terça-feira, 29 de março de 2011

A arte sem sair de casa

Falando um pouco de criatividade e arte, trouxe isso para vocês hoje...

Para quem está com aquela sensação esquisita de falta de inspiração e busca como desculpa para a falta de novas a chuva, o frio, calor demais, etc, visitem esse site e vejam quantas coisas podemos fazer sem sair de casa...

http://bentobjects.blogspot.com/

Observação de Pássaros em Ubatuba

Saiba onde observar pássaros em Ubatuba/SP


sexta-feira, 25 de março de 2011

Aves: Únicos animais viventes que têm penas

Registro fóssil da espécie Archaeopteryx lithografica
As aves são animais vertebrados que podem ser facilmente distinguidos pela presença de penas. A pena é uma característica exclusiva desses animais, ou seja, está presente em todas as espécies do grupo. Além disso, as aves não possuem dentes, são endotérmicas e apresentam um metabolismo elevado.

As aves podem ser encontradas em todos os continentes e, atualmente, já foram descritas cerca de 12.000 espécies. Entre as espécies desse grupo há uma grande variedade de formas, tamanhos e hábitos. Existem desde espécies com poucos centímetros de altura até espécies como o avestruz, que pode atingir mais de dois metros de altura.

segunda-feira, 14 de março de 2011

O que esperar na Lagoa do Peixe no Rio Grande do Sul

Uma extensa planície costeira, recortada por áreas de matas e banhados e uma enorme lagoa de 40 quilômetros de extensão e 1,5 km de largura. Este é o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, um local que abriga diferentes ecossistemas e que está localizado no extremo sul do Brasil. Ele foi criado em 1986 para proteger este que é um dos maiores santuários de aves migratórias do Hemisfério Sul. Cerca de 26 espécies de aves partem do Hemisfério Norte e outras 182 visitam o parque durante o ano.

Por do sol no Parque © Renato Grimm
Aves, como o maçarico-de-peito-vermelho, voam mais de 10 mil quilômetros desde o Ártico em busca de alimentação e abrigo. A fartura de crustáceos, moluscos e algas e o isolamento da área fazem da Lagoa do Peixe o local perfeito para procurar alimento e descansar. É um santuário a céu aberto.

Trilhas e Passeios:

domingo, 13 de março de 2011

Avistamento de Aves na Base Aérea de São Paulo

Em breve me tornarei uma “fotóloga” (mistura de fotógrafa com ornitóloga)...
A galera do CEO (Não apareço, pois foi eu quem fez essa foto.)
Gibão de Couro
 Ainda tenho muito que aprender, não só na fotografia como o conhecimento da natureza, particularmente das aves, seus sons, suas cores, suas espécies, seus habitats, etc. Mas estou cercada de gente que sabe MUITO: os integrantes do CEO. E o melhor disso é que não importam em dividir o seu conhecimento com os novatos.  A cada encontro com uma ave em campo é uma emoção diferente. A cada click novo é como degustar um pedaço delicioso de chocolate.
Aranhas em "ritmo de festa"
Ontem foi minha terceira incursão nesse mundo “penoso”, ou melhor, mundo dos “penosos”. Visitamos a Base Aérea de São Paulo – BASF, ao lado do Aeroporto de Cumbica. Acordei 5 horas da manhã (não tem moleza, não), e pouco tempo depois meu amigo André Ricardo (o Andrezinho), passou aqui para me dar carona.

Chegando lá, fomos recepcionados por um gostoso café da manhã. Iniciamos os trabalhos de avistamento e só fizemos um “pit-stop” por volta de 10 horas, mais um lanchinho e lá fomos nós de novo.
Chopins em bando - impressionante
Uma fina garoa nos acompanhou quase o tempo todo, fazendo com que alguns pássaros ficassem mais escondidinhos... os caminhos ficaram escorregadios, eu fui uma das que visitou o chão...rs rs rs...sim, eu escorreguei, mas foi só um susto.
Belas flores por todo o trajeto deliciam o olhar

Após 10 km de caminhada (calculadas pelo GPS de um colega),  totalizando 6 horas, já deduzidos os intervalos, fomos recepcionados pela gentilíssima família de um dos membros do CEO, o Dr. Álvaro, com uma deliciosa feijoada.
Nosso trajeto - Trabalho de GPS do colega Evado Jr


Não pense que alguém foi cochilar depois de abastecida as barrigas não...Fomos plantar árvores no rico pomar do no fundo da casa do Dr. Álvaro. Impressionando a variedade de árvores frutíferas no local. Nelas os passarinhos encontram fartas refeições.
 
Pé de caqui e um Sanhaçu Cinzento fazendo a festa
Como estávamos distantes dos carros que ficaram estacionados na entrada da Base, alguns colegas nos deram carona até eles. No caminho até os carros, ainda paramos para avistar os quero-quero nas pistas...uma visão impressionante. Para voltar à São Paulo, peguei uma carona com a Mônica, mas passarinheiro que é bom, não pode ver uma asinha batendo e lá vamos nós parar e saltar correndo do carro quando um gavião carijó (eu acho) cruzou o céu bem a nossa frente.

Enfim, cheguei em casa cansada e feliz. Agora só falta destacar as melhores das 627 fotos que fiz ontem e montar um álbum. Vou precisar de ajuda dos “universitários”, pois ainda não estou familiarizada com os nomes de todos os pássaros. Aguardem, em breve, um novo álbum estará disponível na Galeria.


Ah! E dessa vez o Exposis funcionou que foi uma beleza, meus braços estão intactos. Levei duas picadinhas nos dedos e sei porque, eu lavei as mãos algumas vezes e não repassei...lição para a próxima...rs rs rs


quinta-feira, 10 de março de 2011

Poesia Ornitológica - Despondency

Deixá-la ir, a ave, a quem roubaram
Ninho e filhos e tudo, sem piedade...
Que a leve o ar sem fim da soledade
Onde as asas partidas a levaram...
Deixá-la ir, a vela que arrojaram
Os tufões pelo mar, na escuridade,
Quando a noite surgiu da imensidade,
Quando os ventos do Sul se levantaram...
Deixá-la ir, a alma lastimosa,
Que perdeu fé e paz e confiança,
À morte queda, à morte silenciosa...
Deixá-la ir, a nota desprendida
Dum canto extremo... e a última esperança...
E a vida... e o amor... deixá-la ir, a vida!

Antero de Quental in "Sonetos" (Poeta português. Ponta Delgada, 1842-1891)

domingo, 6 de março de 2011

O Pássaro Cativo

Foto: Silvia Linhares
O Pássaro Cativo

Armas, num galho de árvore, o alçapão;
E, em breve, uma avezinha descuidada,
Batendo as asas cai na escravidão.

Dás-lhe então, por esplêndida morada,
A gaiola dourada;
Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos, e tudo:
Porque é que, tendo tudo, há de ficar
O passarinho mudo,
Arrepiado e triste, sem cantar?