segunda-feira, 7 de março de 2011

Belo Horizonte proíbe o uso de sacolas plásticas. Existe vida além das sacolas plásticas.

Foto: Silvia Linhares
Cisnes comem sacolinhas jogadas por
pessoas com pouca ou nenhuma consciência
Além dos sacos biodegradáveis, os estabelecimentos estarão equipados com sacolas retornáveis e deverão incentivar os clientes a usarem alternativas ecologicamente corretas.

Entrou em vigor neste mês uma lei que proíbe o uso dos sacos plásticos e oxibiodegradáveis na capital mineira, Belo Horizonte. Além da legislação, a cidade trabalha em uma campanha de conscientização chamada “Sacola Plástica Nunca Mais”.

Os pontos de varejo, como padarias, lojas, supermercados, entre outros, deverão usar sacolas biodegradáveis, feitas com amido de milho, que estão à venda nos comércios da cidade por R$ 0,19.
Estas sacolas são parecidas com as tradicionais o que as difere é a sua composição. Ao invés de ter como matéria-prima o petróleo e levar centenas de anos para se decompor, as biodegradáveis são feitas com material orgânico e se desfazem em apenas 180 dias.

Durante os próximos 45 dias o governo local trabalhará na divulgação da campanha de conscientização, por isso os estabelecimentos não serão multados. Após esse período, os comerciantes que estiverem fora do que foi determinado na lei serão condenados a pagar multas de até mil reais.

Além dos sacos biodegradáveis, os estabelecimentos estarão equipados com sacolas retornáveis e deverão incentivar os clientes a usarem alternativas ecologicamente corretas, como reaproveitar as caixas de papelão ou carrinhos. Dessa forma a prefeitura espera chegar à redução de 80% na utilização desses materiais prejudiciais ao meio ambiente.

Outras cidades brasileiras já aplicaram legislações parecidas, como é o caso do Rio de Janeiro e de Jundiaí, no interior de São Paulo. Com informações do Estadão.
Fonte: CicloVivo

Os sacos plásticos são grandes vilões da natureza, no entanto muitas pessoas continuam a utilizá-los por comodidade ou com a desculpa de que os acessórios são úteis para o descarte de lixo. A verdade é que existem muitas alternativas para esse problema.

Para conscientizar as pessoas de que as sacolas plásticas podem causar grandes impactos no meio ambiente, o Ministério do Meio Ambiente lançou no ano passado a campanha Saco é um Saco, para mostrar os estragos que um item aparentemente inofensivo pode oferecer e mostrar soluções.

Além disso, algumas cidades espalhadas pelo Brasil proibiram os comércios de distribuírem sacolas plásticas livremente. No Rio de Janeiro, por exemplo, os clientes que rejeitarem o item têm descontos na compra e os estabelecimentos que não se adaptarem à legislação são obrigados a pagar multas.

Com essa norma se tornando cada vez mais comum, é importante apresentar ao consumidor maneiras alternativas para suprir as funções que são normalmente exercidas pelas sacolas plásticas.

A primeira delas já foi apresentada anteriormente pelo CicloVivo e provou ser eficiente, trata-se do saquinho de jornal, que pode ser feito em casa, reaproveitando mais um item que normalmente é jogado fora com pouca utilidade.

Outra opção é o saco reciclado que, como o nome já diz, tem em sua matéria-prima itens plásticos já utilizados anteriormente. As sacolas normalmente disponibilizadas nos mercados, não podem ser feitas nesse mesmo formato por causa das normas de saúde estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Como a principal utilização dos saquinhos plásticos é normalmente o descarte de outros resíduos, também é possível usar uma caixa de papelão para cumprir essa função. O impacto do papel na natureza é muito menor do que o do plástico, que chega a demorar até 400 anos para se decompor.

Reduzir a quantidade de lixo produzido também é um jeito eficiente de diminuir o grande número de sacolas plásticas descartadas no meio ambiente. Por isso, além de destinar os resíduos sólidos à reciclagem, é interessante trabalhar com a compostagem do lixo orgânico, que pode ser feita dentro de casa, de maneira simples e sem tecnologia. Para isso, as únicas coisas necessárias são: caixa, terra e minhoca.

Os motivos para rejeitar as sacolinhas plásticas são muitos e a solução para elas também. Portanto, independente de leis ou campanhas, o que vale é a consciência de cada um em estar fazendo o melhor para o futuro do planeta.

Um comentário:

  1. Ótimo post, Silvia!

    Só discordo da legenda, deveria ser: Cisnes "tentam engolir" sacolinhas jogadas por
    pessoas com "falta absoluta de consciência", isso sim!

    No mais, republiquei esta matéria em: http://www.capitaldasnascentes.org.br/acontece.php

    Abraços
    Renato Rizzaro
    www.riodasfurnas.org.br

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