segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Sinergia Passarinheira - Passarinhando em Dourado/SP

Dourado, a 290 km de São Paulo é um lugar que deve constar obrigatoriamente da agenda de qualquer observador de aves. A quantidade de aves e diversidade de espécies é bem grande. Mas não dá para ir sem guia, pois a maioria dos locais de interesse fica dentro de propriedades privadas e somente é possível adentrar com um guia local conhecido. No caso de Dourado, os guias mais procurados são o Cal Martins e o Jone, seu pai.

E sem o facebook,  a comunidade de observadores de aves e o site wikiaves jamais saberíamos as novidades. Foi uma foto feita pelo Cal do cardeal-do-banhado (Amblyramphus holosericeus) que me chamou a atenção, embora o grande sucesso do ano passado tenha sido a corujinha caburé-acanelado (Aegolius harrisii).

Após as combinações com amigos via inbox, chegamos em Dourado no sábado (18/01), por volta de 10 horas da manhã. Nosso retorno estava previsto para segunda-feira com pit-stop em Santa Bárbara D'Oeste, onde o amigo Gustavo Pinto ia nos levar no famoso brejão do triste-pia.

Queríamos pelo menos duas noites para "corujar e bacurauzar". Nesse passeio, além do amigo e guia Cal Martins, contei com a companhia das amigas Rosemarí Julio, Hideko Helena e do casal Neuza e Geraldo Luiz.

Geraldo, Hideko, eu, Cal Martins e Rosemarí by Neusa Luiz

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Fernando de Noronha, um paraíso saído das profundezas

Fernando de Noronha é um pequeno arquipélago vulcânico pertencente ao estado brasileiro de Pernambuco (mesorregião metropolitana de Recife), formado por 21 ilhas, ocupando uma área de 26 km², situado no Oceano Atlântico, a 543 km de Recife/PE e 350 km de Natal/RN. Constitui um Distrito estadual de Pernambuco desde 1988, quando deixou de ser um território federal, cuja sigla era FN, e a capital era Vila dos Remédios. A ilha principal tem 17 km² Sua população alcança pouco mais de 3 mil habitantes, concentrados na ilha principal.

O arquipélago surgiu há aproximadamente 12 milhões de anos, através de uma série de erupções vulcânicas. O arquipélago de Fernando de Noronha está localizado sobre um vulcão cuja base tem 74 km de diâmetro e está a 4.200 metros de profundidade. Extinta há mais de 20mil anos, a cratera vulcânica submersa faz parte de uma cadeia de montanhas da parte Atlântica da placa sul-americana.

Após uma campanha liderada pelo ambientalista gaúcho José Truda Palazzo Jr., em 1988 a maior parte do arquipélago foi declarada Parque Nacional, com cerca de 8 km², para a proteção das espécies endêmicas lá existentes e da área de concentração dos golfinhos rotadores (Stenella longirostris), que se reúnem diariamente na Baía dos Golfinhos - o lugar de observação mais regular da espécie em todo o planeta. O Parque Nacional é hoje administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) (fonte: Wikipédia)

A vegetação original foi quase toda destruída na época que a Ilha foi colônia penal. Hoje o revestimento vegetal constitui-se de escassa vegetação arbustiva ou arbórea de pequeno porte e grandes áreas de macega, ervas e gramíneas.