terça-feira, 5 de julho de 2022

MT/RO - de Cuiabá/MT à Pimenteiras do Oeste/RO

Outubro de 2021

Fui "ali" ver umas onças e uns "passarins", mas é tudo culpa da saudade. Hã? Como assim? Continue lendo e vai entender.

Arquivo pessoal Silvia Faustino Linhares

Em julho de 2021, o meu querido amigo Marco Cruz (@marco_cruz_bw) havia ficado de me levar ver a saudade-de-asa-cinza (Lipaugus conditus) no Rio de Janeiro. Combinamos uma data, mas infelizmente descobrimos depois que estava prevista uma grande e perigosa frente fria, e por isso resolvemos adiar "sine die" (sem fixar uma data futura).

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Chile e Argentina - Diário de Bordo - Patagônia (Terra do Fogo)

Era para ser uma postagem pequenina só com a incorporação do material original que virou fotolivro impresso. Quando vi, tinha criado um novo e prazeroso "monstrinho". Quase um novo livro. Se não quiser ler tudo e apenas ver o material que foi impresso, vá direto ao final. Mas se quiser ver histórias e imagens inéditas sobre a expedição, continua lendo aqui.

Nada na vida acontece por acaso. Nada mesmo! Ao trocar mensagens com dois amigos super queridos esses dias (a chilena Carolina Yañez Rismondo - @carito.aventurera e o grande ornitólogo Fábio Schunck - https://fabioschunck.com.br/site/quem-sou/), constatei duas coisas: minha atual vocação é ser uma facilitadora de amizades, como disse o Fábio, e eu acrescentei que meu talento é para a arquitetura, pois adoro construir "pontes" entre as pessoas. 

A segunda coisa que senti durante esse bate-papo foi saudades imensas do Chile e em especial da Patagônia, onde já estive algumas vezes e só consegui relatar uma delas aqui no Bloguinho, a que fiz em janeiro de 2017.

Com um cafezinho do lado, resolvi relembrar e sentir o gostinho novamente de como foi cada dia dessa minha primeira ida ao "fim do mundo" que aconteceu em 2010. 😱😱😱

Foto: arquivo pessoal: Silvia Faustino Linhares

Foto: arquivo pessoal: Silvia Faustino Linhares

quarta-feira, 11 de maio de 2022

BA - I Encontro de observadores de aves de Jequié

Era madrugada do dia 16 novembro de 2021, eu acabara de chegar da Colômbia onde tinha ido participar da Feria de Aves de Sudamérica / South American Birdfair (post aqui) e já ia partir para uma grande aventura no Rio Grande do Sul no dia seguinte (post aqui).

Acordo pela manhã, pego e abro o celular para uma "espiadinha básica" nas redes sociais. Dou de cara com o post do amigo, até então virtual, Sidiney Vitorino (@sidineyvitorino). Ele acabara de divulgar nas redes sociais que nos dias 04 e 05 de dezembro aconteceria o I Encontro de observadores de aves de Jequié/BA

Eu não tive dúvidas, troquei umas ideias com o amigo Ronaldo Oliveira (@zoonaldo), que reside na Bahia e em seguida com o próprio Sidiney e decidi, antes mesmo de tomar café, que Jequié seria meu próximo destino após retornar do Sul. 

terça-feira, 30 de novembro de 2021

RS - Do Oiapoque ao Chui, ops, só até o Chui

Aqui estou eu concentrada, rememorando mais uma das minhas aventuras de 2021. Como eu disse no post anterior, onde relato minha experiência na Colômbia (se não leu ainda, clique aqui), tem muita emoção de 2021 para contar ainda.

Eu mal cheguei em casa, regressando da Colômbia, no dia 16/11/2021 - um voo que, entre a saída do hotel em Manizales e minha chegada em casa passaram-se mais de 21 horas - e já me vi preparando a tralha novamente, pois no dia 17 embarcaria para o Rio Grande do Sul. Meu destino? O sul do Sul. Eu pretendia varrer os pampas em busca de espécies de aves bem difíceis.

EDITANDO: E antes que a galera do Norte fique brava, sim eu sei que o ponto mais extremo ao norte do Brasil não fica no Oiapoque, mas no Monte Caburaí, no município Uiramutã, em Roraima.

Este é mais um dos meus imensos relatos. A razão disso é que cada dia desta expedição foi um capítulo à parte, com muitas histórias e acontecimentos, por isso, não se assuste com tanto conteúdo. 😁🐵🙈🙉

tachã (Chauna torquata)
Foto: Arquivo pessoal Silvia Faustino Linhares

sábado, 20 de novembro de 2021

Colômbia - Mais um sonho realizado.

Hoje termino mais um relato de uma expedição muito especial. Prepare-se para "viajar" comigo em mais uma aventura escrita e recheada de fotos. 

Como eu disse na última postagem -  Expedição Litoral Norte (veja esse post aqui. 👈) o meu segundo semestre de 2021 foi muito intenso. 

E aqui vai a segunda postagem de um dos eventos que marcaram meu 2021 - Colômbia, mais um sonho realizado.

Gray-breasted mountain-toucan (Andigena hypoglauca)
Foto: Arquivo pessoal Silvia Faustino Linhares

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

SP - Um depoimento pessoal após dez anos observando aves

Esse mês, a minha amiga Ana Julia Cano, responsável pela comunicação da SAVE - Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil, ONG da qual sou contribuinte (Amigos da SAVE), me convidou para fazer um texto para a coluna do Fauna News - link aqui.

Vou transcrever aqui para que fique guardado no bloguinho e não caia no esquecimento.

Rolinha-do-planalto – Foto: Silvia Linhares

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

SP - Expedição Litoral Norte

Promessa é dívida! Esse post é especial, pois essa expedição foi para lá de especial. Continue lendo e você vai saber o porque. 

Miguel Nema, Larissa Nema, eu e Patrick Pina no topo do Asteróide nº B 612 🙃😁🌍
Foto: Arquivo pessoal Patrick Pina



2021 foi um ano de perdas e ganhos. Acho que para todos. Ainda não fiz a contabilidade, mas acredito que fechou no azul. Nesse último ano fiz amigos maravilhosos, daqueles que passam a ocupar espacinho no coração sem pagar aluguel.

Conheci lugares incríveis. Meus olhos e lentes se deslumbraram em várias ocasiões. Cheguei em 2022 com uma sensação muito boa, sabendo que tenho muito chão ainda, mas que estou pronta para muito mais. Que venha, então!!!!

domingo, 15 de agosto de 2021

TO - Conhecendo as aves do Tocantins II

Essa foi minha segunda viagem ao Tocantins. A primeira, em 2015, você pode saber como foi acessando por esse link. A que vou descrever nesse post aconteceu em 2019, de 04 a 12 de agosto. 

Desta vez fui convidada pelo amigo Raimundo Carvalho. Eu já o conhecia de Parauapebas / Carajás onde havia passarinhado em 2018 (link aqui). Ele veio de Carajás de carro e nos encontramos em Palmas. Ao todo foram oito dias intensos, de muitos passarinhos e muita diversão. Nosso guia foi o já conhecido amigo Marcelo "Bravo MDMC" Barbosa (Missão Dada, Missão Cumprida). Se você leu a minha primeira ida ao Tocantins, vai entender esse apelido. 

04 ago 2019 - Domingo

Já estava tudo previamente combinado entre eles dois e então, no dia 4 foi só ir pro aeroporto, uma pequena conexão em Brasília e logo lá estava eu com os dois me esperando com uma geladinha para abrir "os trabalhos". Veja abaixo uma "selfie" durante a conexão, minha saída de Brasília, cidade que morei tantos anos e que ainda me emociona quando piso em seu solo e a primeira cervejinha com a dupla já em Palmas.

Arquivo pessoal: Silvia Faustino Linhares

05 ago 2019 - Segunda-feira

Segunda-feira! Que comecem os trabalhos! Às 6 da manhã já estávamos na estrada. Nosso destino: Cachoeira da Roncadeira no Taquaruçu. Alguns minutos depois que saímos do hotel, paramos numa padaria para o costumeiro e necessário cafezinho. 

Logo depois entramos e paramos numa estradinha com um lindo cerrado, onde, se não me falha a memória, eu retornei ao carro para buscar algo e me perdi dos meninos que tinham adentrado a mata atrás de algum passarinho. Eu sentei na beira da estrada enquanto aguardava e fiquei clicando o amanhecer. Uma das fotos rendeu um lindo poema sobre a luz.

"A luz que me ilumina"
Arquivo pessoal: Silvia Faustino Linhares

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

TO - Conhecendo as aves do Tocantins I

Assistindo a uma “live” esses dias, a convite da amiga Simone Mamede, sobre observação de aves no Tocantins, acabei percebendo que não descrevi nenhuma das viagens que fiz a esse Estado e olha que foram duas – 2015 e 2019. Em 2015 foi quando eu conquistei o direito de costurar a bandeirinha do Tocantins no meu colete. A expedição de 2019 você pode acessar clicando aqui.

Arquivo pessoal: Silvia Faustino Linhares

Busquei recordações na cabeça e no computador e resolvi fazer um pequeno resumo de cada uma das duas viagens a esse paraíso das aves.

2015 – Conhecendo as aves do Tocantins 

quinta-feira, 15 de julho de 2021

SP - Expedição "Água Prometida" - Em busca de aves pelágicas

albatrozes-de-nariz-amarelo (Thalassarche chlororhynchos)
Foto: Arquivo pessoal Silvia Faustino Linhares

Amanhecendo na Água Prometida 🌞
Foto: Arquivo pessoal Silvia Faustino Linhares

Nesse post, vou abordar um pouco do que é uma saída ou passeio pelágico. Mas o que vem a ser pelágico? É um adjetivo que diz respeito ao mar. A palavra pe·lá·gi·co deriva do latim pelagicus. Relativo ao pélago (profundo, longe das costas) ou ao alto mar (ex.: peixe pelágico) = peixe marítimo, do oceano profundo.

No meio da observação de aves é comum a gente ser convidada para uma saída pelágica em busca de aves marinhas que dificilmente você consegue ver em terra. As aves marinhas são aquelas espécies que se adaptaram com grande eficiência ao ambiente marinho e têm como habitat e fonte de alimento o mar. Podem ser divididas em aves marinhas costeiras - encontradas geralmente próximas aos continentes, e aves marinhas oceânicas ou pelágicas, essas, via de regra, costumam ser encontradas em alto-mar.

domingo, 20 de junho de 2021

MG - Ibitipassarinhando em Minas Gerais

águia-serrana (Geranoaetus melanoleucus)
Foto: arquivo pessoal Silvia Faustino Linhares

Esse ano está sendo tão difícil ou até mais quanto o ano passado. É muita tensão por todos os lados. Essa pandemia e outras doenças vem levando muitos amigos. É muita dor. É a carga mais pesada que já enfrentei nesse meu pouco mais de meio século de vida. O mundo está estranho. As pessoas estão estranhas. Eu estou estranha.

"A vida é tão efêmera. Esse mês perdi amigos super queridos e essas briguinhas nas redes sociais tornaram-se tão superficiais perante isso" - escrevi isso para uma amiga hoje quando conversávamos sobre pessoas e atitudes. Sim, eu venho me sentindo atropelada com tantas coisas acontecendo simultaneamente. Exercer a tolerância e por rédeas na própria implicância está cada dia mais difícil.

A vida tornou-se um "jogo" cada vez mais veloz e estonteante, por isso tento me desapegar cada vez mais. Sofro menos quando diminuo minhas expectativas. Sou daquelas que gosta de jogar conversa fora enquanto toma um café, de visitar amigos, de abraçar, de dançar, de ensinar o pouco do que aprendi, de preferência não por vídeo (é o que temos nessa época pandêmica). Resumindo, gosto de ver a vida passar lentamente, aproveitando e saboreando cada minuto. E isso está bem difícil nesses tempos.

Não me encaixo na rapidez da "geração Instagram" (OBS: tenho perfil no IG desde 2010, mas não gosto do rumo que essa rede social tomou - coisas de Silvia 😂😂😂😂). Essa geração a quem me refiro quer tudo na velocidade deles. Te seguem de manhã e se percebem que você não os seguiu, já te desseguem à tarde. É muito vazio, muito pobre. Será que dar dois cliques numa imagem tornou-se sinônimo de gosto de você, me importo com você? Que coisa mais infeliz um mundo em que mais curtidas e seguidores são mais importantes que cuidar bem das pessoas, do planeta e da natureza.  

Silvia, o que é isso? É um post sobre viagem ou sobre a vida? Bom, eu não consigo dissociar uma coisa da outra. Por enquanto sou só mais uma sobrevivente nesta "guerra" contra um inimigo invisível: a COVID19. 

sexta-feira, 30 de abril de 2021

AC - Expedição Chandless - Desbravando o desconhecido


Parque Estadual Chandless
Arquivo pessoal: Silvia Linhares

Viajar é uma das coisas mais importantes da minha vida, seja na vida real ou em pensamento. Eu sempre digo que viajo três vezes numa única viagem, quando planejo, quando realizo e quando a recordo. Viajar por outras realidades desbravando o desconhecido é um presente dos deuses. É usar os cinco sentidos em busca da inebriante satisfação do corpo e da alma. Uma sensação de infinitude. Puro e simples prazer. Sem medo de ser feliz. Sem passado ou futuro. Apenas presente. Como eu disse, um presente dos deuses. E essa viagem que vou lhes contar a seguir foi realmente um grande presente.

O ano de 2019 foi um ano intenso, cheio de viagens sensacionais. Eu mal chegava de uma e já me preparava para outra. Descarregava os cartões, postava os lifers (novas espécies fotografadas) e já partia para a próxima. Com isso houve um acúmulo muito grande de fotos pra tratar, para postar no Wikiaves, nas listas do eBird, bem como descrever cada aventura aqui no meu Bloguinho. E assim eu virei o ano com muitas pendências. 

terça-feira, 2 de março de 2021

RN - A bandeirinha que faltava

Agora em março completa um ano que retornei da minha primeira grande expedição atravessando o Atlântico. Passei duas semanas na África do Sul (veja como foi clicando aqui). E eu achando que 2020 seria o ano das grandes aventuras, só que não. Esse ano continua tão complicado como o ano passado, por razões que nem gosto de pensar. Estou tentando fazer tudo do jeito mais normal possível, talvez como dizem por aí, um novo normal.

RN - Do Mar ao Sertão 

Eu tinha (tinha não, tenho ainda) planos de fazer uma expedição chamada Amigos e Aves do Nordeste, começando em Salvador, subindo de carro todo o Nordeste, ir conhecendo amigos virtuais, revendo os já conhecidos, sempre passarinhando com eles. A ideia era pra acontecer em 2020, assim que descansasse da chegada da África. Surpreendida pela pandemia, fui obrigada a suspender a ideia. Já havia inclusive entrado em contato com alguns amigos para materializar esse sonho. Eu queria muito fotografar no Rio Grande do Norte, único Estado que faltava para completar as 27 bandeirinhas do meu colete de fotografia (meu objetivo sempre foi clicar pelo menos um passarinho em cada Unidade Federativa do Brasil).

Como eu disse no meu último poema no Bloguinho II: "... nem sempre as coisas acontecem como a gente gostaria..." 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

SP - Passarinhando durante a pandemia - Serra do Japi

Aí você quer ficar quietinha em casa aguardando a segunda onda da pandemia ser controlada e, de repente, é surpreendida por um convite irrecusável de uma pessoa muito especial. A jornalista Giulia Bucheroni me encaminhou à Gabriel Ferraz, que ligou para ver se eu topava participar de uma missão muito importante. Falar com dois jornalistas da EPTV sobre observação de aves e os benefícios para a saúde. Como dizer não para isso. Mas onde? Onde tiver passarinho... uai... e agora?

O que você faz? Liga para o amigo Guto Carvalho e diz, posso ir aí no Japi essa semana? Explica tudo e ele responde: "vem amanhã cedo, vai ter uma janela de sol". Pá de lá, pá de cá, tudo combinado, arrumei a tralha toda para poder sair bem cedo. 

De manhãzinha, passei pegar a Carol, esposa do Guto e, sem errar o caminho, graças à "copilota" ao meu lado, lá fui eu para o Japi encontrar com o Guto, Heitor Moreira e o Rodrigo Sargaço. Após um cafezinho passado na hora, eu e Guto saímos até o portão esperar os dois.

Lógico que eu aproveitei para passarinhar um pouquinho antes. De cara o Guto me mostrou um sovi (Ictinia plumbea) voando alto e rodeando a lua que acabara de ir dormir.


Assim que os dois chegaram, começamos a trocar ideias e eu passei a responder algumas perguntas do Heitor, enquanto o Rodrigo registrava tudo. 

domingo, 6 de dezembro de 2020

SP - Passarinhando durante a pandemia - Capítulo IV - Iporanga e Eldorado

Eu ando um pouco sem inspiração para escrever e contar algumas das aventuras vividas durante esta pandemia. Acho que essa segunda onda que chegou foi onde “caiu a ficha” e a tristeza bateu à minha porta. Estou relutando pra que ela não entre. O confinamento só não é pior que a própria doença. Amigos e familiares sendo contaminados, pessoas perdendo entes queridos. Está ficando difícil manter o sorriso no rosto e os pensamentos positivos e esperançosos diante de um quadro tão escabroso assim. 
  
O mundo não está tão cor-de-rosa como antes e chora pelos elos perdidos
Foto by Silvia Linhares

Meu organismo vem se rebelando e eu tenho feito tudo que posso para que ele mantenha o equilíbrio que sempre foi meu orgulho. Enfim, distrações não faltam aqui em casa, e confesso, tem muita coisa pra fazer, o que falta mesmo é ânimo. Se não fosse o apoio e carinho que recebo dos amigos virtuais e de algumas pessoas próximas a mim, acho que seria muito pior.

Ao som de Stairway To Heaven da antiga e insubstituível banda Led Zeppelin, a inspiração que eu necessitava bateu em retorno e, enquanto "banqueteio" os ouvidos, as palavras começam a ser desenhadas na minha mente.

“...In the tree by the brook / There's a songbird who sings / Sometimes all of our thoughts are misgiven / It makes me wonder..."

“... Numa árvore perto do riacho / Há um pássaro que canta / Às vezes, todos os nossos pensamentos estão equivocados / Isso me faz pensar ..."


 
Led Zeppelin - Stairway To Heaven

Vamos voltar no tempo um pouquinho. Setembro é o mês que começa a primavera. Um dos meus meses preferidos. As flores começam a desabrochar. Os passarinhos ficam mais felizes. A natureza começa a nos brindar com cenas, cores e momentos que vão marcar para sempre nossa memória.

Esse ano, apesar da pandemia, tão nefasta, e de muitos lugares estarem fechados para visitação neste período, aos poucos, com todos os cuidados possíveis, eu acabei indo a um lugar que não batia os olhos há algum tempo. Fui ao Vale do Ribeira (Baixo Ribeira - municípios de Eldorado e Iporanga). 

O Vale do Ribeira é uma região localizada no sul do estado de São Paulo. Compõe-se de 25 municípios. Abriga 61 por cento da mata atlântica remanescente no Brasil, 150.000 hectares de restinga e 17.000 hectares de manguezais.

sábado, 22 de agosto de 2020

SP - Passarinhando durante a pandemia - Capítulo III - Miracatu

O que mais tem me ajudado nessa pandemia é a existência dos amigos, seja por conta do carinho virtual do dia a dia, seja por conta dos convites para passarinhar, para tomar um chá da tarde com bolo ou um simples cafezinho. Fazer foto de passarinho ajuda também, ao lado de um amigo fica ainda melhor.

saíra-militar (Tangara cyanocephala

terça-feira, 18 de agosto de 2020

SP - Passarinhando durante a pandemia - Capítulo II - Dois passarinheiros e diversos destinos

Uma viagem do outro mundo! Ops! Nãooooo! Apenas uma viagem com o amigo Raimundo. Foi assim que comecei a descrever a "tour" para ver passarinhos paulistas que eu e meu amigo Raimundo Carvalho, de Paraupebas/PA, fizemos recentemente. Uma passarinhada descompromissada, improvisada, mas intensa, cheia de emoções, de risos, companheirismo e amizade, que ficará para sempre marcada na minha história. 

Primeiro que aconteceu no meio de uma pandemia. E segundo porque eu nunca acreditei que ele realmente viria. Só ressaltando que eu vivia fazendo "ornitobullying" com ele, mostrando alguns dos seus lifers (aves nunca registradas por ele) que apareciam na minha janela, tipo o sabiá-laranjeira e o periquito-rico. Acredite, muita gente ainda nunca viu essas duas espécies, super comuns para a gente aqui em Sampa City.

Sabiá e Periquito na frente da janela de um dos quartos aqui de casa

E olha, eu nunca havia dirigido tanto em tão pouco tempo, nem ido a tantos lugares aqui perto de uma vez só. Mas quer saber se valeu a pena? Então continue lendo.

Em janeiro deste ano, quando eu contei pra ele uma ida com minha amiga Leila ao Seu Jonas em Ubatuba e mostrei as fotos, ele me disse brincando "Ubatuba nos aguarde, não há lugar melhor do que São Paulo para um passarinheiro como eu". Ele planejava ir ao Peru em suas próximas férias, mas não tinha dado certo. Aí ele me confessou que sonhava passarinhar em São Paulo. Disse que se pudesse vir seria a salvação de suas férias. Eu disse, então venha, uai! Na época, eu prometi pra ele que, caso ele viesse, ele teria a melhor companhia, a melhor motorista, iria aos melhores lugares e contaria com os melhores guias. É o que costumo fazer quando recebo meus amigos por aqui durante o pré ou pós Avistar Brasil.

No final de fevereiro ele estava confirmando suas férias para agosto e disse que gostaria muito de vir à São Paulo. Mal processei as mensagens dele em relação a isso, pois eu só tinha cabeça pra uma coisa: a viagem dos meus sonhos. Eu me preparava para ir para a África. Viagem que foi mesmo dos sonhos (leia como foi clicando aqui).

segunda-feira, 20 de julho de 2020

SP - Passarinhando durante a pandemia - Capítulo I - Monteiro Lobato


Hoje, 20 de julho de 2020, comemora-se o dia do amigo -  "A data foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Ele se inspirou na chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, considerando a conquista não como uma vitória científica, mas uma oportunidade de se fazer amigos em outra parte do universo".

Falando em universo, o meu  hoje está praticamente restrito às paredes do meu apartamento, mas quem tem amigos queridos, ganha oportunidades de fazer coisas únicas na vida. Nesse quesito, posso dizer que sou mesmo uma agraciada.

Enquanto aproveito o solzinho aqui pela janela da sala, tomando um licorzinho bem leve após o almoço, olhando "a selva" que me cerca, resolvi escrever. 


Antes de contar como foi passarinhar em Monteiro Lobato e Peruíbe durante essa pandemia, senti necessidade de escrever outras coisas. Então aguente firme ou kkkkkkk, se quiser, pule essa parte e vá direto para a próxima.


Vou contar um pouco da minha história. Sim, vou contar coisas sobre uma Silvia que poucos conhecem, essa pessoinha difícil, caprichosa, mas muito persistente e determinada.

sábado, 25 de abril de 2020

ZA - A viagem dos meus sonhos - Kruger Nacional Park

ZA - Introdução - A viagem dos meus sonhos - Kruger Nacional Park 


Este foi um dos textos mais difíceis pra escrever e montar. Longo, intenso, quase um livro. Desde que cheguei de viagem, foram mais de 40 dias, isolada em casa sozinha, tratando e separando fotos, alimentando e  revendo listas, construindo palavras com base em pesquisas, memória e criatividade. Havia tanto a mostrar que acabei fazendo uma nova viagem dentro da viagem. Em quarentena sobrou mais tempo e foi mais tranquilo. Então, prepara a cerveja e o petisco e “senta que lá vem história”...

*Será dividido em partes com listas do eBird e links ao final de cada uma delas. Você poderá ouvir  músicas da minha play-list durante a leitura. Se conseguir ler tudo, e chegar no final, que é muito legal, seremos amigos para sempre. 😂 😂 😂 😂 😂 😂 😂

A ave que me motivou a conhecer a África
Fotos: arquivo pessoal Silvia Faustino Linhares

Eu nunca imaginei que ao realizar essa viagem as lembranças dela iriam ser um bálsamo para os meus dias de isolamento (ref. COVID-19). Nesse instante, lágrimas rolam pelas minhas faces. Hoje, quando repasso as fotos e os acontecimentos, penso que tinha muito mais coisa para eu conhecer e aproveitar, mas fica para a próxima.

Eu só posso agradecer a todos que participaram, fisicamente ou virtualmente, ou ainda que serviram de inspiração para eu conhecer outro continente.

domingo, 15 de dezembro de 2019

Chile - Um bate-e-volta com muita emoção

Esse post vai ter um pouco da história da minha aventura com a Claudia Brasileiro no Chile no final do ano de 2019. Foi um ano muito intenso no que se refere ao que mais gosto de fazer: viajar e fotografar aves. 

Conheci lugares incríveis e pessoas tão incríveis quanto. Fiz milhares de fotos, muitas super legais, outras nem tanto. kkkkk Ainda não consegui relatar todas as viagens, mas algumas já podem ser lidas aqui no Bloguinho.

Hoje eu me sentei para reviver uma viagem que fiz com uma das minhas melhores amigas, a quem considero a melhor fotógrafa de aves do Brasil. A Claudia é focada, perfeccionista, não mede esforços nem sacrifícios para obter a foto dos seus sonhos. 

Foram dois dias fazendo o que mais gostamos de fazer: observação fotográfica de aves. Se quiser acessar o perfil dela no Instagram clique aqui, eu te garanto que vai ser uma overdose, de tanta foto bonita. 

No final de outubro de 2019, eu estava em Alter do Chão com os queridos amigos Adriane Kassis e Marco Cruz (post ainda em construção) e recebo uma mensagem da Claudia.

- "Bora fazer pelágica no Chile?" Só respondi: bora, que dia mesmo?

Ela me explicou que sairíamos na sexta (06/12/19) e voltaríamos na segunda de madrugada. Nessa viagem iríamos eu, ela e o marido dela, o Rodrigo. Um mês antes a Claudia me informou que Rodrigo não poderia ir mais por causa de mudanças na agenda dele.

Quando retornei do Pará não tive tempo de ver a quantas estava nossa futura pelágica e fui logo cuidar da próxima expedição, desta vez para Itacaré na BA, outra viagem sensacional que ainda espero conseguir postar aqui no blog. 

Enquanto eu estava fora, a Claudia, minuciosa como sempre, cuidou de tudo, reserva de carro, hotel, etc. Avisou o dono da empresa que faz a pelágica, o Fernando Segovia Díaz, da Albatross Birding, que eu iria junto. No dia 5 quando recebeu a confirmação da pelágica, ela me avisou pra preparar as malas. Detalhe: já estavam prontinhas. kkkkkkk

Além da saída pelágica cujo sonho era fotografar o albatroz-das-ilhas-chatham (Thalassarche eremita), a Claudinha tinha um target em terra, melhor dizendo em rio, kkkkkk, que era fazer fotão do torrent duck (Merganetta armata), que eu e ela tínhamos visto no Equador, mas bem de longe. 

Veja, a seguir, "A FOTO", tanto do citado albatroz, como dos patos, feitas pela Claudinha. 

Foto: Claudia Brasileiro

Foto: Claudia Brasileiro

Eu também alimentava um sonho para essa viagem. Tinha esperança de ver um inca tern (Larosterna inca), cuja foto a Claudia me mostrara um dia. Na época eu pirei com o bicho. Ele encabeçava a minha lista dos sonhos. Mas vamos em frente contando dia a dia dessa expedição.