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quarta-feira, 23 de abril de 2025

RO/AM/AC - De Porto Velho à Rio Branco (P2)

P2 - Passarinhada 02 – de Porto Velho à Rio Branco


Se você não leu a primeira parte dessa expedição RO/AM - Expedição Urumutum (P1) 👉clique aqui👈e leia para poder entender a separação dessa viagem em duas passarinhadas e dois posts.

De volta da primeira parte da expedição, eu e Kenny chegamos em Porto Velho no final do dia 01/09. Fui direto para o imóvel que eu e os meus amigos Gustavo Dallaqua (@gustavo.birds.nature) e Luciano Bernardes (@lucianobernardesguia) alugamos via aplicativo. 

Eles chegariam de São Paulo em algumas horas. Fiz arrumar minhas coisas e descansar, porque ia começar a Parte 2 dessa Expedição, que eu apelidei de P2, ou Passarinhada 2, para facilitar.

1º Dia – 02/09 - segunda-feira


Após a chegada do Gustavo e do Luciano, dormimos um pouquinho e logo depois, nas primeiras horas do dia, já estávamos prontos para começar a nova aventura.  

Vou iniciar o relato com a ave que me marcou nessa segunda parte da expedição: o charmoso e enigmático jacamim-de-costas-brancas (Psophia leucoptera).

arquivo pessoal Silvia Faustino Linhares

Luciano Bernardes se expressou assim na postagem dessa espécie: 

"Sempre me perguntam quais as espécies que eu mais gostei de fotografar, é sempre difícil responder, principalmente escolher uma preferida, são mais de dez anos fotografando aves por todo o Brasil, muitas belas e raras espécies a gente nunca esquece. 

Agora, essa espécie em especial foi uma das mais emocionantes, a sensação foi de ver um alienígena pela primeira vez, não sei explicar o motivo, mas foi incrível. Sabíamos da existência da espécie no local, porém, a dificuldade existia, se trata de uma espécie bem rara e muito arisca. 

Caminhávamos pela floresta sobre um calor e umidade intensa, o desgaste físico já tomava conta de todos, já estávamos pensando em ir para outro local. Um barulho entre as folhas chamou a atenção de todos, suspense total naquele momento, de repente, um bando de aproximadamente oito indivíduos aparece, confesso que fiquei emocionado com aquele momento. 

Muitos clicks e tá aí uma das espécies que mais gostei de fotografar. Agradeço muito ao amigo Kenny Uéslei que me proporcionou esse momento maravilhoso e aos amigos Gustavo Dallaqua e Silvia Linhares por fazerem parte desse dia tão especial."

Assino embaixo, Luciano. Pura poesia.

Seguimos conforme programado pelo Kenny, direto para a Linha C30, um ramal que é considerado um dos grandes hotspots de Porto Velho/RO e Canutama/AM. 

sexta-feira, 30 de abril de 2021

AC - Expedição Chandless - Desbravando o desconhecido


Parque Estadual Chandless
Arquivo pessoal: Silvia Linhares

Viajar é uma das coisas mais importantes da minha vida, seja na vida real ou em pensamento. Eu sempre digo que viajo três vezes numa única viagem, quando planejo, quando realizo e quando a recordo. Viajar por outras realidades desbravando o desconhecido é um presente dos deuses. É usar os cinco sentidos em busca da inebriante satisfação do corpo e da alma. Uma sensação de infinitude. Puro e simples prazer. Sem medo de ser feliz. Sem passado ou futuro. Apenas presente. Como eu disse, um presente dos deuses. E essa viagem que vou lhes contar a seguir foi realmente um grande presente.

O ano de 2019 foi um ano intenso, cheio de viagens sensacionais. Eu mal chegava de uma e já me preparava para outra. Descarregava os cartões, postava os lifers (novas espécies fotografadas) e já partia para a próxima. Com isso houve um acúmulo muito grande de fotos pra tratar, para postar no Wikiaves, nas listas do eBird, bem como descrever cada aventura aqui no meu Bloguinho. E assim eu virei o ano com muitas pendências. 

domingo, 1 de outubro de 2017

AC - O Império das aves cascudas e a Expedição Choca-do-acre – Parte I

Se você não gosta de "textão", melhor fechar essa página ou deixar pra ver outra hora. Mas se tem curiosidade para saber como foi essa expedição, então, “senta, que lá vem história”. Foram mais de 11 mil fotos pra escolher e tratar, em menos de 15 dias escrevi 20 páginas e fiz alguns vídeos. Dividi em duas partes (parte II aqui) para facilitar. Viaje comigo a partir de agora. E deixe seu comentário no final, vou apreciar muito!!!


O Estado do Acre está localizado no extremo oeste do Brasil, em uma área de transição entre a Cordilheira andina e as terras baixas amazônicas. Das 1.300 espécies de aves existentes na Amazônia, já passam de 700 as registradas no Acre. A tendência é aumentar, pois muitas ainda estão em estudo, aguardando apenas a confirmação pelos ornitólogos competentes pra isso.
 
Acre - O Império das aves cascudas

Porque chamo as aves de “cascudas”? Ave cascuda é o jeito que a grande amiga Vanilce Carvalho, de Manaus, descreve aquele tipo de ave difícil de registrar, seja pela sua raridade, seja pelas dificuldades que o ambiente apresenta ou mesmo pelo comportamento da própria ave.

E o Acre sai na frente disparado no “quesito ave cascuda”. Os ambientes que as encontramos são os mais inóspitos do país. Por essa e outras o Acre “está na moda”, dizem os amigos passarinheiros. Talvez por se tratar de lugar pouco explorado, com novas espécies ainda sendo descobertas, o poder atrativo da região só aumenta.

AC - O Império das aves cascudas e a Expedição Choca-do-acre – Parte II

O Parque Nacional da Serra do Divisor é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral da natureza. Criado através do decreto Nº 97.839 em 16/06/89, situa-se no extremo oeste do Acre, na fronteira com o Peru. É o ponto mais Ocidental do país e abrange os municípios de Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo e Rodrigues Alves.

É considerado o local de maior biodiversidade da Amazônia. A floresta tropical aberta é o tipo de vegetação predominante e seguramente a mais preservada da Amazônia brasileira. Várias espécies endêmicas vegetais e animais são encontradas devidas, em parte, à sua proximidade com o ecossistema andino, numa região de transição das terras baixas da Amazônia e as montanhas dos Andes. Possui uma área de 843.000 hectares, sendo o quarto maior parque nacional brasileiro. É administrado pelo ICMBio. Grande parte de seu território ainda é preservado e faço votos que continue assim.

a famosa choca-do-acre (Thamnophilus divisorius), que deu o nome a nossa expedição

A origem do nome vem do relevo (geografia) da região onde se encontra um divisor natural das águas das bacias hidrográficas do rio Ucayali (Peru) e rio Juruá (Brasil). Na região também são encontrados valiosos vestígios fósseis. O rio Juruá nasce no Peru e banha os estados do Acre e Amazonas, no Brasil. Deságua no rio Solimões, em um percurso de aproximadamente 3 000 quilômetros.

Abriga comunidades indígenas e ribeirinhas, por isso é de grande importância para a região, servindo como hidrovia para essas diversas comunidades, já que rodovias são inexistentes na maior parte de seu curso. O rio Moa é um afluente do rio Juruá, possui muitas cachoeiras e corredeiras. A Serra do Divisor é a única cadeia de montanhas acreanas.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

AC - as densas florestas de tabocas do Norte do Brasil

Em cada Estado do Brasil que eu fotografo pelo menos uma ave, eu me permito costurar a respectiva bandeira no meu colete fotográfico. Já posso colocar a bandeira do Acre. E o faço com honras, pois fotografei aves muito difíceis, tanto de encontrar como do próprio ato de fotografar. Depois explico isso melhor adiante. 

Foto by Silvia Faustino Linhares
O Acre sempre me pareceu mais distante do que ele realmente é. Mas após convite dos meus primos que moram lá e depois de tudo que pesquisei e confirmei durante a palestra do amigo Emerson Kaseker no Avistar Brasil 2014, tive a certeza de que o Acre seria o meu próximo destino e uma caixinha de surpresas.