sexta-feira, 19 de abril de 2019

SP - A incansável busca pela guaracava-de-crista-branca (Elaenia chilensis)

Tem passarinhos que passam anos sem que a gente consiga um simples registro deles. Mas tem alguns que se parecem com um espinho enfiado na garganta e só nos dá alívio quando a gente se livra deles. A guaracava-de-crista-branca (Elaenia chilensis) vinha me dando um olé desde março de 2014, onde durante uma passarinhada organizada pelo amigo Edson Endrigo, ela foi avistada de longe, porém não consegui um registro postável. Depois disso, sempre teve um amigo ou guia avisando onde essa migratória criaturinha chilena estava passando, mas nunca dei a sorte de ter vaga na agenda pra ir tentar. Como ela é só uma Elaenia sem gracinha (entendedores entenderão kkkkkkkkkk), a gente não se esforça muito.

Eu by José Dionísio Bertuzzo no Parque Central de Santo André


quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

MS - Passarinhando pelos terras sul-mato-grossenses

Espero que esse post transmita toda a "mágica" que eu senti durante a realização dessa viagem. Ao tentar colocar meus pensamentos e sentimentos em palavras aqui é como se eu estivesse viajando de novo. Então, venha junto, viaje comigo!!

Dando continuidade à recente mega expedição que fiz ao Mato Grosso DO SUL, cuja primeira parte literalmente terminou em pizza - rs rs rs  (leia mais pelo link -> MS -Serra do Amolar e a I Expedição a bordo do Lord do Pantanal), vou fazer alguns esclarecimentos iniciais antes de contar como foi a viagem propriamente dita. Ah! Leia até o final, tem poema e homenagem! Larga de preguiça, vai ... rs rs rs

A beleza escandalosa das araras vermelhas no Buraco das Araras


quarta-feira, 14 de novembro de 2018

MS - Serra do Amolar e a I Expedição a bordo do Lord do Pantanal

Apesar da demora, consegui concluir mais uma postagem recheada de emoção do começo ao fim. Tudo começou no dia 18 de maio de 2018 (fica tranquilo eu vou pular alguns meses kkkkkk). Era uma manhã de sexta-feira bem tranquila. Saí com os amigos para ir ao "AVISTAR  Brasil" no Instituto Butantã.

Assim que cheguei, o biólogo e passarinheiro, até então apenas amigo virtual, Thomaz Lipparelli, me pegou pela mão, me levou até o estande do Instituto Serra do Amolar e mostrou um folder, em seguida mostrou um vídeo contendo as belezas da desconhecida e secreta Serra do Amolar.

Tuiuiú (Jabiru mycteria) - ave símbolo do Pantanal - Foto by Silvia Linhares

Capa do folder oficial

domingo, 11 de novembro de 2018

SP-MG - Uma viagem pelo cerrado em busca de jóias aladas

Esse ano tive a sorte de fazer incríveis viagens e conhecer pessoas maravilhosas. Algumas eu já postei no Bloguinho. Tenho algumas iniciadas e não postadas ainda. Mas todas elas tem um componente incrível: o companheirismo e a amizade.*
*Amizade: substantivo feminino - sentimento de grande afeição, simpatia, apreço entre pessoas ou entidades. (Google)

Eu vou contar sobre a última, porque foi curtinha e mexeu muito comigo.

Desde que cheguei do Uruguai no final de agosto estou tentando ir fotografar o famoso bacurau-de-rabo-branco (Eleothreptus candicans). Essa ave é ameaçada de extinção. No Brasil, sua ocorrência é bem restrita. Só foi  vista nos Estados de Goiás e Mato Grosso do Sul, na reserva do Parque Nacional das Emas e agora no Triângulo Mineiro no Estado de Minas Gerais. Ano passado estive no PARNA das Emas com a intenção de vê-lo, mas um escorregão numa parte mal conservada de uma das trilhas me levou ao hospital e tive que ficar de repouso. Proibida pelo médico de passarinhar, o jeito foi retornar à Brasília com a amiga Fernanda, perdendo a oportunidade de vê-lo.

bacurau-de-rabo-branco (Eleothreptus candicans)


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

CE - Um pulinho ali em Paracuru pra ver "30R"

Lições de vida que aprendo durante minhas viagens.


Seguindo os conselhos de um grande jornalista e apaixonado incondicional da natureza, meu novo amigo Davi Abreu, de Fortaleza, vou continuar a escrever muito e sempre com o coração, porque quem se der ao trabalho de ler, vai conseguir enxergar bem mais do que um simples relato informativo de viagem. Vai me conhecer um pouco mais porque o que escrevo é o reflexo do que sou. Então vem comigo pra mais uma aventura letrada.

os "Humanlifers" como diz meu amigo Anderson Sandro de Xinguara/PA

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

PA - Carajás e suas lindas aves

Essa expedição para Parauapebas, região de Carajás, estava prevista fazê-la já fazia um bom tempo. Acho que desde 2016 quando recebi um convite de amigos e não tive como ir. Sabia que tinha bichos bacanas pra ver por lá, mas sempre vinham outros compromissos que impediam a sua realização. Aos poucos ela foi tomando corpo e finalmente aconteceu.


Todos que me conhecem sabe que eu adoro curtir três momentos de uma viagem: o antes, o durante e o depois. Desde os primeiros contornos, o planejar, o sonhar, e depois materializar tudo isso, até tratar as fotos e escrever o relato sobre o dia-a-dia da viagem.

É difícil falar de uma expedição sem lembrar os momentos que a antecederam. Essa viagem à região de Carajás/PA, que começou dia 02/08/2018, era tipo uma "viagem gezuismeodeozmesalva", sem roteiro predefinido, aliás sem quase nada definido, o que me angustiou até o último momento antes de entrar no avião. Cheguei a pensar em cancelar. Mas quem conhece minha teimosia, sabe que eu ia “pagar” pra ver. Ignorar, deixar quieto, "xápralá", é o que de melhor podemos fazer nessas horas. Tinha tudo pra não dar certo. Mas antes que você desista de ler, saiba que essa foi uma das melhores viagens que já fiz.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

PA - Expedição Mãe-de-taoca-arlequim - De Santarém à Itaituba no Pará

Embora com atraso, segue o relato, que estava escrito pela metade, sobre a "Expedição Mãe-de-taoca-arlequim",  realizada no período de 31/10 a 12/11 de 2017.  Em geral demoro 7  a 8 dias para finalizar um post de viagem, desta vez foram 7 ou 8 meses ... apenas...rs rs rs


mãe-de-taoca-arlequim (Rhegmatorhina berlepschi

Quando surgiu a ideia de passarinhar pelo Pará, a “moda” no meio era ir para Parauapebas, desejo que ainda irei realizar em 2018. Conversando com o amigo ornitólogo Pablo Cerqueira (Pinima Birding Brazil) , durante o Avistar 2017, falamos sobre o endemismo Belém e sobre Santarém/Itaituba. Sabe aquele friozinho na barriga que dá só de imaginar conhecer um lugar pouco explorado das nossas florestas, pois é, foi o que senti na hora. Pedrinhas de gelo pareciam saltitar atrás do meu umbigo. Minha câmera foi dominada por um assanhamento sem fim. Todo dia eu era obrigada a ouvi-la dizer: “E aí, mamis, decidiu quando vamos?” rs rs rs

sábado, 9 de junho de 2018

Como ser e viajar mais leve. Da teoria à prática.

Hoje quando terminava de arrumar mais uma mala de viagem, “viajei em pensamentos” ... passei, como num filme, pelos vários momentos de transformação que eu sofri com o passar dos anos. E isso se refletiu até no meu modo de arrumar mala para viajar. Meu coração ficou mais leve, embora o corpo mais pesado kkkkkk. Ainda bem que a mala acompanhou o coração.




domingo, 3 de junho de 2018

SP - Passarinhando com os amigos pós-Avistar 2018

Esse ano, como eu disse no post anterior, recebi quatro amigos em casa que vieram para participar do Avistar Brasil. A Jeanne Martins Nascimento (Cuiabá/MT), grande amiga e irmã de coração de longa data (nos conhecemos ano passado em abril, mas tenho certeza que essa amizade transcende encarnações, pois sinto que a conheço a muito tempo), o Gabriel Bonfá, capixaba de Linhares, que foi meu grande parceiro no 1º Birding Photo Challenge, promovido pela Reserva Natural Vale e os mineiros Luiz Fernando Matos (que hoje reside em Canaã dos Carajás/PA) e Fábio Morais Giordano (BeHagá) que eram amigos virtuais e se tornaram amigos na vida real desde então.

Para mim essa foi a foto da viagem toda. Tem coruja, lua, então tem poesia. 
A coruja e a lua
"A coruja despertou, cantou a beleza da lua na noite clara que se formou.
O dia era passado, passado também foi o seu amor, 
pois, a lua se havia minguado com medo de sentir dor. 
Pobre lua...Não sabe que a coruja lhe segue fase por fase, 
temendo que se esconda ou  fuja pelas esquinas que dobram ruas nas movimentadas cidades...
Mas a lua segue em sua sina rodando o mundo que roda também, 
Ilumina a noite e a todos fascina mas sua liberdade não dá a ninguém. 
Chora a coruja em seu canto noturno, pois, sabe que ama o amor que não tem..."(autoria: Aisha)

Minha missão pós-Avistar era acompanhá-los em uma passarinhada por alguns dos meus lugares preferidos do Estado de São Paulo. Preparei um roteiro com muito carinho e esmero para que vivessem momentos inesquecíveis. Troquei ideia com os guias, recebi indicações de amigos, pesquisei hotéis, estudei os trajetos e finalmente cheguei num roteiro factível e que pudesse encantá-los.

terça-feira, 29 de maio de 2018

SP - Avistar Brasil 2018

O Avistar Brasil é o maior encontro de observadores de aves das Américas, reunindo num só espaço ornitólogos, fotógrafos, ornitófilos, biólogos, enfim, todos aqueles que amam as aves e a natureza. Acontece uma vez por ano no Ibutantan/SP. Conta com diversas atrações: entre elas muitas lojinhas de produtos de interesse dos observadores, estandes com informações sobre destinos para passarinhar, workshops, palestras, cursos e atividades para todas as idades. Das treze edições participei de seis. Duas delas como palestrante solo. Nas demais com o quadro das Birding Ladies, onde conto com amigas para montar a apresentação.


O mais gostoso do Avistar é o reencontro com os amigos. Muitos dos que conhecemos só pelas redes sociais, acabam se tornando amigos de "carne e osso". Os três dias passam muito rápido, nem sempre conseguimos participar das atividades que nos interessam, já que muitas são simultâneas. Mas todos os momentos somam conhecimento e trocas. E é isso que conta.

domingo, 1 de abril de 2018

AM - RR - 1° de abril - Dia da mentira - #sóquenaum

Hoje é um dia muito especial. Sim é comemorada a Páscoa! Feliz Páscoa para todos. Mas não é só por isso. É um dia que eu pensava que nunca chegaria. Que a minha lista de espécies de aves fotografadas ultrapassasse todas as barreiras que eu julgava impossível. 


Os 20 primeiros colocados no Wikiaves

É um dia que eu teria que fazer uma lista gigantesca das pessoas que me ajudaram a chegar aonde cheguei e agradecer um por um. Praticamente impossível. Por isso, sem incorrer em risco de esquecer ou desmerecer alguém, eu irei apenas mencionar os responsáveis pela chegada na reta final, ocorrida durante a última expedição que se encerrou na segunda próxima passada. Em breve essa viagem será minuciosamente relatada aqui no bloguinho.

Fotos feitas em Roraima e Amazonas
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segunda-feira, 5 de março de 2018

MG - A rolinha da esperança (Columbina cyanopis)

Desde que o ornitólogo Rafael Bessa divulgou seu fabuloso encontro ocorrido em junho de 2015 com a Rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis), espécie criticamente ameaçada de extinção e que ficou 75 anos sem registros e por isso já figurava como provavelmente extinta na natureza, fiquei esperando e sonhando com o momento em que eu iria registrá-la. (leia um resumo da história do Rafael aqui

Rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis)

Sabia que seria uma emoção muito forte, que ia demorar até que toda estrutura fosse montada para sua proteção, uma vez que era sabido que elas viviam num paraíso muito frágil. Após árduo trabalho, a SAVE Brasil (Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil) conseguiu adquirir a área onde as rolinhas vivem atualmente. Elas agora têm uma reserva com seu nome. Graças a uma parceria da SAVE Brasil com a Rainforest Trust, uma área de 593 hectares foi adquirida para proteger os campos rupestres, habitados pela espécie.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

RJ - SP - As duas primeiras passarinhadas de 2018 - Dourado e Itatiaia

Preâmbulo

Resolvi relatar as duas primeiras passarinhadas deste ano num único post. A primeira foi pra Dourado/SP (de lá à Mineiros do Tietê e Olímpia) com o guia e amigo Cal Martins. A segunda para a região de Itatiaia (de lá à Angra dos Reis e Paraty) com o guia e amigo Hudson Martins Soares.

Fotos: by Cal Martins e Hudson Martins Soares

Ambas finalizadas com o sucesso esperado. Uma longa caminhada começa com o primeiro passo, já dizia o pensador Lao-Tsé. Estou muito feliz de partir das 1400 espécies fotografadas em direção às 1500, número que pretendo atingir até 31 de dezembro deste ano, preenchendo com um X a lista de aves do CBRO* (v. 2015) que totaliza 1919 espécies, destas apenas 1871 fotografadas e postadas no site Wikiaves. A próxima lista deve aumentar  muito devido ao número de subespécies que alcançarão o estatus de espécie plena.

*O CBRO reconhece no Brasil 1919 espécies, das quais 30 carecem de documentação física e constituem a lista secundária.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

ES - 1º Birding Photo Challenge


O verdadeiro espírito birdwatching (foto Léo Merçon)

Nem tudo são flores na observação de aves, ainda mais quando o evento é competitivo. Só que não. Quando fui convidada pelo Gustavo Magnago para participar do 1º Birding Photo Challenge fiquei com muita vontade de ir, mas fiquei logo imaginando como seria isso na prática.

Eu sou daquelas que “adora” uma competição - bem longe de mim. Embora eu adore me superar, superar meus medos e barreiras e enfrentar desafios, não gosto de competir com outras pessoas.

A vida já é uma eterna competição pela sobrevivência. A gente já nasce competindo pelo carinho dos pais. Durante boa parte da nossa juventude passamos competindo pra vencer. No meu caso, joguei volei durante mais de 15 anos, atividade altamente competitiva e desgastante. As "migas" crescem juntas competindo pelos melhores "boys magias" do pedaço e vice-versa. (rs rs rs) Depois passamos anos e anos no trabalho. Particularmente a competição acirrada no trabalho quase me custou a vida (tive um AVCi por estresse e excesso de trabalho). Infelizmente poucas vezes nos ensinam que compartilhar é melhor do que competir.

domingo, 1 de outubro de 2017

AC - O Império das aves cascudas e a Expedição Choca-do-acre – Parte I

Se você não gosta de "textão", melhor fechar essa página ou deixar pra ver outra hora. Mas se tem curiosidade para saber como foi essa expedição, então, “senta, que lá vem história”. Foram mais de 11 mil fotos pra escolher e tratar, em menos de 15 dias escrevi 20 páginas e fiz alguns vídeos. Dividi em duas partes (parte II aqui) para facilitar. Viaje comigo a partir de agora. E deixe seu comentário no final, vou apreciar muito!!!


O Estado do Acre está localizado no extremo oeste do Brasil, em uma área de transição entre a Cordilheira andina e as terras baixas amazônicas. Das 1.300 espécies de aves existentes na Amazônia, já passam de 700 as registradas no Acre. A tendência é aumentar, pois muitas ainda estão em estudo, aguardando apenas a confirmação pelos ornitólogos competentes pra isso.
 
Acre - O Império das aves cascudas

Porque chamo as aves de “cascudas”? Ave cascuda é o jeito que a grande amiga Vanilce Carvalho, de Manaus, descreve aquele tipo de ave difícil de registrar, seja pela sua raridade, seja pelas dificuldades que o ambiente apresenta ou mesmo pelo comportamento da própria ave.

E o Acre sai na frente disparado no “quesito ave cascuda”. Os ambientes que as encontramos são os mais inóspitos do país. Por essa e outras o Acre “está na moda”, dizem os amigos passarinheiros. Talvez por se tratar de lugar pouco explorado, com novas espécies ainda sendo descobertas, o poder atrativo da região só aumenta.

AC - O Império das aves cascudas e a Expedição Choca-do-acre – Parte II

O Parque Nacional da Serra do Divisor é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral da natureza. Criado através do decreto Nº 97.839 em 16/06/89, situa-se no extremo oeste do Acre, na fronteira com o Peru. É o ponto mais Ocidental do país e abrange os municípios de Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo e Rodrigues Alves.

É considerado o local de maior biodiversidade da Amazônia. A floresta tropical aberta é o tipo de vegetação predominante e seguramente a mais preservada da Amazônia brasileira. Várias espécies endêmicas vegetais e animais são encontradas devidas, em parte, à sua proximidade com o ecossistema andino, numa região de transição das terras baixas da Amazônia e as montanhas dos Andes. Possui uma área de 843.000 hectares, sendo o quarto maior parque nacional brasileiro. É administrado pelo ICMBio. Grande parte de seu território ainda é preservado e faço votos que continue assim.

a famosa choca-do-acre (Thamnophilus divisorius), que deu o nome a nossa expedição

A origem do nome vem do relevo (geografia) da região onde se encontra um divisor natural das águas das bacias hidrográficas do rio Ucayali (Peru) e rio Juruá (Brasil). Na região também são encontrados valiosos vestígios fósseis. O rio Juruá nasce no Peru e banha os estados do Acre e Amazonas, no Brasil. Deságua no rio Solimões, em um percurso de aproximadamente 3 000 quilômetros.

Abriga comunidades indígenas e ribeirinhas, por isso é de grande importância para a região, servindo como hidrovia para essas diversas comunidades, já que rodovias são inexistentes na maior parte de seu curso. O rio Moa é um afluente do rio Juruá, possui muitas cachoeiras e corredeiras. A Serra do Divisor é a única cadeia de montanhas acreanas.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

AM - Expedição "Mãe-de-taoca". Os encantos da floresta amazônica.


mãe-de-taoca-de-cauda-barrada (Gymnopithys salvini
É preciso muita disposição, inspiração e dados para montar um bom e agradável relato de viagem para postar no bloguinho. Sou muito exigente e para postar mal feito prefiro não postar. Porém nem sempre a gente consegue conciliar disposição com inspiração.  Antecedendo essa última ida para Manaus, lembro exatamente como eu estava: ansiosa, chateada com alguns fatos pessoais na minha vida e sofrendo com a abstinência de passarinhada. 

Porém, durante e após a viagem é que eu tive a noção do tanto que é importante para mim fazer uma bela e feliz passarinhada. Sim, minha alma necessita dos encantos e sonhos que só as florestas e seus rios podem proporcionar. Além do que, estar entre bons amigos é essencial e faz muito bem para a saúde.

Passarinhar é bom demais, cura todos os males, inclusive dores de amor, dores de cotovelo, da coluna, dos joelhos e até dor de barriga rs rs rs. Ver passarinhos engrandece a alma!  
Passarinhe sem moderação!!! 🐧🐦🐤🐥🦆🦅🦉

quarta-feira, 7 de junho de 2017

SP - Eu quero passarinhar!!!! Usando o método 5W3H


Há tempos atrás recebi uma demanda para falar no Avistar Brasil sobre o Quero Passarinhar, grupo no Facebook que congrega pessoas que gostam de fotografar/observar aves livres na natureza. Este ano, ao me decidir falar, resolvi dar um formato diferente ao tema e falar um pouco de como eu me decido, onde, quando e como passarinhar. Como não consegui gravar a palestra, atendendo a pedidos, vou relatar aqui no blog um pouco de como foi, usando inclusive algumas telas da apresentação e incrementando um pouco mais.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

ARG - UR - O espírito pioneiro é o que nos une sob o feitiço da ... Patagônia!!!!!

Eu gosto de viajar. Sair da minha rotina cotidiana é fundamental para eu não "entrar em parafuso". Além de me manter estável emocionalmente, viajar leva minha alma a um mundo novo. Novas experiências vão se descortinando frente aos meus olhos. É viver um sonho acordada...e sonhar é delicioso, como eu disse a uma amiga outro dia: sonhar é flutuar nas mãos do destino. Ao postar uma foto outro dia, resumi meu pensamento assim: "Sonho ao olhar o horizonte! Penso na aventura e desventura de procurar dentro dos meus sonhos quem eu sou verdadeiramente. Faço uma reflexão filosófica e de autoconhecimento. Em pensamento, tomo resoluções. Sou um ser "desejante". Quero muito colocar em prática tudo que meus pensamentos arquitetam. E assim eu levo a vida, ou será que é ela quem me leva?



Sim, é ela quem me leva ... e a muitos lugares. Porém há lugares especiais. Há um lugar que nos conecta, integra e unifica com a natureza, nos desvincula das nossas percepções sem distorcer o funcionamento da realidade. Esse lugar se chama ... Patagônia.

Assistindo alguns documentários no Canal BBC Earth sobre vida selvagem, deparei-me com três episódios chamados Wild Patagônia, com imagens maravilhosas, cujo texto inicial, dizia assim: "Em algum lugar remoto do planeta há uma selva sul-americana. Nessas paisagens extremas habitam animais estranhos e maravilhosos. Dos picos das Cordilheiras dos Andes, passando pela estepe seca e deserta até litorais banhados por águas que estão entre as mais violentas do mundo. Viver aqui exige coragem e determinação. Há oportunidades incríveis para alguns. Para outros é batalha pela sobrevivência. O espírito pioneiro é o que os une sob o feitiço da ... Patagônia". E esses episódios passaram a povoar meu imaginário desde então...

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Rondônia - Passarinhando pelas áreas remotas da Floresta Amazônica

Finalmente o dia da expedição idealizada pelo guia, amigo e biólogo Bruno Rennó chegou. Quem o conhece, dispensa comentários, quem ainda não, fica a dica, o Bruno é top. Conhece muito as aves amazônicas e sabe como encontrá-las como ninguém. Possui ouvido biônico e nenhum piado passa desapercebido por ele. É um explorador nato. Além do mais, destaque para seu bom-humor, é constante e contagiante.

cancão-da-campina (Cyanocorax hafferi) 

A nossa expedição foi desafiante e se concentrou em três áreas principais: Campinas de Humaitá, Tabajara e Igarapé São João no Parque Nacional dos Campos Amazônicos, por isso vou dividi-la em partes para facilitar a leitura e acompanhamento das emoções do nosso dia a dia:


Primeira Parte - Porto Velho até as Campinas de Humaitá


Campinas de Humaitá - Essa área está localizada na margem esquerda do rio Madeira, entre os limites dos municípios de Humaitá-AM, Canutama-AM e Porto Velho-RO. Os principais ambientes existentes são as áreas de campina ou campinarana (significa “falso campo”) e a floresta de terra firme. Centenas de espécies e raridades podem ser encontradas nessa região. Um dos principais destaques do local é a possibilidade de encontrar 6 das 15 espécies novas de aves descritas para a Amazônia em 2013. Ficamos baseados em Porto Velho, num bom hotel, o Ecos Hotel Conforto, usufruindo de bons restaurantes. Fazíamos saídas a lugares que não excediam 100 km. Retornávamos todos os dias, inclusive para almoçar, ou almoçávamos no caminho para ganhar tempo.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A saga da sanã-de-cara-ruiva (Capítulos I, II)

Capítulo I - Quando você tem tudo para se sentir frustrada, só que não...

Um amigo seu, guia muito competente, descobre e registra uma ave super rara, em extinção e com poucos pontos registrados no Brasil. Você fica sabendo e resolve ir vê-la. Chama sua amiga para ir junto. Sabíamos que seria uma empreitada difícil, mas não impossível.

sanã-de-cara-ruiva (Laterallus xenopterus

21/03/2016 (segunda-feira)

Eu e a amiga Viviane de Luccia saímos de São Paulo na segunda pela manhã. Chegamos em Dourado no meio da tarde, com um calor pra não deixar Pantanal nenhum com ciúmes. Encontramos o amigo e guia Cal Martins, e lá fomos nós pro meio do brejo tentar ver e fotografar a sanã-de-cara-ruiva (Laterallus xenopterus). Ela vocalizou algumas vezes, mas não se aproximou, atribuímos à excessiva temperatura. Olhamos os dois ninhos, e não havia mais nada, as sanãzinhas já haviam se mandado com suas mamães para o meio do mato, sabe se lá aonde. Bom, tínhamos o dia seguinte. Seria mais certo encontrá-las nas primeiras horas da manhã.

sábado, 30 de julho de 2016

A magia da Floresta Amazônica e seus pássaros encantados

Em agosto de 2015 eu estive em Manaus com a amiga Fernanda e conheci a Vanilce e Luiz Fernando Carvalho, dois guias competentíssimos, que tem muita história pra contar. Ano passado eu não fiz nenhum "trip-report" como esse, mas foi uma viagem fantástica, onde pude registrar dois bichos dos sonhos, o Galo-da-serra (Rupicola rupicola) e o Gavião-real (Harpia harpyja).

Galo-da-serra (Rupicola rupicola)  - 25/08/2015
Gavião-real (Harpia harpyja) - 27/08/2015
Estivemos lá num momento conturbado da vida da Vanilce (problemas de saúde), e mesmo assim, ela nos acompanhou por algum tempo, mostrando sua força e uma energia de tirar o chapéu. Comemorei meu aniversário (28/08) na Torre do MUSA (Museu da Amazônia), e mesmo frágil naquele momento, ela participou. Eu fiquei muito feliz por tê-los conhecido. Na foto abaixo, além dos dois, minha grande amiga Fernanda Fernandes (x), o Marcelo Barreiros com dois dos seus clientes, Felipe Lima Queiroz e Aline Mattos, que comemoraram junto com a gente.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Canastra - Lá vem o pato, pataqui, patacolá. Quá-quá

23/06/2016 (quinta-feira)

No dia 23 eu e o amigo Norton Santos resolvemos ir ver o pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) na Serra da Canastra. Pegamos estrada o dia todo. E eu e o Ruber Ramphocelus (meu Duster) mandamos ver. No caminho apanhamos o guia e amigo Geiser Trivelato, que mora em Jacutinga/MG. Ficamos hospedados no Hotel Chapadão da Canastra em São Roque de Minas, lugar muito legal da nossa amiga Renilda Dupin. À noite jantamos um delicioso surubim com queijo canastra no Recanto do Surubim, cujo prato estava fazendo parte do Festival Gastronômico do Queijo Canastra. Delicioso. Ainda passamos no supermercado para comprarmos lanchinhos para o dia seguinte.

Geiser, eu e Norton
24/06/2016 (sexta-feira)

Acordamos cedo, dia lindo, frio mas com muito sol se anunciando. Tomamos café numa padaria que abre às 6 horas da manhã e seguimos para o PARNA Canastra. 


Após esperar o portão abrir fomos direto para Casca D’Anta, parte alta. Mais ou menos direto, porque havia muitas coisas lindas no caminho e um luz fenomenal. 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Conhecendo as aves de Alagoas e um pouquinho de Sergipe

26/02/2016 (sexta) 
Fazia tempo que eu queria conhecer as aves de Alagoas. Meu maior desejo era fazer uma foto do pintor-verdadeiro. A amiga Ester Ramirez já havia me convidado, mas ainda não tinha tido oportunidade. Um belo dia resolvi ir. Contatei o guia Sergio Leal, que conhece todos os lugares e a avifauna do Estado. Guia exemplar, conservacionista, cuidadoso, super ético, um artista com artesanato e agora um grande amigo. Eu convidei o amigo Emerson Kaseker para ir e ele me acompanhou nesta aventura. Cheguei em Maceió e fiquei hospedada no Hotel Palmanova.

Fotos: Silvia Faustino Linhares - © 2016 All rights reserved / No usage permited without prior written consent 
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27/02/2016 (sábado) 
Acordamos cedo e partimos de Maceió para Piranhas, onde conheci o Instituto Palmas.
Fui parando para registrar uma ave pelo menos em cada município alagoano. Em Senador Rui Palmeira/AL fiz uma foto linda do cardeal-do-nordeste (Paroaria dominicana) na altura dos olhos de dentro do carro no acostamento.

cardeal-do-nordeste (Paroaria dominicana)
Na frente do Instituto fiz uma foto inusitada. Um belo felino caçando, sim, um gatinho fofo, mas muito esperto.


terça-feira, 26 de abril de 2016

Os fantasminhas da floresta. Passarinhando em Joinville/SC

Vamos falar de Joinville/SC. Não foi a primeira vez que fui até lá fotografar aves. Já tinha estado lá em outra oportunidade, a convite da grande irmã de coração Carmen Bays, onde vi espécies raras e fiz muitos fotos legais. 

Nos últimos tempos o amigo passarinheiro Vilde Florêncio, além de excelente fotógrafo, tem encontrado pontos super quentes para fotografar bichos difíceis. Aqueles que eu chamo de fantasminhas da floresta. O processo foi trabalhoso. Ele ajeitou um cenário, o mais natural possível e passou a por grãos para os bichos. Eles vem em busca de alimentos e se expõem para fotos. Mas ele foi além, criou abrigos camuflados, com banquinhos, onde é só sentar, armar o tripé, a câmera e esperar. A espera pode ser cansativa, mas os bichos vem. Uma hora vem. Aí é só clicar.

Abrigo camufladíssimo (foto by Vilde)
19/02/2016 (sexta)

Em fevereiro deste ano fui com o amigo Emerson Kaseker para Joinville. Chegamos na sexta na hora e fomos para o hotel. De lá o Vilde nos levou ao ponto quente onde "suas crianças" vem buscar os grãozinhos. Você senta, monta a câmera no tripé e aguarda. Não pode conversar nem ficar se movimentando. As aves só aparecem quando o silêncio é total.