde uma família adora aves, no fundo do quintal tem um ninho de aracuã-de-sobrancelhas (Ortalis superciliaris). A família gosta de criar os bichos como ave de estimação. Retiraram um ovo do ninho e deram para uma galinha chocar. Um pintinho... Eu pude pegar o bichinho na mão, clicar de pertinho, mas a foto é impostável no Wikiaves, tendo em vista que o pobre bichinho entrou para a categoria dos domesticados. Consegui registrar os pais, meio embrenhados e de longe, mas consegui.

aracuã-de-sobrancelhas (Ortalis superciliaris)
Bom, seguimos para o arrozal em buscas das sanãs. O local é muito legal, mas é estranho ver uma área tão grande sem uma única árvore no meio, no entanto está cercada por uma bonita mata no seu entorno. O arrozal acaba servindo de alimento e esconderijo para muitas aves, o que parece, inclusive, facilitar a sua caça, embora ilegal.

O arrozal na frente e a mata ao fundo
Thiago, eu e o Emerson na beira do arrozal
No caminho um urubu-de-cabeça-amarela (Cathartes burrovianus) posou lindamente. Preparamo-nos para aguardar o quinto e esperado lifer do dia: a sanã-do-capim (Laterallus exilis), que depois de uma longa espera, se apresentou, em pequenos passinhos saltitantes, receosa de se expor. Ela é muito bonita e pequenina. Já a sanã-preta (Laterallus jamaicensis) não quis nada com a gente, cantou, cantou a poucos metros de onde estávamos, chegamos a vê-la de supetão num curto voo, mas nada de foto, nem pra remédio (foto pra remédio é de doer rs rs rs).

urubu-de-cabeça-amarela (Cathartes burrovianus)
sanã-do-capim (Laterallus exilis)
Andamos atrás do caboclinho-lindo (Sporophila minuta) no meio de um bando enorme de papa-capins e nada. Voltando para a cidade, uma cascavel atravessou lentamente a estrada. Paramos para admirar e ajudá-la a atravessar, uma vez que ali poderia facilmente ser atropelada. Rapazes corajosos, eu fiquei de longe, só fotografando e observando.


28/01/2016 (quinta-feira)
Abrimos o dia novamente com o belo frango-d'água-pequeno (Porphyrio flavirostris). Num banhado, um socoí-vermelho (Ixobrychus exilis) mostrou seu bico, mas não quis dar chance de uma boa foto. Era lifer para o Emerson. Chegamos bem cedo no local para tentar novamente a sanã-preta, e novamente nada. Só cantou, cantou, e cantou. E nada! Safadinha. Na estrada uma linda saracura-carijó (Pardirallus maculatus) atravessou a frente do nosso carro e posou para nossas lentes. Se não fosse um motoqueiro vir em sentido contrário e espantá-la, acho que a foto ficaria mais bonita ainda. Um casal de pica-pau-verde-barrado (Colaptes melanochloros) pousados num mourão desfilou com gosto e pudemos registrá-los lindamente.

saracura-carijó (Pardirallus maculatus)
pica-pau-verde-barrado (Colaptes melanochloros)
Voltando para Arari a fim de seguirmos em direção à Caxias, o Emerson disse: o socoí-vermelho vai estar lá no hot point e tomando sol dessa vez. Bingo! Estava mesmo. Um não, dois. Clic clic clic prá lá e prá cá, enquanto o Thiago tirava suas botas no carro (encharcadas ao tentar localizar a sanã-preta), ouvimos um som estranho, o Emerson virou e disse, é um socozinho...eu comecei a buscar e de repente, era um primo do socozinho, era um socoí-amarelo (Ixobrychus involucris), no mesmo ambiente, a poucos metros do vermelho. Êxtase total! Faz muito tempo que desejava ver esse bicho. O Thiago saiu correndo do carro, descalço, no barro escorregadio. Eita lifer gostoso de fazer. E se não fosse um danado de um garibaldi dar um carreirão nele, teríamos feito foto mais bonita ainda. 

socoí-vermelho (Ixobrychus exilis)
socoí-amarelo (Ixobrychus involucris)
Fechamos nossa manhã com chave de ouro.

No caminho para Caxias, resolvi ir marcando bolinhas vermelhas no meu mapa do Wikiaves, ou seja, ir clicando uma ave em cada município. Em Matões do Norte fotografei várias marrecas-cabocla e irerês, cheios de charme. Depois um urubu-de-cabeça-amarela e uma polícia-inglesa-do-norte em São Mateus, um suiriri em Alto Alegre. Em Peritoró, vimos um urubu pousado na beira da estrada, nem me deixaram fotografar direito, por conta do cheiro horrível, pois tratava-se de um lixão. Mesmo assim, eu fiz um lindo close do bicho.

marreca-cabocla (Dendrocygna autumnalis)
irerê (Dendrocygna viduata)
urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus)
E já em Caxias, a grande estrela, o bicho que eu mais esperava ver: a araponga-do-nordeste (Procnias averano). Embora estivesse bem no alto, eu consegui vê-la e ouvir. É muito linda e exuberante. Uma das mais belas aves que já pude observar.

 araponga-do-nordeste (Procnias averano)
 araponga-do-nordeste (Procnias averano)
Em Caxias ficamos num hotel muito legal chamado Hotel Padre Cícero.

29/01/2016 (sexta-feira)
Caxias fica a 70 km de Teresina e uns 100 e pouco de Altos/PI, onde tem a Floresta Nacional de Palmares. Levantamos às 4 da matina, e saímos às 4:30 em direção à Altos. Chegando na Flona, fomos muito bem recebidos pela equipe que faz a segurança.

Enquanto aguardávamos nosso guia local, o Thiago "chamou" (via play-back) um arapaçu-do-nordeste (Xiphocolaptes falcirostris), que prontamente veio pra foto. Esse bicho me traumatizou em Guaramiranga/CE por mal me permitir vê-lo, que dirá fotografar. Só que em Altos, deu um show.

arapaçu-do-nordeste (Xiphocolaptes falcirostris)
Assim que o nosso guia Lucas Gaspar chegou, seguimos floresta adentro. Mata bonita, bem cuidada, dá gosto andar num lugar assim.


Conseguimos avistar papa-taoca (Pyriglena leuconota) e chupa-dente-de-capuz (Conopophaga roberti). Eles não deram mole, mas foram registrados. Um tangará-falso (Chiroxiphia pareola) ensinava um jovem a arte da arena (dançar e cantar).

papa-taoca (Pyriglena leuconota) 
Mas o ponto alto foi o grilinho-de-caxias (ainda em estudo, postado no Wikiaves como Myiornis sp) e bota alto nisso, o bichinho não desce da copa nem por decreto. O Gênero Myiornis é caracterizado por aves muito pequenas (com média corpórea de 7 cm) que habitam as copas das árvores de matas úmidas. Os biólogos Ciro Albano e Luciano Lima juntamente com os observadores de aves Firmino Freitas e o nosso guia Thiago, o descobriram em 2012 na cidade de Caxias- MA. Veja mais sobre o pequeno no seguinte link grilinho-de-caxias (Myiornis sp).

grilinho-de-caxias
grilinho-de-caxias
E para terminar a manhã cliquei um casal de casaca-de-couro-amarelo (Furnarius leucopus) que forrageava tranquilamente nos arredores da sede do Parque.

casaca-de-couro-amarelo (Furnarius leucopus) 
No trajeto pela Flona tive a sorte de ser presenteada com imagens belíssimas como esta abaixo.

Beleza sem par na Flona
Durante essa visita à eu pude presenciar um acontecimento inusitado que me fez chorar de emoção.
Leia aqui o relato desse episódio.

Observadores mirins na Flona
Já voltando para Caxias ainda descemos do carro para observar um gavião-de-rabo-barrado (Buteo albonotatus), voando alto. Mas não consegui nenhuma foto espetacular desse majestoso bicho.

30/01/2016 (sábado)
Pela manhã, passarinhamos ao redor de Caxias, tentamos o peixe-frito-pavonino. Ele foi cachorro comigo, cantou a poucos metros mas não deu o ar da graça. Cheguei a ver seu vulto, mas quando não é pra ser, não é mesmo. Esse é o único peixe-frito que eu consegui fotografar.


Estava eu tentando capturar uma imagem do chupa-dente-de-capuz, quando um passarinho que vem me assombrando faz um bom tempo apareceu, o negrinho-do-mato (Amaurospiza moesta), vocalizou e ficou pulando na brenha, e se foi depois de 3 cliques ruins, só pra registro. Em compensação o urubu-de-cabeça-amarela (Cathartes burrovianus) deu show.


urubu-de-cabeça-amarela (Cathartes burrovianus)
urubu-de-cabeça-amarela (Cathartes burrovianus)
Partimos de volta à Arari com o objetivo de tentar a sanã-preta de novo. Ocorreu um episódio entristecedor que não vou repetir aqui, mas que você pode ler, acessando o seguinte link

E sanã que é bom nada. Vocalizou em tudo quanto é canto, mas sua timidez não a deixou se revelar. Fiquei chupando o dedo. Pra compensar, um anu-branco me encarou com pena do meu desespero.

anu-branco (Guira guira)
 Descobrimos um outro ponto do socoí-vermelho (Ixobrychus exilis) e foi só fotão... o frango-d'água-azul (Porphyrio martinicus) também se apresentou para foto, mas correu embora rapidinho.

socoí-vermelho (Ixobrychus exilis)
frango-d'água-azul (Porphyrio martinicus) 
Enquanto aguardávamos o bacurau-de-cauda-barrada (Hydropsalis leucopyga), um exibido pica-pau-ocráceo (Celeus ochraceus) e um gracioso arapaçu-de-bico-branco (Dendroplex picus) fizeram uma festa num final de tarde com luz perfeita.

pica-pau-ocráceo (Celeus ochraceus)
arapaçu-de-bico-branco (Dendroplex picus)
E o dia terminou bonito.  Já escurecendo fiz meu último lifer da viagem, num total de vinte. Foi o bacurau-de-cauda-barrada (Hydropsalis leucopyga), muito rápido, voando feito doido como o Tuju costuma fazer.

Um belo entardecer...
bacurau-de-cauda-barrada (Hydropsalis leucopyga)
31/01/2016 (domingo)
Nosso último dia, acordamos bem cedo, na tentativa de tentar o bacurau-de-cauda-barrada e melhorar a foto, vimos um show no crepúsculo matutino, ainda muito escuro, mais de dez bacuraus cortavam o ar, vocalizando muito, mas num voo errante, difícil de seguir, e por inaptidão minha, consegui melhorar muito pouco. E para ajudar o lugar onde eles pousavam, era inacessível e de nenhuma visibilidade.

bacurau-de-cauda-barrada (Hydropsalis leucopyga)
Clareando o dia, fizemos muitas fotos do pica-pau-amarelo (Celeus flavus) e do tinguaçu-ferrugem (Attila cinnamomeus).

pica-pau-amarelo (Celeus flavus
tinguaçu-ferrugem (Attila cinnamomeus)
Aí você olha pra cerca e num mesmo bando três espécies de urubus (Cathartes aura, Cathartes burrovianus e Coragyps atratus). Nem aí pra nossa presença. Deu pra chegar pertinho e fazer close mostrando os detalhes.

"Se achando: espelho, espelho meu, existe urubu mais bonito do que eu?"
urubu-de-cabeça-amarela (Cathartes burrovianus)
Aí veio esse e disse: "posso não ser o mais bonito, mas vou posar pra sua lente..."
urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) 
"Sou o mais bonito, não adianta discutir"
urubu-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura) 
No caminho o nosso guia de olhos de águia e ouvidos de coruja avistou no meio de um arrozal o socó-boi-baio (Botaurus pinnatus), só o bicão pra fora, como se fosse um periscópio. Fiz uma foto super irreverente dele. Adorei!

socó-boi-baio (Botaurus pinnatus)
Vimos também um acauã (Herpetotheres cachinnans) e um caboclinho (Sporophila bouvreuil), talvez sobrevivente da rede de neblina do dia anterior. Mesmo depois do arrastão feito por dois gatunos no dia anterior, esse bichinho veio e se expôs, cantando e cantando (talvez lamentando sua família que não mais estava ali). Veja matéria sobre este triste episódio clicando aqui.

acauã (Herpetotheres cachinnans)
caboclinho (Sporophila bouvreuil)
Andamos mais um pouco a esmo, explorando ao redor e vimos muitas rolinha-cinzenta (Columbina passerina) e rolinha-de-asa-canela (Columbina minuta). Encerramos as atividades e retornamos para São Luis.

rolinha-cinzenta (Columbina passerina)
Nosso voo de retorno estava previsto para 1:50h, passando a madrugada toda no avião. Depois foi só chegar em casa, descansar, baixar as fotos e curtir as imagens. Foi uma viagem deliciosa, com muitas fotos bonitas, muitos lifers e lugares legais. Eu recomendo.




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