quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Compilação dos meus poemas

Poema publicado no Facebook em 15/08/2019

A luz que me ilumina

(Foto feita no Taquaraçu em Palmas/TO em 05/08/2019)

"Do latim "lux", a luz é o agente físico que permite que os objetos sejam visíveis. A luz também pode ser entendida como um fluxo contínuo de partículas que transportam energia. A palavra lux ou luz está intimamente ligada ao brilho, à intensidade e ao magnífico, por isso só a palavra luz consegue nos levar ao entendimento de que o "luxo" traduz algo adorado, esplêndido, perfeito e belo." (conceitos pesquisados no Google)

Escrito assim, parece que a luz é só ciência e conceito.
Mas na minha visão luz é poesia, é vida. É a própria vida.
Sou fascinada pelas luzes. Luzes de todas as cores. Luzes que realçam os sabores, as flores, os amores, que aplacam as dores.

Amo as luzes das estrelas, do sol e da lua ...
Amo a luz que dá vida, principalmente a que dá vida a minha vida.
Nada sou sem a luz que ilumina meus dias, que desenha minhas fotos, que me mostra o caminho quando meus olhos insistem em querer vagar pela escuridão.

É a luz que reluz em meus olhos e os faz brilharem de paixão.
É ela quem conecta minha alma a um outro coração.
É ela que me faz suspirar ao olhar para o horizonte, bem longe do chão.
É quem ilumina meus sonhos e traça até eles uma ponte.
É ela, que na intensidade certa, transmite paz e serenidade a minha mente!

Há um ditado que diz " Sempre Há uma Luz no Fim do Túnel". Eu o reescrevo afirmando que: "sempre há um amor no fim do túnel", porque o amor é infinitamente feito de luz.

A luz te brinda com tantas belezas da natureza que termina por encher seu coração do mais puro amor. Um verdadeiro "Pacote de Amor".
Uma luz tão forte, mas tão forte, que o brilho que parte do seu coração cheio de amor  tem o poder de iluminar o mundo ao seu redor.
É essa luz que te enche de saudades, que traz de volta a menina sonhadora que habita o seu ser.
...(suspiro)...

Eu me transformo, sem transtornos, sem retornos, sob a luz da lua que acende as minhas noites e transcende a minha razão.
Tudo se torna distante na luz da lua minguante, 
Tudo em mim se renova na lua nova, 
Tudo em mim é diferente na luz da lua crescente, 
Mas nada me cerceia quando a lua está cheia. 
Às vezes sou eclipse, me fecho, me escondo, viro sombra, quase chego ao apocalipse, mas resisto e insisto. Me visto de luz e deixo meu coração dançar ... Sei que assim, tudo vai passar...

... e assim vou indo, sob a luz do sol, da lua e das estrelas ......
... inventando versos, revendo o reverso, reescrevendo sonhos transluzentes, sendo comigo mesma complacente.
Luz é assim, pura magia, pura energia. Universo infinito...
"Desaprisiono" as palavras, revelo minha alma e me deixo voar pelo colorido dos céus, sem limites, em busca daquilo que foi, é ou será um dia.

O resultado é um coração feliz, cheio da luz que seca as lágrimas, que ilude as tristezas e que me faz ver o mundo por outro prisma.
E assim a luz me acompanha em meus dias, viajando pelas naves, pelas cores das aves, acalmando minhas angústias, me enchendo de paz, amor e espiritualidade.
Enfim, Fim...

 (foto e texto by Silvia Faustino Linhares)

Deixo um beijo de luz no seu coração e uma música para celebrar o dia de hoje, 15/08/2019 - lua cheia.
Paula Fernandes - Pra você ♥♥♥





Publicado no Facebook em 09/07/2019

A serra e a lua mineira

"A receita é assim: olhe para a lua, misture um "cadinho" de melancolia,
junte um "punhadim" de céu e um "poquim" de sol, acrescente um "tantim" de chão e ilusão e finalize. Pronto!

Está desenhada uma pintura.
Então feche os seus olhos e sinta seu coração ir acelerando até ficar
apertadinho. De saudades...

Parece sofrimento, mas não é ...
Tem gosto de pimenta com amora. Não queima nem faz amarra na boca. Apenas se demora... não vai embora...

Deixa a boca seca como se tivesse engolido tanino.
Com notas de beijos, aromas, doçura e traquinagens de menino.
Coisas que eu nunca soube explicar... e nem insisti.
E nem insisto, porém resisto em "descriar" o sonho que minha alma um dia
desenhou...

Onde me permito ser alegria, me doar, ser repleta, completa, incerta ...intensa!
Onde convivem o risco, o medo, a razão e a emoção, que se fundem na
convicção da própria paixão..."

Foto feita em - Botumirim/MG - 20.06.19

(foto e texto by Silvia Faustino Linhares)


Publicado no Facebook em 4 de março de 2019

O Unicórnio e a passarinha 
*
Quando, em tempos remotos, não existia luz nem tecnologia e todos os seres eram mágicos, havia um castelo onde um lindo príncipe vivia.
Certo dia, o príncipe, que tinha "poderes de mago", fez um encantamento.
Iria em unicórnio se transformar, para pelos quatro ventos galopar, até um dia, quem sabe, seu amor encontrar.

E assim o encanto se fez. E lá foi ele a saltitar.
Na densa floresta, bem no começo da primavera, por onde passava, flores de todas as cores, explodiam no ar.

E de tão feliz que corria, não percebeu que ao seu redor um par de olhos o observava.
De repente escutou uma linda música e se pôs a procurar.
- De quem seria a autoria de tão linda melodia? Ouvi-la me dá muita alegria.

E do céu surge então um pequeno ser alado. Veio cantando bem baixinho até pousar ao seu lado.
Batia suas asinhas enquanto recitava a mais linda canção já ouvida.

Dois mundos tão diferentes, um da terra o outro do ar. Surge o milagre da sinergia.
E então juntos, começaram a caminhar. Era tanto em comum e tanta coisa pra contar. E foi assim que o amor entre os dois eclodiu.

Um dia, a passarinha fez uma proposta ao unicórnio: - Vem, vamos subir até os céus, eu te ensino a voar.
- Unicórnios não voam.
- Lógico que voam. Feche seus olhos e eu te guiarei.
- Ora ora ora, quem lhes deu tamanha ousadia?
Com o coração repleto de emoção, a passarinha respondeu: - o amor que tenho por ti dentro do meu coração. Basta você acreditar.
E assim os dois voaram até as nuvens, espalhando gotículas de prata pelo ar.
Deixando no chão um cheiro de festa e um rio desaguando direto no mar.
Fim! (Ei tem mais...)

Se você se deitar no chão da floresta e olhar as nuvens com bastante atenção, irá então ver a passarinha e o unicórnio galopando pelos céus, envoltos em um só coração...
Não acredita? Já tentou ao menos? É tão fácil. Siga o arco-íris.
Redesperte a criança que existe em você e deixe sua imaginação florescer.
Ah! Mas não quebre o encantamento, tá?!...

(Foto feita em Poconé/MT)

(foto e texto by Silvia Faustino Linhares)


Publicado no Facebook em 19 de fevereiro de 2019

Uma visão pessoal sobre o amor

O gostar de alguém tem que acontecer sem vírgulas, sem interrogações, sem reticências!
Tem que ser um sentimento que brilha no seu interior. Que te faz flutuar em nuvens de algodão.
Que te faz acreditar em muitas vidas, em outras vidas, em vontades absolutas do coração.
O amor é como um anjo sem asas, cujo dom maior é fazer seu sorriso te iluminar de um jeito especial, sem muita explicação.

O amor deve fazer seus olhos brilharem pela manhã, sua pele reluzir e seu coração saltitar.
Tem que fazer você ver tudo colorido, mesmo quando tudo lá fora está cinza.
O amor deve fazer você sonhar todos os dias, dormindo ou não.
O amor deve te encher de fé para fazer você acreditar nos seus sonhos.

O que você sentir não deve ser dependente de outrem, nem do tempo, nem da distância, nem da sorte, nem do dinheiro.
Esse sentimento acontece dentro de você e pronto.
Você nunca saberá exatamente o que isso significa até senti-lo uma vez na vida.

Um único abraço pode mostrar do que o amor é capaz.
Pode fazer seu coração acelerar, o tempo parar e, num único suspiro, decidir se apaixonar.

A causa pode ser um olhar, um sorriso, uma presença ou até mesmo uma ausência.
Se você sentir um arrepio na sua alma, é o amor entrando no seu coração.

O amor não deve ser exigente. Ele necessita de liberdade para fazer coisas, sentir coisas.
Precisa de um pouco de atenção, de um beijo, um toque, uma respiração no rosto, um suspiro nos ouvidos...

Nada será impossível se os corações assim quiserem.
Nada será impossível se em seus sonhos você se deixar sonhar um pouco.

(Foto feita no Altiplano Leste-Lago Sul)

(foto e texto by Silvia Faustino Linhares)

E para acariciar os seus ouvidos uma das interpretações mais belas de uma fantástica música
The Look Of LoveDiana Krall





Publicado no Facebook em 11 de janeiro de 2019

 Homenagem ao sabiá-laranjeira

Aqui na janela à minha direita, no alto da quaresmeira sem flor,
Um sabiá bem pequenino deixou seu ninho,
mas quer comida no bico e talvez um pouco de amor...

Tem dias que está a piar, fazendo o meu coração apertadinho ficar...
Com os olhos cheios de carinho, eu o vejo pela janela, bem de pertinho,
Ora aprumando as asas, ora dormindo, ora chacoalhando o biquinho,
Uma hora vai partir, pois é livre para voar

Um par irá buscar, talvez como eu,
Por um amor impossível irá suspirar,
E para a tristeza desaparecer, o seu mais lindo acorde irá aos ventos espalhar

Canta-canta sabiá, como diz o ditado popular, quem canta seus males espanta...
Mas e se for de madrugada?
Porque aqui em São Paulo as aves são desmioladas,

Ah! Mas todos são, porém se cantar com o coração, suas lágrimas secarão,
e por seu canto alguém irá se apaixonar,
E como por encanto, um novo amor desabrochará.

E eu, no meio dessa história toda, irei abrir meus olhos pela manhã, embalada por sua cantiga, talvez das mais antigas e me lembrarei do poeta, que cantou: "minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá"

E de ti irei me lembrar e a letra alterar: Minha terra tem quaresmeira, onde pia o sabiá.

(Fotos feita da minha janela em São Paulo)

(foto e texto by Silvia Faustino Linhares)


Publicado no Facebook em 23 de dezembro de 2018

Fim de ano sempre gostei de fazer uma reflexão... compartilho com vocês um pouco do que escrevi, desejando que todos os dias sejam repletos de ouro e que a esperança se renove sempre.

O Tempo e as Saudades 

Ainda não decidi se o Tempo é um carrasco, ilusionista ou libertador.
Ele te faz sangrar, te joga ao chão, te levanta, te afaga e estanca a tua dor, principalmente as de amor.

Depois junta seus pedacinhos e enche teu coração de ardor.
Mas te cobra. Te rouba as horas, os dias e os anos. Até a sua vida... E não devolve...
Você se ressente, mas segue sorridente.

Ele te dá razão pra viver, se encarrega de te colocar no espaço certo, no momento certo, na situação certa, com a pessoa certa, mesmo de forma equivocada ou mesmo na hora errada.

O Tempo desenha a tua história. Cria as linhas da sua vida.
Aprisiona as alegrias do primeiro encontro,
Te faz derramar lágrimas em vão...
E depois te põe cara a cara com a felicidade dos reencontros.
E faz da vida uma grande inspiração...

O Tempo liberta as almas a tempo delas se reencontrarem... poderem se tocar e se retocar...
falarem uma com a outra por meio do coração, enchendo-se de felicidades,
E em mudo diálogo, transformarem a dor doída em gosto de beijos molhados e saudades.

Ah! As Saudades..."e por falar em Saudades" ...

Há um lugarzinho dentro da mente que guarda as Saudades. Escondida do Tempo...sempre alerta...
Te faz abrir os lábios sorridentes, daquilo que foi um dia e ou que poderia ter sido, mas ficou no se e no somente...

Não há argumento contra o Tempo, ele é o senhor de tudo, tem a tua vida inteira nas mãos... machuca, cura, arrasta e por fim te leva. Como dizia o poeta: "Porque o tempo, o tempo não pára!" (Cazuza)

Por isso, ame hoje, amanhã e todos os dias que ainda estão por vir,

Dance até se extenuar e, quando estiver à beira da exaustão, recomece com loucura, abobamento, e muita emoção... não deixe de aplaudir... seja apenas coração, sem parar de sorrir...

Porque no fim, o Tempo um dia irá do fim te aproximar...e o gosto do beijo não dado, do riso não escrachado, é a única coisa que irá te faltar

(Foto feita na Serra do Amolar em 15/11/2018)

(foto e texto by Silvia Faustino Linhares)

E para quem ama o Pink Floyd como eu, recomendo ler o texto ouvindo a música Time (com tradução)



 

Publicado no Facebook em 25 de novembro de 2018

E aí você acorda tarde no quarto do hotel em Campo Grande/MT, porque precisava descansar bastante, uma vez que vai pegar estrada logo mais.

O despertador entoa uma canção do antigo grupo The Animals "The house of the rising sun".

Ainda de olhos cerrados, você começa a se lembrar dos sonhos que acometeram sua cabeça enquanto esta repousava sobre o macio travesseiro.

Havia um par de olhos escuros e sorridentes que pareciam velar pelo seu sono. E lábios se aproximavam dos seus como um colibri pareia com uma flor. A pele quente e morena se aconchegava ao seu corpo aquecendo a alma e deixando uma maravilhosa sensação de bem estar... inigualável ...

Hummm... suspiro...

Chamo isso de encontro de almas. Almas afins, que se buscam no infinito.

Queria não ter acordado para descobrir que era só um sonho. Que o calor sobre mim era apenas uma fina manta, e que tudo num passou de saudades e desejos que algo assim acontecesse.

Só que não... bora arrumar as malas e pegar estrada com os amigos e esquecer que esse pacotinho de amor está por aí perdido em algum lugar, talvez sentindo-se do mesmo jeito que eu.

Um dia quem sabe nossos caminhos se cruzarão e poderemos transformar isso em realidade. Enquanto isso que venham os passarinhos.

(foto feita na cidade de Miranda no dia 22/11/2018)

(foto e texto by Silvia Faustino Linhares)

The Animals  - The house of the rising sun




Publicado no Facebook em 28 de setembro de 2018

Enxergar além...

O que significa isso? Olhar além da linha do horizonte?

Se fosse simples assim estava bom. Mas é ir muito além. É ler o que está na alma, nas entrelinhas, nos cantos mais recônditos de um coração.

Em tempos de tantos juízes e algozes, que julgam tudo e todos de forma tão leviana, sobram poucos com sensibilidade para fazer uma leitura profunda apenas com um simples olhar.

Porque é preciso olhar nos olhos, permanecer alguns instantes para poder penetrar a alma. Olhar e ver.

Se pararmos para pensar, há pessoas que trazem tanta beleza e simplicidade dentro delas, que já nos encanta pelo primeiro olhar. Me conta aí, quem nunca se apaixonou pelo primeiro olhar?

Não um olhar qualquer. Mas "aquele" olhar, que traz promessas implícitas, que te desnuda o pensamento, que te diz tanto sem te dizer nada. Sim falo de um olhar que ao mesmo tempo que te transmite paz e serenidade, te abraça e te põe a sonhar.

Um olhar que não ousa falar nem julgar, mas que te aprisiona por breves instantes e pelo resto do dia te faz sonhar. Um olhar que mostra admiração, que te traz promessas de um amanhecer colorido, de risos infinitos, de uma vida com sentido.

Breves instantes de sintonia, carregados de energia, que fazem seu corpo vibrar ...

Um mundo que poucos conseguem enxergar.

Mas já vou avisando, do seu pensamento ele irá se apoderar. Não há libertação. Ele escraviza o coração. Não há como fugir. E quem diz que a gente quer ir?

Atenção: procura-se esse par de olhos. Se alguém o "ver" por aí, por favor me avise. Eu o deixei cair em algum lugar distante durante minhas andanças, digo, lembranças. (he he he) 😂

(Foto feita no Equador em 2016)

(foto e texto by Silvia Faustino Linhares)



Publicado no Facebook em 8 de setembro de 2018

Sendo a autora do meu próprio destino.

Desde que nascemos, há um caminho enorme a ser percorrido, onde nos defrontamos com distâncias e labirintos infindáveis.

Cedo a gente aprende a deixar a mente vagar por diversas direções, a maioria incerta.
É assim que começam os sonhos e a partir desses, os desejos criam forma.

Há poucos planos e muitas incertezas.
O terreno nem sempre é fácil de percorrer.
Um belo dia você questiona o quanto seu chão esteve encharcado por ilusões e se pergunta porque você achou mais fácil ficar escondendo as lágrimas em meio ao nevoeiro.

Há muito você já não se ouve mais, não lamenta, não questiona o tempo perdido, segue sem pedir SOS, esvaziando e enfeitando a alma com cores e histórias que você inventa todos os dias.

Mas é necessário abrir, cortar um pouco mais, ir além, lááá no fundo. Bem profundo.
É preciso romper a barreira da alma.
É preciso enxergar através da porta e espiar os medos que impedem de achar o que procura.

Mas, afinal, o que procura? Reflita. Defina. Descortine.
Busque no seu interior mais profundo a resposta.
Há uma brecha de luz por trás da muralha.

Se desfaça dos sentimentos ambíguos escondidos atrás dos alicerces, moldados anos a fio a partir das experiências.
Deixe gritar o eco que esbraveja pedindo pra largar a velha bagagem e flutuar.

É preciso se despir dos sentimentos escondidos, das emoções dúbias, do querer e do não querer, do poder e não poder. Do que se tem como certo e errado.

É preciso libertar os beijos afivelados, os abraços atados e os sentimentos contidos.
É preciso deixar as brisas perpassarem o corpo trazendo fragrâncias do entardecer e ver as luzes do sol que ainda faíscam pelas brechas.

Respire, inspire e escute seu coração, tente, invente, reinvente, faça diferente, sem protocolos, sem prescindir de colo.

Encante, se encante. Curta, encurte, realinhe, rompa, corrompa, se atreva, se descontrole, se aprume, se arrume.

Mas não se perca. Escolha uma direção e então siga.
Há um novo amanhecer te esperando.
E lembre-se, o mundo real é um labirinto e não um muro de lamentações.

Ei, "Pollyanna", está sendo reversa? Nãoooo. Só refletindo sobre a própria vida.

(Foto feita em em General Belgrano, Buenos Aires/Argentina em 2018)
(foto e texto by Silvia Faustino Linhares)

Escrito ouvindo a música Fear and Love - Morcheeba 

"O medo pode te impedir de amar/O amor pode parar seu medo" 🎶🎶🎶🎶🎶





Publicado no Facebook em 15 de agosto de 2018

Encontros e Desencontros

Um dia um poeta disse que a vida era feita de encontros e desencontros. Nos últimos tempos tenho pensado muito nisso. Sou uma pessoa que acredita muito na Lei universal da Atração e Repulsão e seus mistérios intangíveis.

Existe uma coisa que me encafifa sempre é a energia que faz com que eu me identifique mais, ou menos, com algumas pessoas que cruzam o meu caminho.

Agora feche seus olhos e pense em quantas pessoas entraram e saíram de sua vida... e se não foram esses encontros/desencontros que moldaram sua vida, suas experiências, seus sorrisos e suas lágrimas. Muito doido isso né? Vida louca vida!

Porém, existem encontros mais do que especiais, inesperados, inusitados e que envolvem nossos sentimentos mais íntimos.

E muitos se transformam em desencontros, não só por vontade própria, mas por "ene" fatores, como distância, outros compromissos, e vai por aí afora.

Esse encontro, quando acontece é único, quase mágico e sempre muito célere, embora plenamente identificável, visto que provoca afobamento do coração, acelera a respiração, dilata as narinas, enche os olhos de serenidade e deixa um gosto doce na boca.

É tão rápido como o pouso de uma borboleta, que de repente você vislumbra e no momento seguinte ela desaparece.

Fica um sentimento de ganho e ao mesmo tempo de perda, de felicidade triste. De despedida.
Assim eles são, sempre cheios de interrogações, de possibilidades e impossibilidades.
Há uma doce experiência nesse singelo encontro/desencontro, cujo resultado final chama-se saudades.

A saudade é a ponte que te conduz para o próximo encontro, cujo local remoto só você pode acessar e chama-se "sonho".

(foto feita no Tapete Verde/Parauapebas/PA em 2018)

(foto e texto by Silvia Faustino Linhares)



Publicado no Facebook em 7 de julho de 2018 

A magia está em acreditar que o caminho segue além...Muito além do que seus olhos veem e seus ouvidos escutam, mesmo que seu coração duvide.
Não existe realidade sem fé. Feche seus olhos ...
Somente sinta e perceba. Transcenda ...
Além do invisível, encontrará todas as respostas que necessita.

Foto feita durante a mais pura névoa no começo da manhã da última quinta (05/07) na Represa Guarapiranga.

(foto e texto by Silvia Faustino Linhares)



Publicado no Facebook em 04 de julho de 2018 

O banho

Meu banho em casa é um momento de muita introspeção e reflexão. E de muita transmutação. Envolvida por cheiros e músicas (a de hoje foi o CD do filme o Último dos Moicanos), deixo a água escorrer pela corpo e carregar o cansaço do dia, bem como todas as agonias, filtrando somente as alegrias. E ao final, um frescor alvissareiro - além de um espelho embaçado - me deixa pronta pra abraçar o travesseiro.

Mas o melhor é tomar um banho de pensamentos, com um sorriso trouxa na cara. Nele tramitam poemas, desejos, planos e roteiros. Muitas das minhas ideias fervilham sob a água quente que desce sobre a minha pele. Meu banho é sempre um abraço sem braços e uma montanha de sentimentos. Ali me deixo viajar por um tempo... (tá, eu economizo água sim, antes que me critiquem).

Hoje eu quase me perdi de mim durante o banho. Foi um banho de me envaidecer, de me entender comigo mesma, de me dar um desconto e um descanso merecido.

Meu pensamento foi em busca de uma parte que outrora ocupava o centro do meu ser: os amores que tive. E a viagem não parou, fui ao futuro, como no "filme", e fiquei pensando em como será ou serão os amores que terei ainda. E me atrevi a desenhá-los em pensamento. Quando dei por mim, já estava envolta num felpudo roupão, cabelos molhados, me olhando no espelho e me perguntando: espelho, espelho meu, existe alguém mais besta do que eu? A resposta não veio até agora. kkkkkkkkk

Então sequei os cabelos, coloquei um licor de anis numa tacinha, e me pus a degustá-lo, aguardando o sono chegar.

E que seja o sono dos justos, embriagada pelo doce aroma da erva-doce e de sonhos que me farão sorrisos no rosto durante a noite, mesmo que eu nem lembre deles ao amanhecer.

Assim, emotiva demais da conta, deixo o meu boa noite a todos e o desejo de um feliz alvorecer. — se sentindo emotiva em Jardim Paulista.



(Foto e texto by Silvia Faustino Linhares)



Publicada no Facebook em 28 de junho de 2018

As gotas na teia de aranha e a minha vida.

Sou feita das minhas escolhas,
Escolhas que vão tecendo meu mundo...
Tenho uma alma moldada por loucuras,
Encharcada de lágrimas pelas minhas desventuras!

Tenho a vantagem da solidão,
Choro quando ninguém vê,
Passo um tempo em contemplação,
E o aperto vai embora sem ninguém perceber!

Sobram nos cantos alegrias e desencantos
Onde se misturam risos, vivências e prantos.
Se choro é de saudade, pura nostalgia.

Não, não gosto de chorar de tristeza.
Sou um ser errante que ama a vida,
e a vida toda vou amar, vou rir e vou chorar.
Mesmo que a vida me sobrecarregue de incertezas
Jamais vou desistir de sorrir e de sonhar.

Foto feita na Serra do Navio/AP em 13/06/2018

(foto e texto by Silvia Faustino Linhares)


Publicado no Facebook em 28 de março de 2018

Eu sempre menciono que quando estou feliz sinto borboletinhas fervilhando na minha barriga
Sinto borboletinhas quando fotografo um passarinho. Também as sinto quando arrumo as malas pra viajar.

E da mesma forma, quando retorno cansada de viagem e traspasso a porta do meu doce lar.
Sinto borboletinhas quando tomo um café, um copo de cerveja e jogo conversa fora,
Sinto borboletinhas quando penso em beijos na boca, em carinho e chamego, e no agora!
Eu sinto elas em festa quando recebo um sorriso, um bom dia, um festejo qualquer.
Eu viro uma menina grande, uma mistura de adolescente com uma mulher madura, que sabe o que quer.

Eu me sinto uma borboleta, que guarda dentro de si a delicadeza e a liberdade, sinônimos pra mim de felicidade.

(Foto feita em Roraima em março de 2018)

 (Foto e texto by Silvia Faustino Linhares)



Publicada no Facebook em 20 de fevereiro de 2018 

O Horizonte

"Olho o horizonte e nele vejo uma auréola provocada pelo sol declarando seu amor às gotas de chuva. Ao brilhar e colorir por fugazes instantes, julgou quebrar as profundezas de um labirinto de emoções.

Transbordou nos ares seu amor inacabado. Raios confiantes entreabriram seus braços no nevoeiro, levando para longe os pensamentos vestidos de cores de chumbo.

Consentiu segundos de carícias, sorrisos perfumados e pensamentos inocentes.
O deslumbramento substituiu a fadiga e trouxe de volta os ardores da adoração dos amores dos primeiros tempos.

O mundo coloriu-se umedecendo os olhos cansados da longa jornada, fazendo uma lágrima descer pela face, contornando os lábios, deixando na boca um suave sabor de beijo... um gosto de saudades"

(foto feita durante o retorno de Aripuanã/MT)

 (Foto e texto by Silvia Faustino Linhares)


Publicado no Facebook em 23 de dezembro de 2017

Melhor tipo de gente: gente intensa, de bom humor e riso fácil. Que abraça apertado. Que fala pelo olhar. Que se faz presente, mesmo ausente. Que não nega atenção e faz tudo com o coração. Que não tem vergonha de expor a alma, mesmo que esteja na sua contramão. Pronto falei!

(Foto de 24/04/2017 feita em Brasília no belo cerrado)
(foto e texto by Silvia Faustino Linhares)


Publicado no Facebook em 02 de setembro de 2016

A casa

Sou uma casa. Não tenho muros ...
Mas não gosto que ninguém pise meu jardim e espante minhas borboletas e passarinhos.
Aqui dobra o vento, mas eu resisto. Insisto e não lamento ...
Não tenho janelas. Recebo luz por entre as frestas...
Às vezes gotas de chuvas escorrem pelo telhado,
Mas no dia seguinte um raio de sol as faz secarem...
Eu guardo tesouros invisíveis.
Não são pra dividir, nem pra iludir...
Mas uma coisa é certa. Deixo uma porta entreaberta...
Um dia há de subir os degraus alguém de bom coração,
Deixará um pouco do seu melhor e levará um pouco da minha razão...
Mas se for trazer sofrência, melhor nem vir. Vá-se embora, e
Por favor, distancie-se de vez da minha querência!

(foto feita Pichincha / Equador 2016 / 3.863,5 m de altitude)
(foto e texto by Silvia Faustino Linhares)