terça-feira, 2 de setembro de 2014

Maratona Acre - as densas florestas de tabocas do Norte do Brazil

Em cada Estado do Brasil que eu fotografo pelo menos uma ave, eu me permito costurar a respectiva bandeira no meu colete fotográfico. Já posso colocar a bandeira do Acre. E o faço com honras, pois fotografei aves muito difíceis, tanto de encontrar como do próprio ato de fotografar. Depois explico isso melhor adiante. 

Foto by Silvia Faustino Linhares
O Acre sempre me pareceu mais distante do que ele realmente é. Mas após convite dos meus primos que moram lá e depois de tudo que pesquisei e confirmei durante a palestra do amigo Emerson Kaseker no Avistar Brasil 2014, tive a certeza de que o Acre seria o meu próximo destino e uma caixinha de surpresas.

É uma terra com muita floresta ainda, com gente trabalhadeira e simpática. Possui boa estrutura hoteleira (para todos os bolsos) e bons restaurantes na Capital. E nos pequenos municípios que visitei, embora a infra-estrutura seja inferior à Capital, é lugar de gente muito hospitaleira. As flores e insetos são de outro mundo. Bonito demais de se olhar.



E as aves? Nossa!! Como tem ave diferente por lá. A maior parte vive no meio dos tabocais (taboca é o nome popular, oriundo do tupi, do bambu Guadua Weberbaueri). É muito difícil fotografar dentro dos tabocais. São escuros, cheio de espinhos, folhas, ramificações diversas, cipós, o que gera pouco espaço livre para clicar a ave lindamente. Usar o flash é complicado, pois além de assustar as aves, a luz acaba por refletir em um galhinho abusado e cria um borrão. O jeito é usar ISO alto, muito alto e a minha câmera peca ao utilizar ISO acima de 1000.