quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira - PETAR

Logo que cheguei em São Paulo para morar em 2003, pesquisei locais para passear com o maridão. Um dos lugares que me pareceu interessante foi o PETAR.
Beleza da mata atlântica

"O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) localiza-se no sul do estado de São Paulo, entre os municípios de Apiaí e Iporanga. Ele possui uma das maiores extensões preservadas de Mata Atlântica original, além de ter uma das maiores concentrações de cavernas do planeta (mais de 350) e uma imensa quantidade de cachoeiras. O PETAR possui aproximadamente 36.000 hectares, cobertos por uma dos últimos remanescentes da Mata Atlântica no estado de São Paulo. Suas montanhas, vales, cachoeiras, rios de águas cristalinas, cavernas, fauna e flora exuberantes tornaram o PETAR um ponto muito importante para o ecoturismo brasileiro.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Passeio: um bate-e-volta de passarinheiro – destino: Tremembé – SP

Desde meados de setembro, "papeando" no Grupo Virtude (Facebook), eu, a Cláudia Komusu (doravante chamada de Claudinha) e a bióloga Daiane Barros (doravante chamada de Dai), decidimos fazer uma passarinhada.

Eu, Dai e Claudinha by self-timer
Vai daqui, vai dali, acertamos data e local. Escolhemos ir no  dia 28 de outubro para os arrozais do Marcão (Marco Crozariol) em Tremembé. Definimos isso sem nem mesmo consultá-lo (rs rs rs). Convidamos quem estivesse disposto a compartilhar o dia com a gente e, alguns dos nossos amigos do Virtude se dispuseram a participar, inclusive o próprio Marcão. A idéia principal era avistar um passarinho-fantasma, um tal de Coturnicops, que alguns iluminados juram de pés juntos que já avistaram na região. Outros dizem que isso só tem em shopping no Uruguai. Brincadeirinha, como disse a Claudinha, não estávamos indo atrás de raridades, qualquer garça se alimentando, já garantia a aventura.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Bird “WHAT”?

BIRDWATCHING! Essa palavrinha difícil significa um hobby maravilhoso praticado em todo o mundo: A Observação de Pássaros.

Texto e fotos: Silvia Linhares
(All rights reserved / Todos os direitos reservados - proibida a reprodução desse texto ou suas fotos sem mencionar autoria)

Parece estranho, a princípio, mas o Birdwatching envolve a descoberta de um mundo de beleza, cores e harmonia, muitas vezes em cenários paradisíacos. Observar pássaros geralmente envolve caminhadas por parques, matas e reservas naturais, visitando novos destinos e paisagens a cada passeio. Também vale por um monte de sessões de terapia, pois é uma oportunidade de descanso e relaxamento mental, cada vez mais necessário ao homem urbano. Sem falar das amizades que surgem em torno da prática. É comum a reunião em pequenos grupos para as saídas de observação, conhecidas como “passarinhadas”. Em locais seguros, também pode ser praticado sozinho, aproveitando para fazer reflexões pessoais, por exemplo.

Filhotes de Coruja-buraqueira (Athene cunicularia)
Burrowing Owl - – Tremembé/SP

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Quase no Chui...destino dos sonhos: Lagoa do Peixe

Assim que o meu encanto pelas aves começou a aumentar, passei a pesquisar mais sobre elas e seus habitats. E assim fui aprendendo sobre as diversas espécies e em quais biomas eu as encontraria. Alguns santuários, cobiçados pelos birders de todo o planeta, passaram a encabeçar a minha lista dos sonhos. A Lagoa do Peixe em Tavares/RS foi um deles. Essa "necessidade" ficou preemente depois de eu conhecer o Batista durante o Avistar 2012.

Tachã

É impossível falar da Lagoa do Peixe em Tavares sem associar o nome do Batista. Primeiro porque ele conhece bem todos os lugares e onde encontrar as aves que desejamos avistar e fotografar. Segundo porque ele, sua família e sua equipe são pessoas muito especiais. Super receptivos, atenciosos e pacientes.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Um santuário chamado Pantanal

Em 2011, a convite da amiga Carmen Bays, conheci o Pantanal Norte - região de Poconé/MT. Fiquei apaixonada. Então, meu amigo Tony Moura convidou-me para conhecer o Pantanal Sul. Eu iria conhecer a Fazenda Estrela em Aquidauana/MS, que, carinhosamente, o Tony chama de "santuário".

Convidei três amigos: a própria Carmen Bays, o Carlos Godoy e o Julio Guedes (todos integrantes do CEO). Partimos de São Paulo rumo à Campo Grande no dia 30/06 e retornamos no dia 11/07 (2012).

Carmen, Julio, Tony, Eu e o Godoy by Marcelo Rondon

Passamos meses planejando, trocando idéias, ligando em pousadas, perguntando às pessoas, vendo vídeos, fotos e blogs na internet. Em março compramos as passagens. Carmen viria de Joinville até o aeroporto de Congonhas e se juntaria a nós no aeroporto de Cumbica. Reservamos um palio week-end numa locadora em Campo Grande e o tempo foi passando. Chegando mais perto da data, deu um frio na barriga, não havia muitas certezas, mas não nos faltavam dúvidas.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

SP - Uma visita ao "Ninho das Águias" - Academia da Força Aérea


Uma das atividades do CEO - Centro de Estudos Ornilógicos constitui-se na realização de levantamento de aves em áreas militares do Estado de São Paulo. 

Esse trabalho engloba várias unidades militares tais como a Invernada do Barro Branco da Polícia Militar do Estado de São Paulo; Hospital Militar de Área de São Paulo (HMASP); Escola Superior de Soldados Cel PM Eduardo Assumpção - Polícia Militar do Estado de São Paulo; Hospital da Aeronáutica e Campo de Marte; Base Aérea de São Paulo - Cumbica, Guarulhos; Comando de Policiamento do Interior Sete (CPI-7); Escola Superior de Sargentos - Polícia Militar; 5º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano e Escola de Especialistas de Aeronáutica - EEAR - Guaratinguetá.

Recentemente o CEO foi convidado para recencear as aves da Academia da Força Aérea em Pirassununga. O lugar é mais conhecido pelo pomposo nome de Ninho das Águias e abriga também a Esquadrilha da Fumaça. Foi a primeira de muitas vezes que serão necessárias para cobrirmos a extensa área da Academia.

A turma quase toda

Dia dos pais: Eu, meu pai e a natureza

Tem um dito popular que diz "recordar é viver".  Então...a gente recorda com saudades apenas das coisas boas, ainda bem, né?
 
Nasci no interior de São Paulo (Presidente Prudente), assim como meu pai JOAQUIM FAUSTINO, que é filho de agricultores. Desde adolescente os interesses profissionais do meu pai sempre foram outros e não as terras dos meus avós. Ele muito cedo tornou-se advogado. Meus avós foram loteando as terras, e quando nasci havia apenas "a chácara". Não era qualquer chácara, era um local sagrado para nós, onde toda a família se reunia para festejar. Todo domingo o almoço era na casa da "Nona".  Meus avós tiveram dez filhos, e uns tantos cinquenta netos, nem entro no mérito dos bisnetos e tataranetos que já perdi as contas (riso). 

E nós, os netos, divertíamos sob e  sobre as árvores da chácara. Fartávamo-nos com as frutas. As jaboticabeiras e goiabeiras eram as minhas preferidas. Brincávamos de pique-pega em cima das árvores, principalmente das mangueiras. Sem noção de perigo. Nunca nenhum de nós se machucou gravemente. Mas levávamos algumas lambadas de vara de marmelo da "D. Giulia", (lê-se Diulia) minha avó, quando arrancávamos frutas verdes do pé e jogávamos fora depois.

Eu e meu pai no "Jardim da Silvia"


Esse preâmbulo é para mostrar minhas raízes na terra, muito além de eu ter nascido sob um dos signos da terra (sou de virgem). (risos). Quando meus avós morreram, a chácara foi vendida e hoje é um bairro cheio de casas enormes.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Bebedouros para beija-flores

Material copiada do site www.ceo.org.br



Antonio Wuo, colocando seus bebedouros de beija-flores. Mogi das Cruzes, SP.

A finalidade do bebedouro para beija-flores é atrair estas aves para os jardins, varandas, janelas. O bebedouro não substitui as necessidades nutricionais dos beija-flores, já que o néctar tem outros nutrientes além do açúcar e além disto, os beija-flores se alimentam também de pequenos insetos e artrópodes, de onde obtêm proteínas.

Para quem tem disponibilidade de espaço, o ideal é o plantio de diversas espécies vegetais que fornecem néctar, além de outras que fornecem materiais para a construção de ninhos. A manutenção de áreas arborizadas fornece também abrigos para estas aves, bem como permite a proliferação dos pequenos insetos dos quais elas se alimentam. Mesmo assim, os bebedouros podem ser usados como uma estratégia para trazê-los até bem perto de nós, permitindo que possamos observá-los em detalhe.

Alguns usam os bebedouros pelo prazer de ver os beija-flores virem beber a água açucarada chegando a pousar em nossa mão. Esta experiência é importante na medida em que permite às pessoas vivenciarem uma forma contemplativa das aves, sem a necessidade de aprisioná-las em gaiolas. Esta é também uma ótima oportunidade para fazer a educação ambiental de crianças e adultos.

Como fazer bebedouros artesanais em casa


Que alimento colocar nos bebedouros?
A concentração de açúcar indicada é de 20% (1 parte de açúcar para 4 partes de água) por ser parecida com a concentração do néctar. Não coloque mais nada além de água e açúcar.
Existem hoje no mercado produtos exclusivos para a alimentação de beija-flores, que contém, além do açúcar, vitaminas e outros produtos. Entretanto, é controvertida a necessidade do uso desses produtos, já que não teriam na prática nenhuma vantagem com relação ao uso do açúcar comum e, eventualmente, alguns dos componentes dessas fórmulas poderiam ter contra-indicações para os beija-flores. Algumas instituições relacionadas com beija-flores e aves em geral têm se preocupado com esse assunto e manifestado sua opinião.

Veja a respeito em:

Problemas com os bebedouros


De qualquer forma, sempre que alguém for colocar água açucarada para beija-flores deve tomar as precauções de higiene indicadas: troque a solução com frequência, de preferência diariamente. Faça uma limpeza adequada do bebedouro. O interior pode ser limpo com uma escova do tipo de limpar mamadeira ou das usadas em laboratórios para limpar tubos de ensaio, chamadas de gaspilhão. Na falta destas pode-se usar areia grossa ou arroz: joga-se um pouco dentro do recipiente com um pouco de água e sacode-se bem. É comum no interior desenvolver-se algas que vão escurecendo a superfície. O tubinho por onde a ave suga a solução também deve ser limpo internamente. Evite corolas ou outros ornamentos que dificultam a limpeza. O bebedouro pode também ser deixado por meia hora dentro d'água com um pouco de água sanitária. Enxague bem. O uso de bebedouros feitos em casa utilizando garrafas vazias de água ou refrigerantes tem a vantagem de poderem ser jogados fora e trocados mais frequentemente. Pegue uma garrafa de plástico de refrigerante ou água mineral, tipo descartável, de 500 ml ou menor. Esquente um prego bem fino e faça um furinho na base da garrafa. Pinte em torno do furinho com esmalte vermelho. Pendure a garrafa com um arame.

Formigas podem vir até o bebedouro. Para evitá-las basta colocar no suporte em que está pendurado um pedacinho de estopa, algodão ou um pano qualquer e embebê-lo com óleo queimado.

Abelhas ambém podem ser atraídas ao bebedouro, às vezes em grande quantidade, impedindo que as aves se aproximem. Diversas medidas podem ser tomadas para afastá-las:

1- Retire as flores dos bebedouros, se tiver. Para os beija-flores basta o tubinho ou mesmo só um furinho com uma marca vermelha em volta para atraí-lo. As flores ajudam a atrair abelhas e também servem como local para pousarem.

2- Retire os bebedouros durante alguns dias, até que as abelhas desapareçam. Coloque-os em seguida em lugares diferentes de onde estavam. Os beija-flores os acham com facilidade, mas as abelhas podem demorar um pouco mais para descobri-los.

3- Use um tubinho mais comprido. Os beija-flores alcançam a água açucarada pois enfiam o bico no tubinho. Já as abelhas podem ter dificuldade para fazer isto. Óleo de cozinha usado também pode espantar as abelhas, que não toleram o cheiro.

4- Use um bebedouro bem simples, feito em casa, como explicado acima, ou o bebedouros "Jonas", mostrado abaixo. Não use tubinho. Passe óleo vegetal na base da garrafa e principalmente em torno do furinho. As abelhas terão dificuldades em pousar, pois escorregarão no óleo.

5- Faça um bebedouro doméstico como explicado. Sobre o furinho, coloque uma pequena tira de plástico (retire esta tira de outra garrafa, estas de 2 litros por exemplo) com 3-4 mm de largura. No meio da tira faça um furinho um pouco mais largo que o da garrafa (3 mm mais ou menos). Pregue a tira de plástico sobre a garrafa (use esparadrapo ou alguma boa cola) de modo que o furo da tira coincida com o furo da garrafa, porém fique distante dele uns 5 mm. Os beija-flores enfiarão o bico pelo furo da tira, alcançando o furo da garrafa, porém as abelhas não conseguirão fazer isto. A distância da tira da garrafa tem que ser menor que o tamanho das abelhas, para que elas não entrem por debaixo da tira. Pinte em torno do furinho da garrafa de amarelo (3-4 cm de diâmetro) e em torno do furinho da tira de plástico de vermelho, com 1 cm de diâmetro. Dará assim um efeito de flor natural e o vermelho guiará os beija-flores ao furinho. Para limpar debaixo da tira, use um pincel.
Não use inseticidas ou qualquer outro produto químico para espantar as abelhas, pois poderá contaminar os beija-flores.



Morcegos podem visitar os bebedouros à noite. Embora os morcegos nectarívoros não sejam transmissores habituais da raiva, como são os morcegos hematófagos, essas espécie também pode albergar o vírus da raiva, já tendo sido encontrado espécime infectado na cidade de São Paulo. Desta forma, o contato com morcegos de qualquer espécie deve ser sempre evitado. 

Em nosso meio a espécie que mais frequentemente frequenta bebedouros é o morcego-beija-flor, Glossophaga soricina.