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quarta-feira, 19 de julho de 2023

MA – Expedição jacu-estalo

Expedição jacu-estalo - Saiba como foi viver o momento da mais pura emoção passarinheira.

Arquivo pessoal Silvia Faustino Linhares

Vou começar esse post com um desabafo, pois sei que muita gente está aguardando que eu conte os mínimos detalhes sobre esses dias no Maranhão. Então leia até o final, por favor. Mas se quiser, ative o play do vídeo abaixo e vá lendo ouvindo uma linda música do Leo Rojas, um dos meus músicos preferidos.

 

Tenho estudado a evolução da observação de aves desde o seu início no Planeta para uso em minhas palestras. Hoje considero essa atividade como uma das grandes chaves para sobrevivência da natureza.

terça-feira, 29 de março de 2016

Passarinhando no Maranhão e no Piauí II

25/01/2016 (segunda-feira)
Eu e o amigo Emerson Kaseker saímos de São Paulo às 23:50h. Nosso destino: São Luis, no Maranhão. O nosso guia, Thiago Rodrigues, nos aguardava no aeroporto. Infelizmente nosso grupo contou com o desfalque do grande amigo Henrique Moreira, que sofreu um acidente de bicicleta, poucos dias antes da partida, resultando em algumas fraturas. Chegamos por volta de duas e pouco da madruga e após retirar o carro na locadora Hertz (um Prisma), seguimos para descansar um pouco numa pousada próxima à cidade de Raposa, chamada Vila do Mar. Descansamos algumas horinhas, ansiosos pelo passeio do dia nas dunas de Raposa. Nosso roteiro incluía São Luis, Raposa, Arari, Caxias e Teresina e Altos, no vizinho Estado do Piauí.
 
Nosso roteiro
26/01/2016 (terça-feira)
Bem cedinho, tomamos café e fomos para Raposa, direto para o molhe de pedras embarcar rumo às dunas onde iríamos fotografar algumas aves costeiras. Havia muitas aves. Um deleite para os olhos. Numa só manhã cliquei quatro novas espécies (lifers): batuíra-bicuda (Charadrius wilsonia), trinta-réis-miúdo (Sternula antillarum), trinta-réis-de-bico-preto (Gelochelidon nilotica) e maçarico-de-costas-brancas (Limnodromus griseus).

batuíra-bicuda (Charadrius wilsonia)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Passarinhando no Maranhão e Piauí. A diferença entre passarinhar e caçar passarinho.

Recentemente tive duas experiências com jovens no Piauí e Maranhão que me fizeram chorar, porém de maneiras diferentes. A primeira foi de emoção.Uma doce experiência. O nosso guia Thiago Rodrigues, após agendamento prévio, nos levou passarinhar na Flona de Palmares em Altos/PI. O lugar por si só já encanta, mas a recepção pelos guarda-parques se superou. Merecem um prêmio em gentileza. Fomos muito bem recebidos. Pudemos entrar cedo na Unidade e fotografar algumas das raridades que habitam o local. Fomos acompanhados pelo Lucas, guia local, mediante uma taxa simbólica.   

Thiago Rodrigues, Eu (Silvia Faustino Linhares) e Emerson Kaseker

A gestão do Sr. Gaspar Alencar está de parabéns. Mas ele foi além. O Lucas, que por acaso é seu filho, vem realizando um projeto de observação de aves com crianças e jovens da comunidade local. Ele treinou o Peterson, que eu tive a felicidade de encontrar nas trilhas com seus "discípulos". 

Emerson, eu no meio, ao meu lado de boné o Lucas e do outro lado o Peterson

Óbvio que isso me emocionou mais do que encontrar e fotografar o “grilinho-de-caxias” (nova espécie de ave que ainda está em estudo). É esse tipo de trabalho que me faz acreditar que as futuras gerações tem salvação. O Peterson veio nos mostrar com sua pequeníssima compacta uns passarinhos que ele clicou. Ô dó! Não dava prá ver nada. Mas isso me encantou. A admiração pelo nosso equipamento, vestimenta, etc fez os olhinhos das crianças brilharem e os meus se encherem de lágrimas. Saímos de lá com uma promessa, encaminhar guias de campo para que essa turminha se apaixone cada vez mais pelos penosinhos, evitando que no futuro a segunda experiência que tive se repita.