terça-feira, 15 de julho de 2014

Ibirapuera numa fria manhã de terça-feira

Eu havia combinado com meu amigo André Ricardo que quando ele fosse fazer o censo de aves aquáticas (o CEO - Centro de Estudos Ornitológicos faz isso periodicamente) me avisasse. E ontem à noite ele me chamou e 7:00 da manhã lá estava eu no Parque do Ibirapuera esperando por ele.

Uma manhã gelada, nublada, sem aquele maravilhoso céu azul que tanto gosto.

Mas o som das aves embalava e alegrava nossa caminhada pelas alamedas do Parque rumo ao nosso destino - os lagos.

Logo de cara um Pica-pau-de-cabeça-amarela (Celeus flavescens) vocalizou, avistamos ele, mas tendo em vista a manhã escura e o equipamento utilizado por nós, não foi possível fotografá-lo.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

SP - Feriado de Corpus Christi no Morro do Diabo

Seria essa uma excursão diabólica? Não!!!!! Apenas um encontro de amigos para conhecer o local e observar e fotografar aves...rs rs rs ...


Vamos falar um pouquinho do Parque antes de começar a contar a nossa aventura. O Parque Estadual Morro do Diabo (PEMD) situa-se no Pontal do Paranapanema, no município de Teodoro Sampaio/SP, extremo oeste do Estado de São Paulo. O Parque foi criado como Reserva Estadual, em 1941, pelo então governador Fernando Costa, constituindo uma das três unidades de conservação do Pontal do Paranapanema. No ano de 1986, a Reserva passou para o status de Parque Estadual. Sua área aproximada é de 33 mil hectares. (coordenadas 22°31'45" S 52°17'51" W)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

II Festival do Papagaio-charão - Urupema - 2013

A primeira coisa que lembro sobre minha viagem à Serra Catarinense em abril de 2013 foi a brincadeira quando eu disse aonde ia: "Festival o quê? Papagaio-chorão? Mas para que você vai lá ver um papagaio-chorão?" Já imaginaram um papagaio-chorão?


 - Não, não é bem assim. Vou para Urupema/SC, cidade mais fria do Brasil, participar do Festival do Papagaio-charão. Charão e não chorão.
 
O Papagaio-charão  (Amazona pretrei) é uma ave típica do sul do Brasil. Também chamado de papagaio-da-serra ou simplesmente charão. É um dos menores papagaios brasileiros. Apresenta 32 cm de comprimento e tem 280g de massa corporal. Sua plumagem geral é verde, destacando-se a máscara vermelha, que nos adultos, se estende até a região posterior dos olhos. Também apresenta coloração vermelha no encontro das asas e das polainas das patas.

É uma espécie social, tem o hábito de reunir-se em bandos regularmente, para pernoitar, um pouco antes do pôr-do-sol.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Sinergia Passarinheira - Passarinhando em Dourado/SP

Dourado, a 290 km de São Paulo é um lugar que deve constar obrigatoriamente da agenda de qualquer observador de aves. A quantidade de aves e diversidade de espécies é bem grande. Mas não dá para ir sem guia, pois a maioria dos locais de interesse fica dentro de propriedades privadas e somente é possível adentrar com um guia local conhecido. No caso de Dourado, os guias mais procurados são o Cal Martins e o Jone, seu pai.

E sem o facebook,  a comunidade de observadores de aves e o site wikiaves jamais saberíamos as novidades. Foi uma foto feita pelo Cal do cardeal-do-banhado (Amblyramphus holosericeus) que me chamou a atenção, embora o grande sucesso do ano passado tenha sido a corujinha caburé-acanelado (Aegolius harrisii).

Após as combinações com amigos via inbox, chegamos em Dourado no sábado (18/01), por volta de 10 horas da manhã. Nosso retorno estava previsto para segunda-feira com pit-stop em Santa Bárbara D'Oeste, onde o amigo Gustavo Pinto ia nos levar no famoso brejão do triste-pia.

Queríamos pelo menos duas noites para "corujar e bacurauzar". Nesse passeio, além do amigo e guia Cal Martins, contei com a companhia das amigas Rosemarí Julio, Hideko Helena e do casal Neuza e Geraldo Luiz.

Geraldo, Hideko, eu, Cal Martins e Rosemarí by Neusa Luiz

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Fernando de Noronha, um paraíso saído das profundezas

Fernando de Noronha é um pequeno arquipélago vulcânico pertencente ao estado brasileiro de Pernambuco (mesorregião metropolitana de Recife), formado por 21 ilhas, ocupando uma área de 26 km², situado no Oceano Atlântico, a 543 km de Recife/PE e 350 km de Natal/RN. Constitui um Distrito estadual de Pernambuco desde 1988, quando deixou de ser um território federal, cuja sigla era FN, e a capital era Vila dos Remédios. A ilha principal tem 17 km² Sua população alcança pouco mais de 3 mil habitantes, concentrados na ilha principal.

O arquipélago surgiu há aproximadamente 12 milhões de anos, através de uma série de erupções vulcânicas. O arquipélago de Fernando de Noronha está localizado sobre um vulcão cuja base tem 74 km de diâmetro e está a 4.200 metros de profundidade. Extinta há mais de 20mil anos, a cratera vulcânica submersa faz parte de uma cadeia de montanhas da parte Atlântica da placa sul-americana.

Após uma campanha liderada pelo ambientalista gaúcho José Truda Palazzo Jr., em 1988 a maior parte do arquipélago foi declarada Parque Nacional, com cerca de 8 km², para a proteção das espécies endêmicas lá existentes e da área de concentração dos golfinhos rotadores (Stenella longirostris), que se reúnem diariamente na Baía dos Golfinhos - o lugar de observação mais regular da espécie em todo o planeta. O Parque Nacional é hoje administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) (fonte: Wikipédia)

A vegetação original foi quase toda destruída na época que a Ilha foi colônia penal. Hoje o revestimento vegetal constitui-se de escassa vegetação arbustiva ou arbórea de pequeno porte e grandes áreas de macega, ervas e gramíneas.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Parque Estadual Intervales

Vou começar falando um pouquinho do Parque e se alguém quiser mais informações, deixo links no final para que possam ser obtidas facilmente. Os pulmões do Estado de São Paulo ficam a 270 km da capital e recebem o nome de Parque Estadual Intervales.

Sobre o Parque Estadual Intervales

O Parque Estadual Intervales localiza-se no sul do Estado de São Paulo, entre os municípios de Ribeirão Grande, Guapiara, Sete Barras, Eldorado e Iporanga. Juntamente com o Parque Estadual Carlos Botelho, a Estação Ecológica do Xitué e o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) constituem a maior área contínua de mata atlântica do Brasil. A denominação Intervales possui o significado de “entre os vales”, correspondendo aos rios Ribeira de Iguape e Paranapanema.

Predomina a Mata Atlântica, Florestas Ombrófila Densa, Ombrófila Mista e Estacional Semidecidual. O Parque localiza-se no município de Ribeirão Grande SP. O melhor roteiro para chegar ao parque tem início na Rodovia Castelo Branco - SP 280, que deve ser percorrida até o km 129. Nesse ponto, entrar no acesso para Tatuí, seguindo pela SP 127 até Capão Bonito e, depois, pela SP 181 até Ribeirão Grande. A partir daí, percorrem-se 25 km por estrada de terra bem conservada até a entrada do Parque. Fica a 270 km de São Paulo.

Parque
Eu fui com um grupo especificamente para observar aves, constituído pelo guia birdwatching Rafael Fortes, pelas amigas Rosemarí Júlio, Hideko Helena Okita, e pelos novos amigos Flávio Sakae, André Silva, Kleber Silveira e Luiz Augusto.
Parte do grupo na trilha
Eu por Rosemarí Julio
O que fazer por lá

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Fazenda Bacury e Tanquã - dois paraísos no interior de São Paulo.

Todo final de ano o amigo Luciano Monferrari organiza uma excursão do CEO para o Tanquã (Piracicaba/SP) e Fazenda Bacury (Anhembi/SP). O Tanquã é a parte superior do lago formado pelo Rio Piracicaba em função da barragem de Barra Bonita. Tem as mesmas características do Pantanal Mato-grossense. Seu acesso é feito pelo bairro do Tanquã, na estrada que liga o município de  Piracicaba a Anhembi (SP - 147). Fica distante uns 60 km de Piracicaba e 17 km da Fazenda e Pousada Bacury.

Foto: Tanquã por Silvia Linhares
A Fazenda Bacury é antiga, tem 80 anos de história para contar. Possui belas matas onde habitam aves raras como o patinho-gigante e a juriti-vermelha, que eu ainda não tive a sorte de avistar. Apesar de ser utilizada para a pecuária, foi adaptada para receber turistas. A antiga sede foi transformada em uma deliciosa pousada com decoração rústica e de bom gosto. Você terá opções de se hospedar com mais ou menos sofisticação, dependendo do seu bolso: pode escolher entre a Pousada Sede e a Pousadinha.

domingo, 26 de maio de 2013

Resultado 6º Concurso Avistar Brasil - Fotografias de Aves 2013


O Concurso Avistar Brasil 2013 escolheu as fotos mais bonitas das aves brasileiras. Foram mais de 6000 fotos inscritas. O concurso ainda premiou a melhor sequência (mosaico) de fotos e melhor vídeo. Contou com votação popular (Vox populi) e com os jurados Arthur Grosset, Arthur Morris, Edson Endrigo, Hilton Ribeiro, Jarbas Agnelli, Luís Fábio Silveira, Mathew Shirts, Millard Schisler, Pedro Develey e Roberto Linsker.

A todos os que participaram deixo os meus parabéns. Espero que no próximo ano o número de observadores de aves no Brasil dobre e que venham muito mais fotos e vídeos lindos como esses.

Silvia Linhares


Foram várias categorias as quais postaremos as vencedoras abaixo: 

Melhores fotos

1º Lugar -  Tomas Brugger - "Garças"
Garça-branca-pequena (Egretta thula)
2º Lugar - Laizer Mayer Fishenfeld - "Pra concurso"
Beija-flor-preto (Florisuga fusca)
3º Lugar - Mike Bueno - "Banho de colhereiro"
Colhereiro (Platalea ajaja)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

EUA - A Flórida tem natureza exuberante e muitas aves lindas!

Colhereiros (Platalea ajaja) - Roseate Spoonbill e outros em Merrit Island National Wildlife Refuge

Já faz um ano que fui, aff - como passou rápido! No final de 2011, eu e meu marido decidimos ir para a Flórida / Estados Unidos, tendo como foco assistir as "24 horas de Daytona" (corrida de automóveis de longa duração) em janeiro de 2012. Conhecer um super-autódromo sempre foi um dos meus sonhos. Planos projetados, passagens compradas, reservas feitas, malas prontas, lá fomos nós. Chegamos em Miami no dia 25/01. E antes que a sequência de acontecimentos comecem a sumir da minha cabeça, melhor contá-los aqui.

Antes de ir, comprei um Guia Visual da Folha de S.Paulo sobre a Flórida, contendo as principais atrações e dicas. Devorei e em pouco tempo já tinha assinalado os lugares que gostaria de conhecer, óbvio que todos continham a palavrinha "aves". Eu tinha muitos planos para passarinhar na Flórida, mas como não falo inglês nem espanhol, sair sozinha estava fora de cogitação. Apesar dos interesses diversos do meu marido, que não incluíam aves, ele me acompanhou aos lugares que pedi para fotografar os "penosinhos".

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira - PETAR

Logo que cheguei em São Paulo para morar em 2003, pesquisei locais para passear com o maridão. Um dos lugares que me pareceu interessante foi o PETAR.
Beleza da mata atlântica

"O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR) localiza-se no sul do estado de São Paulo, entre os municípios de Apiaí e Iporanga. Ele possui uma das maiores extensões preservadas de Mata Atlântica original, além de ter uma das maiores concentrações de cavernas do planeta (mais de 350) e uma imensa quantidade de cachoeiras. O PETAR possui aproximadamente 36.000 hectares, cobertos por uma dos últimos remanescentes da Mata Atlântica no estado de São Paulo. Suas montanhas, vales, cachoeiras, rios de águas cristalinas, cavernas, fauna e flora exuberantes tornaram o PETAR um ponto muito importante para o ecoturismo brasileiro.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Passeio: um bate-e-volta de passarinheiro – destino: Tremembé – SP

Desde meados de setembro, "papeando" no Grupo Virtude (Facebook), eu, a Cláudia Komusu (doravante chamada de Claudinha) e a bióloga Daiane Barros (doravante chamada de Dai), decidimos fazer uma passarinhada.

Eu, Dai e Claudinha by self-timer
Vai daqui, vai dali, acertamos data e local. Escolhemos ir no  dia 28 de outubro para os arrozais do Marcão (Marco Crozariol) em Tremembé. Definimos isso sem nem mesmo consultá-lo (rs rs rs). Convidamos quem estivesse disposto a compartilhar o dia com a gente e, alguns dos nossos amigos do Virtude se dispuseram a participar, inclusive o próprio Marcão. A idéia principal era avistar um passarinho-fantasma, um tal de Coturnicops, que alguns iluminados juram de pés juntos que já avistaram na região. Outros dizem que isso só tem em shopping no Uruguai. Brincadeirinha, como disse a Claudinha, não estávamos indo atrás de raridades, qualquer garça se alimentando, já garantia a aventura.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Bird “WHAT”?

BIRDWATCHING! Essa palavrinha difícil significa um hobby maravilhoso praticado em todo o mundo: A Observação de Pássaros.

Texto e fotos: Silvia Linhares
(All rights reserved / Todos os direitos reservados - proibida a reprodução desse texto ou suas fotos sem mencionar autoria)

Parece estranho, a princípio, mas o Birdwatching envolve a descoberta de um mundo de beleza, cores e harmonia, muitas vezes em cenários paradisíacos. Observar pássaros geralmente envolve caminhadas por parques, matas e reservas naturais, visitando novos destinos e paisagens a cada passeio. Também vale por um monte de sessões de terapia, pois é uma oportunidade de descanso e relaxamento mental, cada vez mais necessário ao homem urbano. Sem falar das amizades que surgem em torno da prática. É comum a reunião em pequenos grupos para as saídas de observação, conhecidas como “passarinhadas”. Em locais seguros, também pode ser praticado sozinho, aproveitando para fazer reflexões pessoais, por exemplo.

Filhotes de Coruja-buraqueira (Athene cunicularia)
Burrowing Owl - – Tremembé/SP

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Quase no Chui...destino dos sonhos: Lagoa do Peixe

Assim que o meu encanto pelas aves começou a aumentar, passei a pesquisar mais sobre elas e seus habitats. E assim fui aprendendo sobre as diversas espécies e em quais biomas eu as encontraria. Alguns santuários, cobiçados pelos birders de todo o planeta, passaram a encabeçar a minha lista dos sonhos. A Lagoa do Peixe em Tavares/RS foi um deles. Essa "necessidade" ficou preemente depois de eu conhecer o Batista durante o Avistar 2012.

Tachã

É impossível falar da Lagoa do Peixe em Tavares sem associar o nome do Batista. Primeiro porque ele conhece bem todos os lugares e onde encontrar as aves que desejamos avistar e fotografar. Segundo porque ele, sua família e sua equipe são pessoas muito especiais. Super receptivos, atenciosos e pacientes.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Um santuário chamado Pantanal

Em 2011, a convite da amiga Carmen Bays, conheci o Pantanal Norte - região de Poconé/MT. Fiquei apaixonada. Então, meu amigo Tony Moura convidou-me para conhecer o Pantanal Sul. Eu iria conhecer a Fazenda Estrela em Aquidauana/MS, que, carinhosamente, o Tony chama de "santuário".

Convidei três amigos: a própria Carmen Bays, o Carlos Godoy e o Julio Guedes (todos integrantes do CEO). Partimos de São Paulo rumo à Campo Grande no dia 30/06 e retornamos no dia 11/07 (2012).

Carmen, Julio, Tony, Eu e o Godoy by Marcelo Rondon

Passamos meses planejando, trocando idéias, ligando em pousadas, perguntando às pessoas, vendo vídeos, fotos e blogs na internet. Em março compramos as passagens. Carmen viria de Joinville até o aeroporto de Congonhas e se juntaria a nós no aeroporto de Cumbica. Reservamos um palio week-end numa locadora em Campo Grande e o tempo foi passando. Chegando mais perto da data, deu um frio na barriga, não havia muitas certezas, mas não nos faltavam dúvidas.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

SP - Uma visita ao "Ninho das Águias" - Academia da Força Aérea


Uma das atividades do CEO - Centro de Estudos Ornilógicos constitui-se na realização de levantamento de aves em áreas militares do Estado de São Paulo. 

Esse trabalho engloba várias unidades militares tais como a Invernada do Barro Branco da Polícia Militar do Estado de São Paulo; Hospital Militar de Área de São Paulo (HMASP); Escola Superior de Soldados Cel PM Eduardo Assumpção - Polícia Militar do Estado de São Paulo; Hospital da Aeronáutica e Campo de Marte; Base Aérea de São Paulo - Cumbica, Guarulhos; Comando de Policiamento do Interior Sete (CPI-7); Escola Superior de Sargentos - Polícia Militar; 5º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano e Escola de Especialistas de Aeronáutica - EEAR - Guaratinguetá.

Recentemente o CEO foi convidado para recencear as aves da Academia da Força Aérea em Pirassununga. O lugar é mais conhecido pelo pomposo nome de Ninho das Águias e abriga também a Esquadrilha da Fumaça. Foi a primeira de muitas vezes que serão necessárias para cobrirmos a extensa área da Academia.

A turma quase toda

Dia dos pais: Eu, meu pai e a natureza

Tem um dito popular que diz "recordar é viver".  Então...a gente recorda com saudades apenas das coisas boas, ainda bem, né?
 
Nasci no interior de São Paulo (Presidente Prudente), assim como meu pai JOAQUIM FAUSTINO, que é filho de agricultores. Desde adolescente os interesses profissionais do meu pai sempre foram outros e não as terras dos meus avós. Ele muito cedo tornou-se advogado. Meus avós foram loteando as terras, e quando nasci havia apenas "a chácara". Não era qualquer chácara, era um local sagrado para nós, onde toda a família se reunia para festejar. Todo domingo o almoço era na casa da "Nona".  Meus avós tiveram dez filhos, e uns tantos cinquenta netos, nem entro no mérito dos bisnetos e tataranetos que já perdi as contas (riso). 

E nós, os netos, divertíamos sob e  sobre as árvores da chácara. Fartávamo-nos com as frutas. As jaboticabeiras e goiabeiras eram as minhas preferidas. Brincávamos de pique-pega em cima das árvores, principalmente das mangueiras. Sem noção de perigo. Nunca nenhum de nós se machucou gravemente. Mas levávamos algumas lambadas de vara de marmelo da "D. Giulia", (lê-se Diulia) minha avó, quando arrancávamos frutas verdes do pé e jogávamos fora depois.

Eu e meu pai no "Jardim da Silvia"


Esse preâmbulo é para mostrar minhas raízes na terra, muito além de eu ter nascido sob um dos signos da terra (sou de virgem). (risos). Quando meus avós morreram, a chácara foi vendida e hoje é um bairro cheio de casas enormes.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Bebedouros para beija-flores

Material copiada do site www.ceo.org.br



Antonio Wuo, colocando seus bebedouros de beija-flores. Mogi das Cruzes, SP.

A finalidade do bebedouro para beija-flores é atrair estas aves para os jardins, varandas, janelas. O bebedouro não substitui as necessidades nutricionais dos beija-flores, já que o néctar tem outros nutrientes além do açúcar e além disto, os beija-flores se alimentam também de pequenos insetos e artrópodes, de onde obtêm proteínas.

Para quem tem disponibilidade de espaço, o ideal é o plantio de diversas espécies vegetais que fornecem néctar, além de outras que fornecem materiais para a construção de ninhos. A manutenção de áreas arborizadas fornece também abrigos para estas aves, bem como permite a proliferação dos pequenos insetos dos quais elas se alimentam. Mesmo assim, os bebedouros podem ser usados como uma estratégia para trazê-los até bem perto de nós, permitindo que possamos observá-los em detalhe.

Alguns usam os bebedouros pelo prazer de ver os beija-flores virem beber a água açucarada chegando a pousar em nossa mão. Esta experiência é importante na medida em que permite às pessoas vivenciarem uma forma contemplativa das aves, sem a necessidade de aprisioná-las em gaiolas. Esta é também uma ótima oportunidade para fazer a educação ambiental de crianças e adultos.

Como fazer bebedouros artesanais em casa


Que alimento colocar nos bebedouros?
A concentração de açúcar indicada é de 20% (1 parte de açúcar para 4 partes de água) por ser parecida com a concentração do néctar. Não coloque mais nada além de água e açúcar.
Existem hoje no mercado produtos exclusivos para a alimentação de beija-flores, que contém, além do açúcar, vitaminas e outros produtos. Entretanto, é controvertida a necessidade do uso desses produtos, já que não teriam na prática nenhuma vantagem com relação ao uso do açúcar comum e, eventualmente, alguns dos componentes dessas fórmulas poderiam ter contra-indicações para os beija-flores. Algumas instituições relacionadas com beija-flores e aves em geral têm se preocupado com esse assunto e manifestado sua opinião.

Veja a respeito em:

Problemas com os bebedouros


De qualquer forma, sempre que alguém for colocar água açucarada para beija-flores deve tomar as precauções de higiene indicadas: troque a solução com frequência, de preferência diariamente. Faça uma limpeza adequada do bebedouro. O interior pode ser limpo com uma escova do tipo de limpar mamadeira ou das usadas em laboratórios para limpar tubos de ensaio, chamadas de gaspilhão. Na falta destas pode-se usar areia grossa ou arroz: joga-se um pouco dentro do recipiente com um pouco de água e sacode-se bem. É comum no interior desenvolver-se algas que vão escurecendo a superfície. O tubinho por onde a ave suga a solução também deve ser limpo internamente. Evite corolas ou outros ornamentos que dificultam a limpeza. O bebedouro pode também ser deixado por meia hora dentro d'água com um pouco de água sanitária. Enxague bem. O uso de bebedouros feitos em casa utilizando garrafas vazias de água ou refrigerantes tem a vantagem de poderem ser jogados fora e trocados mais frequentemente. Pegue uma garrafa de plástico de refrigerante ou água mineral, tipo descartável, de 500 ml ou menor. Esquente um prego bem fino e faça um furinho na base da garrafa. Pinte em torno do furinho com esmalte vermelho. Pendure a garrafa com um arame.

Formigas podem vir até o bebedouro. Para evitá-las basta colocar no suporte em que está pendurado um pedacinho de estopa, algodão ou um pano qualquer e embebê-lo com óleo queimado.

Abelhas ambém podem ser atraídas ao bebedouro, às vezes em grande quantidade, impedindo que as aves se aproximem. Diversas medidas podem ser tomadas para afastá-las:

1- Retire as flores dos bebedouros, se tiver. Para os beija-flores basta o tubinho ou mesmo só um furinho com uma marca vermelha em volta para atraí-lo. As flores ajudam a atrair abelhas e também servem como local para pousarem.

2- Retire os bebedouros durante alguns dias, até que as abelhas desapareçam. Coloque-os em seguida em lugares diferentes de onde estavam. Os beija-flores os acham com facilidade, mas as abelhas podem demorar um pouco mais para descobri-los.

3- Use um tubinho mais comprido. Os beija-flores alcançam a água açucarada pois enfiam o bico no tubinho. Já as abelhas podem ter dificuldade para fazer isto. Óleo de cozinha usado também pode espantar as abelhas, que não toleram o cheiro.

4- Use um bebedouro bem simples, feito em casa, como explicado acima, ou o bebedouros "Jonas", mostrado abaixo. Não use tubinho. Passe óleo vegetal na base da garrafa e principalmente em torno do furinho. As abelhas terão dificuldades em pousar, pois escorregarão no óleo.

5- Faça um bebedouro doméstico como explicado. Sobre o furinho, coloque uma pequena tira de plástico (retire esta tira de outra garrafa, estas de 2 litros por exemplo) com 3-4 mm de largura. No meio da tira faça um furinho um pouco mais largo que o da garrafa (3 mm mais ou menos). Pregue a tira de plástico sobre a garrafa (use esparadrapo ou alguma boa cola) de modo que o furo da tira coincida com o furo da garrafa, porém fique distante dele uns 5 mm. Os beija-flores enfiarão o bico pelo furo da tira, alcançando o furo da garrafa, porém as abelhas não conseguirão fazer isto. A distância da tira da garrafa tem que ser menor que o tamanho das abelhas, para que elas não entrem por debaixo da tira. Pinte em torno do furinho da garrafa de amarelo (3-4 cm de diâmetro) e em torno do furinho da tira de plástico de vermelho, com 1 cm de diâmetro. Dará assim um efeito de flor natural e o vermelho guiará os beija-flores ao furinho. Para limpar debaixo da tira, use um pincel.
Não use inseticidas ou qualquer outro produto químico para espantar as abelhas, pois poderá contaminar os beija-flores.



Morcegos podem visitar os bebedouros à noite. Embora os morcegos nectarívoros não sejam transmissores habituais da raiva, como são os morcegos hematófagos, essas espécie também pode albergar o vírus da raiva, já tendo sido encontrado espécime infectado na cidade de São Paulo. Desta forma, o contato com morcegos de qualquer espécie deve ser sempre evitado. 

Em nosso meio a espécie que mais frequentemente frequenta bebedouros é o morcego-beija-flor, Glossophaga soricina.






sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Onda verde: O que é ser amigável com o planeta

Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:
- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com  nosso meio ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

sábado, 5 de novembro de 2011

A história das coisas

Veja de onde vem as nossas coisas e para onde elas vão. Saiba mais sobre os limites do nosso Planeta!


sábado, 20 de agosto de 2011

MT - Diário off-road de três fotógrafas “birdwatchers” durante uma semana no Pantanal Norte

Essa viagem só aconteceu porque a amiga Carmen Bays convidou em janeiro desse ano quando eu fiquei encantada com as fotos que ela fez lá em outubro do ano passado. Ela teve um sonho, que era eu sentada numa banqueta fotografando na Transpantaneira.

sonho realizado - foto by Carmen Bays

Convidamos outra amiga, Mônica Ruiz, que topou na hora. Pesquisei muito, pois queria que a Carmen fizesse algo diferente do que fez ano passado (ir e vir pela Transpantaneira), e optei por fazer um plano de viagem que incluísse Day - use nas pousadas por lá. O Plano recebeu o nome de Tuiuiú e contém os nomes/localização das pousadas e telefones onde iríamos fazer “Day - use” e até uma planilha com os custos estimados. Contatei as pousadas que me pareceram interessantes e anotei tudo.

Nossa aventura começa com um tragicômico episódio. Seria triste se não tivesse tido um final feliz. Carmen morava em Joinville e veio na sexta à noite (05/08) para São Paulo. Esqueceu a mochila no bagageiro do avião com TODO o equipamento fotográfico e o note book nela. Ficou em desespero até o moço da companhia entregar sua mochila intacta. A gente nunca presta atenção quando a comissária diz. “Não esqueçam de verificar seus pertences no compartimento superior”.

Saiba que existem 2 pantanais: o da seca (agosto a dezembro) e o da cheia (janeiro a julho). Escolhemos a seca porque é mais acessível andar por todos os caminhos. Mas é mais quente e aumenta a quantidade de mosquitos. Agora era só esperar o dia seguinte para iniciar a nossa aventura.


Eu, Mônica e Carmen - by self timer

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Conheça a cigarra-verdadeira, uma espécie que, apesar do nome, é uma ave

Foto: Silvia Linhares (Parque da Cantareira)
Em qualquer festa de aniversário, na hora da foto, ele é lembrado. Junto da pose e do sorriso, o “olha o passarinho!” é inevitável. Então, é claro que, nesta Galeria especial, quem ganha o cartaz é a cigarra-verdadeira, uma espécie que, apesar do nome, é uma ave que tem um canto semelhante ao som emitido pelas cigarras.

Parente dos canários, a cigarra-verdadeira é encontrada somente na mata atlântica. Vive em grupo e realiza longos vôos, sendo que gosta de sobrevoar áreas mais abertas, como pântanos e plantações de arroz. Não costuma ficar muito tempo na mesma área da floresta.

domingo, 15 de maio de 2011

SP - Concurso Avistar Brasil 2011

No último dia 15, no teatro do Colégio Santa Cruz, em um gostoso espetáculo, a organização do Avistar Brasil revelou os premiados pelo Concurso de Fotografia Avistar 2011.

Antecedendo o evento, pudemos conhecer a simpática Martha Argel, Consultora da Wildlife Conservation Society, coordenadora do Projeto Aves do Brasil - Aproximando as pessoas e as aves, paulistana, bióloga com doutorado em ecologia de aves, escritora de literatura fantástica, crônicas e divulgação científica. 

Além de coordenadora do Projeto, atuou como tradutora do primeiro livro da série - Pantanal e Cerrado - Ed. Horizonte. Martha, muito simpática concedeu um autógrafo ao meu exemplar e ficou muito feliz que ele já está em uso a mais de mês.

Martha Argel e eu (Silvia Linhares)

Outro momento bacana aconteceu com Jarbas Agnelli contando a história de como o vídeo Birds on The Wires mudou a vida dele.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Sensor nas Câmeras Digitais

Publicado por Claudia Regina em Dicas de Fotografia
 
Observação: O Material da Cláudia é tão bom que resolvi replicar aqui.

"Já falei no artigo 5 Mitos da Fotografia sobre o superestimado item observado na hora de comprar uma câmera: a resolução. Na realidade o fator que deveria ser levado em consideração antes da resolução de milhares de megapixels é o sensor.

O sensor fica na sua câmera digital no mesmo lugar onde ficava o filme na câmera analógica. Quando você tirava uma foto o filme rodava e ia para a próxima pose. O sensor não “roda”, ele manda a foto para o processador da câmera que manda para o cartão de memória, assim sua câmera fica pronta para a próxima “pose”.

onde está o sensor

É o sensor que vai definir a qualidade da sua imagem final. Entenda melhor os tipos e tamanhos de sensores e compre uma câmera que supra suas necessidades.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sylvia é um gênero de aves passeriformes

Toutinegra-de-barrete-preto (Sylvia atricapilla)
Macho recolhendo material para o ninho
Sylvia (género)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Sylvia (gênero)
Sylvia é um gênero de aves passeriformes, onde se classificam 24 espécies de felosas, papa-amoras e toutinegras.

O grupo ocorre na Europa, Sul e Sudeste Asiático, África e Arábia. São aves de pequeno porte, muito ativas, que se movimentam constantemente em busca dos insetos de que se alimentam. Habitam zonas de bosque e floresta aberta, campos agrícolas e áreas urbanas.

A maioria das espécies apresenta dimorfismo sexual e os machos distinguem-se, habitualmente, por manchas, riscas ou coroas pretas na cabeça. As espécies que nidificam em climas temperados são migratórias.

Sylvia
Sylvia borin
Sylvia borin
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Sylviidae
Género: Sylvia
Scopoli, 1769
Toutinegra-de-barrete-preto (Sylvia atricapilla)
Macho recolhendo material para o ninho

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Olhar e não ver - por Helio de La Pena

por Helio de La Pena

Há cerca de dois anos levei meu filho, na época com sete anos, para um passeio no Jardim Botânico do Rio. Não era um passeio qualquer e sim um encontro de observadores de aves.

Como toda criança, João curte bichos. Achei que iria gostar de ver uns pássaros e aprender um pouco sobre eles com ornitólogos e apreciadores de penosas. O efeito foi maior do que imaginava. O garoto passou a se interessar profundamente pelo assunto. Tornou-se frequentador assíduo deste encontro, me levando à tiracolo. Nos aniversários, ao invés de carrinhos ou bonecos, pedia binóculos, máquina fotográfica, gravador de som, todo o equipamento necessário para se tornar um observador de pássaros profissional.