Seguindo os conselhos de um grande jornalista e apaixonado incondicional da natureza, meu novo amigo Davi Abreu, de Fortaleza, vou continuar a escrever muito e sempre com o coração, porque quem se der ao trabalho de ler, vai conseguir enxergar bem mais do que um simples relato informativo de viagem. Vai me conhecer um pouco mais porque o que escrevo é o reflexo do que sou. Então vem comigo pra mais uma aventura letrada.
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
CE - Um pulinho ali em Paracuru pra ver "30R"
Lições de vida que aprendo durante minhas viagens.
Seguindo os conselhos de um grande jornalista e apaixonado incondicional da natureza, meu novo amigo Davi Abreu, de Fortaleza, vou continuar a escrever muito e sempre com o coração, porque quem se der ao trabalho de ler, vai conseguir enxergar bem mais do que um simples relato informativo de viagem. Vai me conhecer um pouco mais porque o que escrevo é o reflexo do que sou. Então vem comigo pra mais uma aventura letrada.
Seguindo os conselhos de um grande jornalista e apaixonado incondicional da natureza, meu novo amigo Davi Abreu, de Fortaleza, vou continuar a escrever muito e sempre com o coração, porque quem se der ao trabalho de ler, vai conseguir enxergar bem mais do que um simples relato informativo de viagem. Vai me conhecer um pouco mais porque o que escrevo é o reflexo do que sou. Então vem comigo pra mais uma aventura letrada.
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
PA - Carajás e suas lindas aves
Essa expedição para Parauapebas, região de Carajás, estava prevista fazê-la já fazia um bom tempo. Acho que desde 2016 quando recebi um convite de amigos e não tive como ir. Sabia que tinha bichos bacanas pra ver por lá, mas sempre vinham outros compromissos que impediam a sua realização. Aos poucos ela foi tomando corpo e finalmente aconteceu.
Todos que me conhecem sabe que eu adoro curtir três momentos de uma viagem: o antes, o durante e o depois. Desde os primeiros contornos, o planejar, o sonhar, e depois materializar tudo isso, até tratar as fotos e escrever o relato sobre o dia-a-dia da viagem.
É difícil falar de uma expedição sem lembrar os momentos que a antecederam. Essa viagem à região de Carajás/PA, que começou dia 02/08/2018, era tipo uma "viagem gezuismeodeozmesalva", sem roteiro predefinido, aliás sem quase nada definido, o que me angustiou até o último momento antes de entrar no avião. Cheguei a pensar em cancelar. Mas quem conhece minha teimosia, sabe que eu ia “pagar” pra ver. Ignorar, deixar quieto, "xápralá", é o que de melhor podemos fazer nessas horas. Tinha tudo pra não dar certo. Mas antes que você desista de ler, saiba que essa foi uma das melhores viagens que já fiz.

É difícil falar de uma expedição sem lembrar os momentos que a antecederam. Essa viagem à região de Carajás/PA, que começou dia 02/08/2018, era tipo uma "viagem gezuismeodeozmesalva", sem roteiro predefinido, aliás sem quase nada definido, o que me angustiou até o último momento antes de entrar no avião. Cheguei a pensar em cancelar. Mas quem conhece minha teimosia, sabe que eu ia “pagar” pra ver. Ignorar, deixar quieto, "xápralá", é o que de melhor podemos fazer nessas horas. Tinha tudo pra não dar certo. Mas antes que você desista de ler, saiba que essa foi uma das melhores viagens que já fiz.
quinta-feira, 26 de julho de 2018
PA - Expedição Mãe-de-taoca-arlequim - De Santarém à Itaituba no Pará
Embora com atraso, segue o relato, que estava escrito pela metade, sobre a "Expedição Mãe-de-taoca-arlequim", realizada no período de 31/10 a 12/11 de 2017. Em geral demoro 7 a 8 dias para finalizar um post de viagem, desta vez foram 7 ou 8 meses ... apenas...rs rs rs
Quando surgiu a ideia de passarinhar pelo Pará, a “moda” no meio era ir para Parauapebas, desejo que ainda irei realizar em 2018. Conversando com o amigo ornitólogo Pablo Cerqueira (Pinima Birding Brazil) , durante o Avistar 2017, falamos sobre o endemismo Belém e sobre Santarém/Itaituba. Sabe aquele friozinho na barriga que dá só de imaginar conhecer um lugar pouco explorado das nossas florestas, pois é, foi o que senti na hora. Pedrinhas de gelo pareciam saltitar atrás do meu umbigo. Minha câmera foi dominada por um assanhamento sem fim. Todo dia eu era obrigada a ouvi-la dizer: “E aí, mamis, decidiu quando vamos?” rs rs rs
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| mãe-de-taoca-arlequim (Rhegmatorhina berlepschi) |
Quando surgiu a ideia de passarinhar pelo Pará, a “moda” no meio era ir para Parauapebas, desejo que ainda irei realizar em 2018. Conversando com o amigo ornitólogo Pablo Cerqueira (Pinima Birding Brazil) , durante o Avistar 2017, falamos sobre o endemismo Belém e sobre Santarém/Itaituba. Sabe aquele friozinho na barriga que dá só de imaginar conhecer um lugar pouco explorado das nossas florestas, pois é, foi o que senti na hora. Pedrinhas de gelo pareciam saltitar atrás do meu umbigo. Minha câmera foi dominada por um assanhamento sem fim. Todo dia eu era obrigada a ouvi-la dizer: “E aí, mamis, decidiu quando vamos?” rs rs rs
sábado, 9 de junho de 2018
Como ser e viajar mais leve. Da teoria à prática.
Hoje quando terminava de arrumar mais uma mala de viagem, “viajei em
pensamentos” ... passei, como num filme, pelos vários momentos de transformação que eu sofri com o passar dos anos.
E isso se refletiu até no meu modo de arrumar mala para viajar. Meu coração ficou
mais leve, embora o corpo mais pesado kkkkkk. Ainda bem que a mala acompanhou o coração.
domingo, 3 de junho de 2018
SP - Passarinhando com os amigos pós-Avistar 2018
Esse ano, como eu disse no post anterior, recebi quatro amigos em casa que vieram para participar do Avistar Brasil. A Jeanne Martins Nascimento (Cuiabá/MT), grande amiga e irmã de coração de longa data (nos conhecemos ano passado em abril, mas tenho certeza que essa amizade transcende encarnações, pois sinto que a conheço a muito tempo), o Gabriel Bonfá, capixaba de Linhares, que foi meu grande parceiro no 1º Birding Photo Challenge, promovido pela Reserva Natural Vale e os mineiros Luiz Fernando Matos (que hoje reside em Canaã dos Carajás/PA) e Fábio Morais Giordano (BeHagá) que eram amigos virtuais e se tornaram amigos na vida real desde então.
Minha missão pós-Avistar era acompanhá-los em uma passarinhada por alguns dos meus lugares preferidos do Estado de São Paulo. Preparei um roteiro com muito carinho e esmero para que vivessem momentos inesquecíveis. Troquei ideia com os guias, recebi indicações de amigos, pesquisei hotéis, estudei os trajetos e finalmente cheguei num roteiro factível e que pudesse encantá-los.
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| Para mim essa foi a foto da viagem toda. Tem coruja, lua, então tem poesia. |
A coruja e a lua
"A coruja despertou, cantou a beleza da lua na noite
clara que se formou.
O dia era passado, passado também foi o seu amor,
pois, a lua se havia minguado com medo de sentir dor.
pois, a lua se havia minguado com medo de sentir dor.
Pobre lua...Não sabe que a coruja lhe segue fase por
fase,
temendo que se esconda ou fuja pelas esquinas que
dobram ruas nas movimentadas cidades...
Mas a lua segue em sua sina rodando o mundo que roda
também,
Ilumina a noite e a todos fascina mas sua liberdade não
dá a ninguém.
Chora a coruja em seu canto noturno, pois, sabe que ama o
amor que não tem..."(autoria: Aisha)
Minha missão pós-Avistar era acompanhá-los em uma passarinhada por alguns dos meus lugares preferidos do Estado de São Paulo. Preparei um roteiro com muito carinho e esmero para que vivessem momentos inesquecíveis. Troquei ideia com os guias, recebi indicações de amigos, pesquisei hotéis, estudei os trajetos e finalmente cheguei num roteiro factível e que pudesse encantá-los.
terça-feira, 29 de maio de 2018
SP - Avistar Brasil 2018
O Avistar Brasil é o maior encontro de observadores de aves das Américas, reunindo num só espaço ornitólogos, fotógrafos, ornitófilos, biólogos, enfim, todos aqueles que amam as aves e a natureza. Acontece uma vez por ano no Ibutantan/SP. Conta com diversas atrações: entre elas muitas lojinhas de produtos de interesse dos observadores, estandes com informações sobre destinos para passarinhar, workshops, palestras, cursos e atividades para todas as idades. Das treze edições participei de seis. Duas delas como palestrante solo. Nas demais com o quadro das Birding Ladies, onde conto com amigas para montar a apresentação.
O mais gostoso do Avistar é o reencontro com os amigos. Muitos dos que conhecemos só pelas redes sociais, acabam se tornando amigos de "carne e osso". Os três dias passam muito rápido, nem sempre conseguimos participar das atividades que nos interessam, já que muitas são simultâneas. Mas todos os momentos somam conhecimento e trocas. E é isso que conta.
O mais gostoso do Avistar é o reencontro com os amigos. Muitos dos que conhecemos só pelas redes sociais, acabam se tornando amigos de "carne e osso". Os três dias passam muito rápido, nem sempre conseguimos participar das atividades que nos interessam, já que muitas são simultâneas. Mas todos os momentos somam conhecimento e trocas. E é isso que conta.
domingo, 1 de abril de 2018
AM - RR - 1° de abril - Dia da mentira - #sóquenaum
Hoje é um dia muito especial. Sim é comemorada a Páscoa! Feliz Páscoa para todos. Mas não é só por isso. É um dia que eu pensava que nunca chegaria. Que a minha lista de espécies de aves fotografadas ultrapassasse todas as barreiras que eu julgava impossível.
É um dia que eu teria que fazer uma lista gigantesca das pessoas que me ajudaram a chegar aonde cheguei e agradecer um por um. Praticamente impossível. Por isso, sem incorrer em risco de esquecer ou desmerecer alguém, eu irei apenas mencionar os responsáveis pela chegada na reta final, ocorrida durante a última expedição que se encerrou na segunda próxima passada. Em breve essa viagem será minuciosamente relatada aqui no bloguinho.
| Os 20 primeiros colocados no Wikiaves |
É um dia que eu teria que fazer uma lista gigantesca das pessoas que me ajudaram a chegar aonde cheguei e agradecer um por um. Praticamente impossível. Por isso, sem incorrer em risco de esquecer ou desmerecer alguém, eu irei apenas mencionar os responsáveis pela chegada na reta final, ocorrida durante a última expedição que se encerrou na segunda próxima passada. Em breve essa viagem será minuciosamente relatada aqui no bloguinho.
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| Fotos feitas em Roraima e Amazonas 🚫 All rights reserved. Don't use without express authorization. |
segunda-feira, 5 de março de 2018
MG - A rolinha da esperança (Columbina cyanopis)
Desde que o ornitólogo Rafael Bessa divulgou seu fabuloso encontro ocorrido
em junho de 2015 com a Rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis), espécie
criticamente ameaçada de extinção e que ficou 75 anos sem registros e por isso
já figurava como provavelmente extinta na natureza,
fiquei esperando e sonhando com o momento em que eu iria registrá-la. (leia um resumo da história do Rafael aqui)
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| Rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis) |
Sabia que seria uma emoção muito forte, que ia demorar até que toda estrutura fosse montada para sua proteção, uma vez que era sabido que elas viviam num paraíso muito frágil. Após árduo trabalho, a SAVE Brasil (Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil) conseguiu adquirir a área onde as rolinhas vivem atualmente. Elas agora têm uma reserva com seu nome. Graças a uma parceria da SAVE Brasil com a Rainforest Trust, uma área de 593 hectares foi adquirida para proteger os campos rupestres, habitados pela espécie.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
RJ - SP - As duas primeiras passarinhadas de 2018 - Dourado e Itatiaia
Preâmbulo
Resolvi relatar as duas primeiras passarinhadas deste ano num único post. A
primeira foi pra Dourado/SP (de lá à Mineiros do Tietê e Olímpia) com o
guia e amigo Cal Martins. A segunda para a região de Itatiaia (de lá à Angra
dos Reis e Paraty) com o guia e amigo Hudson Martins Soares.
Ambas finalizadas com o sucesso esperado. Uma longa caminhada começa com o primeiro passo, já dizia o pensador Lao-Tsé. Estou muito feliz de partir das 1400 espécies fotografadas em direção às 1500, número que pretendo atingir até 31 de dezembro deste ano, preenchendo com um X a lista de aves do CBRO* (v. 2015) que totaliza 1919 espécies, destas apenas 1871 fotografadas e postadas no site Wikiaves. A próxima lista deve aumentar muito devido ao número de subespécies que alcançarão o estatus de espécie plena.
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| Fotos: by Cal Martins e Hudson Martins Soares |
Ambas finalizadas com o sucesso esperado. Uma longa caminhada começa com o primeiro passo, já dizia o pensador Lao-Tsé. Estou muito feliz de partir das 1400 espécies fotografadas em direção às 1500, número que pretendo atingir até 31 de dezembro deste ano, preenchendo com um X a lista de aves do CBRO* (v. 2015) que totaliza 1919 espécies, destas apenas 1871 fotografadas e postadas no site Wikiaves. A próxima lista deve aumentar muito devido ao número de subespécies que alcançarão o estatus de espécie plena.
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
ES - 1º Birding Photo Challenge
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| O verdadeiro espírito birdwatching (foto Léo Merçon) |
Nem tudo são flores na observação de aves, ainda mais quando o evento é competitivo. Só que não. Quando fui convidada pelo Gustavo Magnago para participar do 1º Birding Photo Challenge fiquei com muita vontade de ir, mas fiquei logo imaginando como seria isso na prática.
Eu sou daquelas que “adora” uma competição - bem longe de mim. Embora eu adore me superar, superar meus medos e barreiras e enfrentar desafios, não gosto de competir com outras pessoas.
A vida já é uma eterna competição pela sobrevivência. A gente já nasce competindo pelo carinho dos pais. Durante boa parte da nossa juventude passamos competindo pra vencer. No meu caso, joguei volei durante mais de 15 anos, atividade altamente competitiva e desgastante. As "migas" crescem juntas competindo pelos melhores "boys magias" do pedaço e vice-versa. (rs rs rs) Depois passamos anos e anos no trabalho. Particularmente a competição acirrada no trabalho quase me custou a vida (tive um AVCi por estresse e excesso de trabalho). Infelizmente poucas vezes nos ensinam que compartilhar é melhor do que competir.
A vida já é uma eterna competição pela sobrevivência. A gente já nasce competindo pelo carinho dos pais. Durante boa parte da nossa juventude passamos competindo pra vencer. No meu caso, joguei volei durante mais de 15 anos, atividade altamente competitiva e desgastante. As "migas" crescem juntas competindo pelos melhores "boys magias" do pedaço e vice-versa. (rs rs rs) Depois passamos anos e anos no trabalho. Particularmente a competição acirrada no trabalho quase me custou a vida (tive um AVCi por estresse e excesso de trabalho). Infelizmente poucas vezes nos ensinam que compartilhar é melhor do que competir.
domingo, 1 de outubro de 2017
AC - O Império das aves cascudas e a Expedição Choca-do-acre – Parte I
O Estado do Acre está localizado no extremo oeste do Brasil, em uma área de transição entre a Cordilheira andina e as terras baixas amazônicas. Das 1.300 espécies de aves existentes na Amazônia, já passam de 700 as registradas no Acre. A tendência é aumentar, pois muitas ainda estão em estudo, aguardando apenas a confirmação pelos ornitólogos competentes pra isso.
E o Acre sai na frente disparado no “quesito ave cascuda”. Os ambientes que as encontramos são os mais inóspitos do país. Por essa e outras o Acre “está na moda”, dizem os amigos passarinheiros. Talvez por se tratar de lugar pouco explorado, com novas espécies ainda sendo descobertas, o poder atrativo da região só aumenta.
AC - O Império das aves cascudas e a Expedição Choca-do-acre – Parte II
O Parque Nacional da Serra do Divisor é uma unidade de
conservação brasileira de proteção integral da natureza. Criado através do
decreto Nº 97.839 em 16/06/89, situa-se no extremo oeste do Acre, na fronteira
com o Peru. É o ponto mais Ocidental do país e abrange os municípios de
Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo e Rodrigues
Alves.
É considerado o local de maior biodiversidade da Amazônia. A floresta tropical aberta é o tipo de vegetação predominante e seguramente a mais preservada da Amazônia brasileira. Várias espécies endêmicas vegetais e animais são encontradas devidas, em parte, à sua proximidade com o ecossistema andino, numa região de transição das terras baixas da Amazônia e as montanhas dos Andes. Possui uma área de 843.000 hectares, sendo o quarto maior parque nacional brasileiro. É administrado pelo ICMBio. Grande parte de seu território ainda é preservado e faço votos que continue assim.
A origem do nome vem do relevo (geografia) da região onde se encontra um divisor natural das águas das bacias hidrográficas do rio Ucayali (Peru) e rio Juruá (Brasil). Na região também são encontrados valiosos vestígios fósseis. O rio Juruá nasce no Peru e banha os estados do Acre e Amazonas, no Brasil. Deságua no rio Solimões, em um percurso de aproximadamente 3 000 quilômetros.
Abriga comunidades indígenas e ribeirinhas, por isso é de grande importância para a região, servindo como hidrovia para essas diversas comunidades, já que rodovias são inexistentes na maior parte de seu curso. O rio Moa é um afluente do rio Juruá, possui muitas cachoeiras e corredeiras. A Serra do Divisor é a única cadeia de montanhas acreanas.
É considerado o local de maior biodiversidade da Amazônia. A floresta tropical aberta é o tipo de vegetação predominante e seguramente a mais preservada da Amazônia brasileira. Várias espécies endêmicas vegetais e animais são encontradas devidas, em parte, à sua proximidade com o ecossistema andino, numa região de transição das terras baixas da Amazônia e as montanhas dos Andes. Possui uma área de 843.000 hectares, sendo o quarto maior parque nacional brasileiro. É administrado pelo ICMBio. Grande parte de seu território ainda é preservado e faço votos que continue assim.
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| a famosa choca-do-acre (Thamnophilus divisorius), que deu o nome a nossa expedição |
A origem do nome vem do relevo (geografia) da região onde se encontra um divisor natural das águas das bacias hidrográficas do rio Ucayali (Peru) e rio Juruá (Brasil). Na região também são encontrados valiosos vestígios fósseis. O rio Juruá nasce no Peru e banha os estados do Acre e Amazonas, no Brasil. Deságua no rio Solimões, em um percurso de aproximadamente 3 000 quilômetros.
Abriga comunidades indígenas e ribeirinhas, por isso é de grande importância para a região, servindo como hidrovia para essas diversas comunidades, já que rodovias são inexistentes na maior parte de seu curso. O rio Moa é um afluente do rio Juruá, possui muitas cachoeiras e corredeiras. A Serra do Divisor é a única cadeia de montanhas acreanas.
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
AM - Expedição "Mãe-de-taoca". Os encantos da floresta amazônica.
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| mãe-de-taoca-de-cauda-barrada (Gymnopithys salvini) |
É preciso muita disposição,
inspiração e dados para montar um bom e agradável relato de viagem para postar
no bloguinho. Sou muito exigente e para postar mal feito prefiro não postar.
Porém nem sempre a gente consegue conciliar disposição com inspiração. Antecedendo essa última ida para Manaus,
lembro exatamente como eu estava: ansiosa, chateada com alguns fatos pessoais
na minha vida e sofrendo com a abstinência de passarinhada.
Porém, durante e
após a viagem é que eu tive a noção do tanto que é importante para mim fazer uma
bela e feliz passarinhada. Sim, minha alma necessita dos encantos e sonhos que
só as florestas e seus rios podem proporcionar. Além do que, estar entre bons
amigos é essencial e faz muito bem para a saúde.
Passarinhar é bom demais, cura
todos os males, inclusive dores de amor, dores de cotovelo, da coluna, dos joelhos e
até dor de barriga rs rs rs. Ver passarinhos engrandece a alma!
Passarinhe sem moderação!!! 🐧🐦🐤🐥🦆🦅🦉
quarta-feira, 7 de junho de 2017
SP - Eu quero passarinhar!!!! Usando o método 5W3H
Há tempos atrás recebi uma demanda para falar no Avistar
Brasil sobre o Quero Passarinhar, grupo no Facebook que congrega pessoas que
gostam de fotografar/observar aves livres na natureza. Este ano, ao me decidir
falar, resolvi dar um formato diferente ao tema e falar um pouco de como eu me
decido, onde, quando e como passarinhar. Como não consegui gravar a palestra, atendendo
a pedidos, vou relatar aqui no blog um pouco de como foi, usando inclusive
algumas telas da apresentação e incrementando um pouco mais.
domingo, 19 de fevereiro de 2017
ARG - UR - O espírito pioneiro é o que nos une sob o feitiço da ... Patagônia!!!!!
Eu gosto de viajar. Sair da minha rotina cotidiana é
fundamental para eu não "entrar em parafuso". Além de me manter
estável emocionalmente, viajar leva minha alma a um mundo novo. Novas
experiências vão se descortinando frente aos meus olhos. É viver um sonho
acordada...e sonhar é delicioso, como eu disse a uma amiga outro dia: sonhar é
flutuar nas mãos do destino. Ao postar uma foto outro dia, resumi meu
pensamento assim: "Sonho ao olhar o horizonte! Penso na aventura e
desventura de procurar dentro dos meus sonhos quem eu sou verdadeiramente. Faço
uma reflexão filosófica e de autoconhecimento. Em pensamento, tomo resoluções.
Sou um ser "desejante". Quero muito colocar em prática tudo que meus
pensamentos arquitetam. E assim eu levo a vida, ou será que é ela quem me leva?
Sim, é ela quem me leva ... e a muitos lugares. Porém há
lugares especiais. Há um lugar que nos conecta, integra e unifica com a
natureza, nos desvincula das nossas percepções sem distorcer o funcionamento da
realidade. Esse lugar se chama ... Patagônia.
Assistindo alguns documentários no Canal BBC Earth sobre
vida selvagem, deparei-me com três episódios chamados Wild Patagônia, com
imagens maravilhosas, cujo texto inicial, dizia assim: "Em algum lugar
remoto do planeta há uma selva sul-americana. Nessas paisagens extremas habitam
animais estranhos e maravilhosos. Dos picos das Cordilheiras dos Andes,
passando pela estepe seca e deserta até litorais banhados por águas que estão
entre as mais violentas do mundo. Viver aqui exige coragem e determinação. Há
oportunidades incríveis para alguns. Para outros é batalha pela sobrevivência.
O espírito pioneiro é o que os une sob o feitiço da ... Patagônia". E
esses episódios passaram a povoar meu imaginário desde então...
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Rondônia - Passarinhando pelas áreas remotas da Floresta Amazônica
Finalmente o dia da expedição idealizada pelo guia, amigo
e biólogo Bruno Rennó chegou. Quem o conhece, dispensa comentários, quem ainda
não, fica a dica, o Bruno é top. Conhece muito as aves amazônicas e sabe como
encontrá-las como ninguém. Possui ouvido biônico e nenhum piado passa
desapercebido por ele. É um explorador nato. Além do mais, destaque para seu
bom-humor, é constante e contagiante.
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| cancão-da-campina (Cyanocorax hafferi) |
A nossa expedição foi desafiante e se concentrou em três
áreas principais: Campinas de Humaitá, Tabajara e Igarapé São João no Parque
Nacional dos Campos Amazônicos, por isso vou dividi-la em partes para facilitar
a leitura e acompanhamento das emoções do nosso dia a dia:
Primeira Parte - Porto Velho até as Campinas de Humaitá
Campinas de Humaitá - Essa área está localizada na margem esquerda do rio Madeira, entre os limites dos municípios de Humaitá-AM, Canutama-AM e Porto Velho-RO. Os principais ambientes existentes são as áreas de campina ou campinarana (significa “falso campo”) e a floresta de terra firme. Centenas de espécies e raridades podem ser encontradas nessa região. Um dos principais destaques do local é a possibilidade de encontrar 6 das 15 espécies novas de aves descritas para a Amazônia em 2013. Ficamos baseados em Porto Velho, num bom hotel, o Ecos Hotel Conforto, usufruindo de bons restaurantes. Fazíamos saídas a lugares que não excediam 100 km. Retornávamos todos os dias, inclusive para almoçar, ou almoçávamos no caminho para ganhar tempo.
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
A saga da sanã-de-cara-ruiva (Capítulos I, II)
Capítulo I - Quando você tem tudo para se sentir
frustrada, só que não...
Um amigo seu, guia muito competente, descobre e registra
uma ave super rara, em extinção e com poucos pontos registrados no Brasil. Você
fica sabendo e resolve ir vê-la. Chama sua amiga para ir junto. Sabíamos que
seria uma empreitada difícil, mas não impossível.
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| sanã-de-cara-ruiva (Laterallus xenopterus) |
21/03/2016 (segunda-feira)
Eu e a amiga Viviane de Luccia saímos de São Paulo na segunda
pela manhã. Chegamos em Dourado no meio da tarde, com um calor pra não deixar
Pantanal nenhum com ciúmes. Encontramos o amigo e guia Cal Martins, e lá fomos
nós pro meio do brejo tentar ver e fotografar a sanã-de-cara-ruiva (Laterallus
xenopterus). Ela vocalizou algumas vezes, mas não se aproximou, atribuímos à
excessiva temperatura. Olhamos os dois ninhos, e não havia mais nada, as
sanãzinhas já haviam se mandado com suas mamães para o meio do mato, sabe se lá
aonde. Bom, tínhamos o dia seguinte. Seria mais certo encontrá-las nas
primeiras horas da manhã.
sábado, 30 de julho de 2016
A magia da Floresta Amazônica e seus pássaros encantados
Em agosto de 2015 eu estive em Manaus com a amiga Fernanda e
conheci a Vanilce e Luiz Fernando Carvalho, dois guias competentíssimos, que tem muita
história pra contar. Ano passado eu não fiz nenhum "trip-report" como esse, mas foi uma viagem fantástica, onde pude registrar dois bichos dos sonhos, o Galo-da-serra (Rupicola rupicola) e o Gavião-real (Harpia harpyja).
Estivemos lá num momento conturbado da vida da Vanilce
(problemas de saúde), e mesmo assim, ela nos acompanhou por algum tempo,
mostrando sua força e uma energia de tirar o chapéu. Comemorei meu aniversário
(28/08) na Torre do MUSA (Museu da Amazônia), e mesmo frágil naquele momento,
ela participou. Eu fiquei muito feliz por tê-los conhecido. Na foto abaixo, além dos dois, minha grande amiga Fernanda Fernandes (x), o Marcelo Barreiros com dois dos seus clientes, Felipe Lima Queiroz e Aline Mattos, que comemoraram junto com a gente.
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| Galo-da-serra (Rupicola rupicola) - 25/08/2015 |
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| Gavião-real (Harpia harpyja) - 27/08/2015 |
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Canastra - Lá vem o pato, pataqui, patacolá. Quá-quá
23/06/2016 (quinta-feira)
No dia 23 eu e o amigo Norton Santos resolvemos ir ver o
pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) na Serra da Canastra. Pegamos estrada o
dia todo. E eu e o Ruber Ramphocelus (meu Duster) mandamos ver. No
caminho apanhamos o guia e amigo Geiser Trivelato, que mora em Jacutinga/MG.
Ficamos hospedados no Hotel Chapadão da Canastra em São Roque de Minas, lugar
muito legal da nossa amiga Renilda Dupin. À noite jantamos um delicioso surubim
com queijo canastra no Recanto do Surubim, cujo prato estava fazendo parte do
Festival Gastronômico do Queijo Canastra. Delicioso. Ainda passamos no
supermercado para comprarmos lanchinhos para o dia seguinte.
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| Geiser, eu e Norton |
24/06/2016 (sexta-feira)
Acordamos cedo, dia lindo, frio mas com muito sol se
anunciando. Tomamos café numa padaria que abre às 6 horas da manhã e seguimos
para o PARNA Canastra.
Após esperar o portão abrir fomos direto para Casca
D’Anta, parte alta. Mais ou menos direto, porque havia muitas coisas lindas no
caminho e um luz fenomenal.
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Conhecendo as aves de Alagoas e um pouquinho de Sergipe
26/02/2016 (sexta)
Fazia tempo que eu queria conhecer as aves de Alagoas. Meu maior desejo era fazer uma foto do pintor-verdadeiro. A amiga Ester Ramirez já havia me convidado, mas ainda não tinha tido oportunidade. Um belo dia resolvi ir. Contatei o guia Sergio Leal, que conhece todos os lugares e a avifauna do Estado. Guia exemplar, conservacionista, cuidadoso, super ético, um artista com artesanato e agora um grande amigo. Eu convidei o amigo Emerson Kaseker para ir e ele me acompanhou nesta aventura. Cheguei em Maceió e fiquei hospedada no Hotel Palmanova.
* Fotos: Silvia Faustino Linhares - © 2016 All rights reserved / No usage permited without prior written consent
Todos os direitos reservados / Não use sem permissão por escrito
27/02/2016 (sábado)
Acordamos cedo e partimos de Maceió para Piranhas, onde conheci o Instituto Palmas.
Fui parando para registrar uma ave pelo menos em cada município alagoano. Em Senador Rui Palmeira/AL fiz uma foto linda do cardeal-do-nordeste (Paroaria dominicana) na altura dos olhos de dentro do carro no acostamento.
Na frente do Instituto fiz uma foto inusitada. Um belo felino caçando, sim, um gatinho fofo, mas muito esperto.
Fazia tempo que eu queria conhecer as aves de Alagoas. Meu maior desejo era fazer uma foto do pintor-verdadeiro. A amiga Ester Ramirez já havia me convidado, mas ainda não tinha tido oportunidade. Um belo dia resolvi ir. Contatei o guia Sergio Leal, que conhece todos os lugares e a avifauna do Estado. Guia exemplar, conservacionista, cuidadoso, super ético, um artista com artesanato e agora um grande amigo. Eu convidei o amigo Emerson Kaseker para ir e ele me acompanhou nesta aventura. Cheguei em Maceió e fiquei hospedada no Hotel Palmanova.
* Fotos: Silvia Faustino Linhares - © 2016 All rights reserved / No usage permited without prior written consent
Todos os direitos reservados / Não use sem permissão por escrito
27/02/2016 (sábado)
Acordamos cedo e partimos de Maceió para Piranhas, onde conheci o Instituto Palmas.
Fui parando para registrar uma ave pelo menos em cada município alagoano. Em Senador Rui Palmeira/AL fiz uma foto linda do cardeal-do-nordeste (Paroaria dominicana) na altura dos olhos de dentro do carro no acostamento.
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| cardeal-do-nordeste (Paroaria dominicana) |
terça-feira, 26 de abril de 2016
Os fantasminhas da floresta. Passarinhando em Joinville/SC
Vamos falar de Joinville/SC. Não foi a primeira vez que
fui até lá fotografar aves. Já tinha estado lá em outra oportunidade, a convite da grande irmã de coração Carmen Bays, onde vi espécies raras e fiz
muitos fotos legais.
Nos últimos tempos o amigo passarinheiro Vilde Florêncio, além de excelente fotógrafo, tem encontrado pontos super quentes para fotografar bichos difíceis. Aqueles
que eu chamo de fantasminhas da floresta. O processo foi trabalhoso. Ele ajeitou
um cenário, o mais natural possível e passou a por grãos para os bichos. Eles vem em
busca de alimentos e se expõem para fotos. Mas ele foi além, criou abrigos camuflados,
com banquinhos, onde é só sentar, armar o tripé, a câmera e esperar. A espera pode ser cansativa, mas os bichos vem. Uma hora vem. Aí é só clicar.
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| Abrigo camufladíssimo (foto by Vilde) |
19/02/2016 (sexta)
Em fevereiro deste ano fui com o amigo Emerson
Kaseker para Joinville. Chegamos na sexta na hora e fomos para o hotel. De lá o Vilde nos
levou ao ponto quente onde "suas crianças" vem buscar os grãozinhos. Você senta,
monta a câmera no tripé e aguarda. Não pode conversar nem ficar se
movimentando. As aves só aparecem quando o silêncio é total.
terça-feira, 29 de março de 2016
Passarinhando no Maranhão e no Piauí II
25/01/2016 (segunda-feira)
Eu e o amigo Emerson Kaseker saímos de São Paulo às 23:50h. Nosso destino: São Luis, no Maranhão. O nosso guia, Thiago Rodrigues, nos aguardava no
aeroporto. Infelizmente nosso grupo contou com o desfalque do grande amigo
Henrique Moreira, que sofreu um acidente de bicicleta, poucos dias antes da
partida, resultando em algumas fraturas. Chegamos por volta de duas e pouco da
madruga e após retirar o carro na locadora Hertz (um Prisma), seguimos para descansar
um pouco numa pousada próxima à cidade de Raposa, chamada Vila do Mar.
Descansamos algumas horinhas, ansiosos pelo passeio do dia nas dunas de Raposa. Nosso roteiro incluía
São Luis, Raposa, Arari, Caxias e Teresina e Altos, no vizinho Estado do Piauí.
26/01/2016 (terça-feira)
Bem cedinho, tomamos café e fomos para Raposa, direto para o
molhe de pedras embarcar rumo às dunas onde iríamos fotografar algumas
aves costeiras. Havia muitas aves. Um deleite para os olhos. Numa só manhã cliquei quatro novas espécies (lifers):
batuíra-bicuda (Charadrius wilsonia), trinta-réis-miúdo (Sternula antillarum),
trinta-réis-de-bico-preto (Gelochelidon nilotica) e maçarico-de-costas-brancas
(Limnodromus griseus).
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Passarinhando no Maranhão e Piauí. A diferença entre passarinhar e caçar passarinho.
Recentemente tive duas experiências com jovens no Piauí e Maranhão
que me fizeram chorar, porém de maneiras diferentes. A primeira foi de emoção.Uma
doce experiência. O nosso guia Thiago Rodrigues, após agendamento prévio, nos
levou passarinhar na Flona
de Palmares em Altos/PI. O lugar por si só já encanta, mas a recepção pelos
guarda-parques se superou. Merecem um prêmio em gentileza. Fomos muito bem
recebidos. Pudemos entrar cedo na Unidade e fotografar algumas das raridades
que habitam o local. Fomos acompanhados pelo Lucas, guia local, mediante uma taxa simbólica.
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| Thiago Rodrigues, Eu (Silvia Faustino Linhares) e Emerson Kaseker |
A gestão do Sr. Gaspar Alencar está de
parabéns. Mas ele foi além. O Lucas, que
por acaso é seu filho, vem realizando um projeto de observação de aves com crianças
e jovens da comunidade local. Ele treinou o Peterson, que eu tive a felicidade
de encontrar nas trilhas com seus "discípulos".
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| Emerson, eu no meio, ao meu lado de boné o Lucas e do outro lado o Peterson |
Óbvio que isso me emocionou mais do
que encontrar e fotografar o “grilinho-de-caxias”
(nova espécie de ave que ainda está em estudo). É esse tipo de trabalho que me
faz acreditar que as futuras gerações tem salvação. O Peterson veio nos mostrar
com sua pequeníssima compacta uns passarinhos que ele clicou. Ô dó! Não dava
prá ver nada. Mas isso me encantou. A admiração pelo nosso equipamento, vestimenta,
etc fez os olhinhos das crianças brilharem e os meus se encherem de lágrimas.
Saímos de lá com uma promessa, encaminhar guias de campo para que essa turminha
se apaixone cada vez mais pelos penosinhos, evitando que no futuro a segunda
experiência que tive se repita.
sábado, 23 de janeiro de 2016
Águas da Prata/SP - Primeira passarinhada do ano de 2016
Eu sou uma das idealizadoras e criadora do Grupo Quero Passarinhar no Facebook. Esses dias o amigo Glauco Tonello postou no Grupo uma foto de uma avezinha que eu vinha procurando há um tempão: o Cabecinha-castanha (Pyrrhocoma ruficeps). Indicou o local e disse que ela estava "dando mole por lá".
Convidei o amigo Emerson Kaseker para ir lá ver o bicho, que topou de imediato. Pelo Google eu pesquisei uma pousada legal, preço acessível, bem pertinho de onde o bichinho estava dando as caras. O nome é Hotel Pousada do Casarão e eu recomendo para passarinheiros irem inclusive com suas famílias.
No dia 15/01 combinamos tudo. Íamos pegar estrada no sábado (16) pela manhã e voltar na segunda perto da hora do almoço. Chegamos lá por volta do meio dia e fomos direto para a Fonte Vilela no ponto indicado pelo amigo Glauco. Há um local na Fonte chamado Trilha Ecológica. Nela você sobe de carro (ande com muito cuidado, tem muita gente passeando a pé, com bicicleta, crianças, cachorrinhos). Mata silenciosa, nem um pio...dava desgosto...
Descemos, sem muito ver na Trilha. Na entrada desse local tem inúmeras barraquinhas de artesanato e gastronomia. Estava chuviscando e resolvemos encarar por ali batata assada recheada, que estava para lá de bom. Em seguida, seguimos em direção à cidade de Poço de Caldas, do lado mineiro. Chegando lá, retornamos pelo meio da mata em ramais de ligação entre sítios, matas e cachoeiras.
Convidei o amigo Emerson Kaseker para ir lá ver o bicho, que topou de imediato. Pelo Google eu pesquisei uma pousada legal, preço acessível, bem pertinho de onde o bichinho estava dando as caras. O nome é Hotel Pousada do Casarão e eu recomendo para passarinheiros irem inclusive com suas famílias.
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| Hotel Pousada do Casarão |
Descemos, sem muito ver na Trilha. Na entrada desse local tem inúmeras barraquinhas de artesanato e gastronomia. Estava chuviscando e resolvemos encarar por ali batata assada recheada, que estava para lá de bom. Em seguida, seguimos em direção à cidade de Poço de Caldas, do lado mineiro. Chegando lá, retornamos pelo meio da mata em ramais de ligação entre sítios, matas e cachoeiras.
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Meu primeiro milhar de espécies de aves. Metas propostas, metas atingidas! Assim que eu gosto!
Quando comecei a ver as fotos belíssimas que os amigos começaram a fazer do maxalalagá (Micropygia schomburgkii) na Flona Brasília, doravante apelidado de "mala-lalagá" ou simplesmente "malinha", eu fiquei super a fim de registrá-lo. Em conversa com as amigas Rose Almeida e Fernanda Fernandex, decidimos ir as três ver o bicho, guiadas pelo grande Jonatas Rocha.
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| Rose, Jonatas, eu e Fernanda |
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